Correio Paulinense

Paulínia, 20 de maio de 2024
Segundo Caprino, Moura Junior não pagou a Diagmed e por isso a empresa suspendeu as ressonâncias magnéticas. Enquanto isso, três milhões e meio de reais públicos foram torrados no “Festival de Cinema”.

Última atualização em 18 de fevereiro de 2014

[imagem] Bom diaaaaaaaaaaa meus amoooooores. A semana passada foi agitaaaaaaaaaada. Pela mãe do guarda! Especialmente a terça-feira (11) foi bafônica. Teve a segunda sessão legislativa do ano, com o discurso-denúncia da vereadora Angela Duarte (PRTB) e a confirmação de Caprino (PRB) que Moura Junior (PMDB) não pagou a Diagmed, além das decisões do TCE e da Justiça da City suspendendo a realização do polêmico “Pregão da Festança” (R$ 17 milhões para o prefeito torrar em eventos, que ninguém sabe quais são). Já na sexta-feira (14) o ex-prefeito Pavan (PSB) esteve na Câmara Municipal recebendo, juntamente com a vereadora Angela, o Dr. Ubiali,  deputado federal do PSB (SP) e presidente das APAES de São Paulo. Foi bem divertido o reencontro do espirituoso com antigos aliados na Câmara (Vejam as fotos de LUCAS RODRIGUES). 

Mas antes de entrar nos demais bafos e babados, quero saber se a Setransp não tem pessoal de plantão para consertar semáforos ou a manutenção dos equipamentos é da empresa que vendeu ao município. O do cruzamento da Avenida  José Paulino com a Rua Pio XII passou o fim de semana inteiro quebrado, consertaram por volta do meio dia de ontem e à noite o danado quebrou outra vez.  

Caso a responsabilidade seja da Prefeitura, talvez o secretário Laércio Giampaoli até tenha pessoal para serviços emergenciais como este, mas como Moura Junior (PMDB) cortou as horas extras do funcionalismo, claro que ninguém vai querer trabalhar de graça.  Aproveitando a deixa, bem que Laércio podia marcar a sua passagem pela Secretaria fazendo a sinalização de solo nos dois sentidos do trecho da entrada da Rhodia até o condomínio Metropolitan e depois lutar para iluminarem o local. Passar à noite por lá somente na fée haja fé. Agora vamos aos babados. 

Por enquanto,  a farra milionária (MAIS UMA) que Moura Junior (PMDB) pretende fazer às custas do dinheiro público da city está “melada”. No mesmo dia, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a juíza de Paulínia Maria Raquel Tilkian Pinto Neves suspenderam o chamado “Pregão da Festança”, por suspeitas de graves irregularidades.

A sentença judicial diz que se Moura Junior (PMDB) desobedecer a ordem o município pagará multa diária de R$ 200 mil. Será que ele vai peitar? Pelas exigências contidas no edital, a Justiça suspeita de “concorrência direcionada”. Traduzindo: que a empresa vencedora já tenha sido supostamente escolhida. Esse tipo de fraude (jogo de cartas marcadas) em licitações públicas, país afora, vive no noticiário nacional. Não duvido nada!

Moura Junior (PMDB) está pensando que a Justiça e o TCE são como a PARTE da Câmara que recebe, pauta e aprova os projetos de leis que ele manda de qualquer jeito, sem questionar? É ruim hein! O promotor André Perche Lucke esmiuçou as mais de 60 páginas do edital, desconfiou de muitos pontos e pediu para a Justiça suspender o pregão. Com o MP não, Moura pai e Moura Junior.

Antigamente, as licitações eram feitas “nas coxas”, cheias de vícios e manobras que beneficiavam “parceiros” e “mandatários”. Hoje em dia, está bem mais difícil de sair “dando o bote no dinheiro público” e tudo acabar em pizza. Disse e repito: “NÃO ESTAMOS EM 1993”. 
Depois das decisões do TCE e da Justiça local, a pergunta que não quer calar: TERÁ CARNAVAL OU NÃO? Ao que parece uma coisa não tem nada a ver com a outra. A verba de quase UM MILHÃO E TREZENTOS MIL REAIS para seis escolas de samba, vinte blocos e os prêmios para Rei, Rainha e Princesas do Carnaval já foi aprovada em primeira discussão (legalidade) por unanimidade na Câmara, na sessão de terça passada.  A segunda e última votação do PL 04/2014 está prevista para a próxima sessão, dia 25, faltando apenas dois dias para o início da Folia. Por enquanto, o presidente Fiorella (PP) não sinalizou se convocará uma Extraordinária para matar a questão. 
Tal pai, tal filho. Além de malfeito, na maioria das vezes, tudo chega na Câmara em cima da hora e o prefeito ainda tem a “cara de pau” de pedir URGÊNCIA na votação. Tudo sem planejamento e os vereadores que se lascam, pois acabam não tendo tempo para analisar melhor os projetos. Isso é um desrespeito com a Câmara Municipal. Mas quem disse que a palavra RESPEITO faz parte do dicionário deste governo? Vão lendo outro absurdo. 
O carnaval começa dia 28, o desfile das escolas é no domingo (2) de Carnaval e se a última votação da verba acontecer mesmo somente na sessão legislativa do dia 25, presidentes e carnavalescos terão apenas quatro dias (26, 27, 28 e 1 de março) para deixarem as escolas prontinhas (fantasias e alegorias). Onde existe isso? Primeiro resultado dessa lama: os presidentes das agremiações compram tudo fiado e nas carreiras. Resultado final: escolas horrorosas, malfeitas, desorganizadas e sem brilho descendo o Sambódromo do Parque Brasil 500.

Sempre foi assim e ninguém ousa em exigir respeito e responsabilidade de quem está no comando da city. E o pior vem depois do desfile: receber a grana para pagar as dívidas. Só Jesus na causa. Sem contar os prêmios em dinheiro do Rei, Rainha e Princesas da Folia, que já foram inclusive eleitos. Só Jesus na causa, de novo. Teve um ano que a rainha teve que fazer barraco pra receber o prêmio. Ah dá licença. É uma verdadeira bagunça. 

E justiça seja feita: a culpa nunca foi de nenhum secretário ou secretária da pasta de Turismo e Eventos, responsável pela organização do nosso carnaval. Quem não tem respeito pela própria equipe de trabalho, pelas escolas de samba, blocos e pela população que aguarda a folia é quem tem a “caneta” e faz o que quer, na hora que bem entender. E vai a Beth (Secretária de Turismo e Eventos) cobrar seriedade e responsabilidade do “chefe” pra ver o que acontece com ela. Ave Maria! Sempre foi assim com o pai e agora está sendo com o filho. Não adianta reclamar. O negócio é tomar de 2 a 3 calmantes por dia e esperar o herdeiro liberar a bagaça. 
Entrando na segunda sessão ordinária do ano, terça passada, o queridíssimo Fábio Valadão (PROS) também destacou a falta de planejamento do governo mourista. Quando o presidente Fiorella (PP) colocou o requerimento de Moura Junior (PMDB), pedindo urgência na votação do Projeto de Lei 04/2014, que destina 1.261.000,00 (um milhão duzentos e sessenta e um mil reais) para escolas de samba, blocos, rei, rainha e princesas do Carnaval 2014, o vereador e presidente do PROS Municipal lembrou de outros projetos de lei, que para ele, são bem mais urgentes. 
Fala Valadão… “Vejam, votar em regime de urgência o projeto de premiação do Carnaval no momento em que grande parte das entidades estão sendo restritas do recebimento das subvenções é incoerente. Se a administração tem um bom planejamento, o projeto de lei da premiação já tinha que ter entrado na primeira sessão, o que daria o tempo certinho para ele ser aprovado e as escolas premiadas. Agora eu pergunto: porque o prefeito não manda para esta Casa um Projeto de Lei em Regime de Urgência para resolver logo a situação do Residencial Pazetti? Vemos nos olhos do pessoal do Pazetti a angústia e da mesmo forma os moradores do Menezes, que até agora não sabem se o prefeito vai ou não vai doar as casas. Por isso, o meu voto ao Requerimento de Urgência é contrário, mas isso não quer dizer que sou contra a premiação do carnaval, até porque ainda vamos votar o mérito do projeto”, falou.
O vereador e líder de governo Sandro Caprino (PRB) reprovou a arbitrariedade cometida contra a colega Angela Duarte (PRTB) pelo diretor do Hospital Municipal, Luiz Henrique, no mesmo dia da sessão. “Todos nós vereadores temos a prerrogativa de fiscalizar e isso não pode acontecer”, comentou Caprino, mas disse não acreditar que a ordem para intimidar a colega tenha partido do gabinete. Como líder o papel dele também é “tirar o” do “chefe” da reta. Tem sido uma tarefa difícil, mas ele tem tentado. 
Caprino também comemorou o Pronto Atendimento do Samu no João Aranha. “Será muito importante para evitar mortes”, disse ele. O líder mourista só esqueceu de avisar para ninguém inventar de morrer ou acidentar-se das 7 da noite às 7 da manhã e aos domingos, pois o PA só funciona de segunda à sábado, das 7 da manhã às 7 da noite. A vereadora Angela Duarte (PRTB) aproveitou a deixa para sugerir que o prefeito amplie o atendimento para 24 horas, 7 dias da semana. 
Ainda sobre a Saúde, Caprino afirmou que os exames de ressonância magnética estão parados porque a Prefeitura está com uma ou duas notas em atraso com a empresa Diagmed. “Quando acontece isso eles (a Diagmed) param o serviço mesmo”, explicou o líder, e completou: “A situação da Saúde é grave, mas o governo tem boa vontade para melhorar o mais rápido possível”.
Para tuuuudo, pois meu tubinho Chanel apertou, outra vez. Caprino acredita mesmo nesta “boa vontade”? Não é possível, juro que não é. Um prefeito que prometeu “Saúde de Primeiro Mundo em 180 dias” atrasar o pagamento da empresa que realiza um exame tão importante para a população, como a ressonância, enquanto torrava TRÊS MILHÕES E MEIO DE REAIS DO POVO em apenas quatro dias de “festival”, parece mesmo preocupado com a saúde dos paulinenses? Pardon, mas só posso entender como pilhéria de líder. 
Sinceramente, tenho dó (politicamente falando) de Caprino (PRB), por continuar tentando defender o indefensável sozinho, sem a ajuda de nenhum outro vereador da base. É cada um por si e Caprino por ele e pelos “dois prefeitos”. Até o Secretário da “Desabitação” Danilo Garcia o vereador tem que defender. É muito fardo para um líder só.
Enquanto isso, os “dois prefeitos” retribuem desgastando o líder de governo com as entidades sociais e a opinião pública, fazendo ele marcar, desmarcar, marcar e desmarcar reuniões e ainda passar pelo constrangimento de não ter o que falar para as pessoas.  Eu avisei. Esse é o jeito Moura de lidar com todo mundo e principalmente com quem cai na rede deles, como líderes, vereadores aliados, secretários, diretores e todos do terceiro escalão comissionado. Agora, aguentaaaaaaaaa.
Pois é, a vereadora Angela Duarte, que trabalhou quase 12 anos como auxiliar de enfermagem no HMP, foi visitar um paciente na UTI e acabou sendo, segundo ela, constrangida pelo diretor Luiz Henrique (não o conheço) e pela velha e conhecida Iria Onira. Tantos anos de trabalho no HMP a hoje advogada e vereadora acabou encontrando antigos colegas de jaleco e foi aí  que formou-se o quiproquó. 
Henrique disse ter sido informado pelo gabinete do prefeito que ela estaria fazendo reunião com os funcionários.  E daí se estivesse? Ela é uma autoridade pública, cujo papel preponderante e legal é fiscalizar o Executivo. Qualquer vereador pode entrar em qualquer repartição pública para saber o que está acontecendo, se os serviços estão funcionando, se a população está sendo atendida como manda o figurino. Ninguém tem o poder de impedir o Poder Legislativo de cumprir com o seu papel.
Mas se o pai nunca reconheceu a autoridade de um Vereador não seria o filho que reconheceria. Está no DNA político. Para eles, a Câmara da City sempre foi uma extensão do Gabinete do PALÁCIO 28 DE FEVEREIRO, onde os Vereadores que rezam na cartilha mourista tomam horas de chá de cadeira, à espera de “atendimento”.  Quando são recebidos saem “felizes” da vida, quando não conseguem voltam no outro dia, no outro, no outro, até dar certo. 
(Parênteses) É muita falta de vergonha política na cara viu. Até hoje não consigo entender o que leva uma pessoa a trabalhar tanto para ser eleito vereador e quando consegue se presta à um papel tão humilhante desses. Dá licença!
Voltando. “Como cargo comissionado, (o diretor Luiz Henrique) deveria estar preocupado em solucionar o problema da ressonância magnética, que não está sendo feita porque não pagaram a Diagmed (o líder Sandro Caprino disse que não pagaram mesmo) e com a falta de oxímetro, pois vários pacientes tiveram suas cirurgias suspensas por falta do equipamento”, disse Angela em seu discurso de repúdio na Tribuna Legislativa. Sobre Iria Onira, a vereadora disse que em vez da enfermeira preocupar-se se ela estava ou não fazendo reunião no hospital deveria ir atender as emergências”. Vejam a denúncia completa feita pela vereadora. 
Quando presidente do Sindicato do Funcionalismo Municipal, Iria e seus companheiros de diretoria foram chamados várias vezes de “vagabundos e bandidos” por Moura pai. Além de nunca ter recebido a então sindicalista, toda vez que ela ameaçava fazer um movimento por melhorias Moura chamava o funcionalismo no ginásio do Centro, abonava todo mundo e Iria ficava com cara de tacho. Estou mentindo? Ela tinha (ou pelo menos dizia ter) horror ao faraônico e hoje é “fiofó e carça” com ele. É a política – a política deles, é bom frisar.
Bem meus amores, por hoje é somente isso. Uma semana repleta de graças divinas para todos nós. Fiquem sob A GUARDA DE NOSSO PAI CELESTIAL. Muuuitos beijos e abraços!
Foto: Lucas Rodrigues/CP Imagem

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