Correio Paulinense

Paulínia, 20 de julho de 2024
Prefeitura doa 32 mil metros de área para construção de uma nova Escola Senai em Paulínia, mas obra está abandonada há mais de um ano

Última atualização em 14 de abril de 2016

[imagem] Com a presença do Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a doação foi assinada pelo prefeito José Pavan Junior em abril de 2011

Prevista para terminar em fevereiro do ano passado e com um custo inicial de quase R$ 32 milhões, a construção da nova Escola Senai, no bairro Alto de Pinheiros, em Paulínia, está abandonada há mais de um ano. A área de 32 mil metros quadrados, onde já deveria está funcionando a nova unidade da mais respeitada escola de cursos técnicos profissionalizantes e aprendizagem industrial do país, foi doada em abril de 2011 pelo prefeito José Pavan Junior, porém, a construção começou em janeiro de 2013, quase dois anos depois. O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, participou pessoalmente da assinatura do termo de doação do terreno, no gabinete do prefeito. 
Como a Prefeitura de Paulínia apenas doou o terreno, cabendo ao Senai construir e equipar a sua unidade no Alto de Pinheiros, questionamos a instituição sobre os motivos da paralisação, previsão de retomada e finalização da obra. “A empresa contratada para construir a nova Escola SENAI de Paulínia teve dificuldades financeiras e não observou o cronograma de trabalho. O atraso das obras resultou na rescisão do contrato e na abertura de nova licitação, que deverá ser finalizada até o final de maio. Caso não haja recurso contrário, as obras poderão ser retomadas em até 20 dias após o término da nova licitação. O novo contrato prevê o prazo de 14 meses para a conclusão do projeto”, informou o Senai, por meio da assessoria de imprensa.
Segundo afirmou o prefeito Pavan, quando assinou a doação da área para o Senai, a escola com capacidade de realizar cerca de 6 mil matrículas/ano, oferecerá cursos técnicos de química e instrumentação, e aprendizagem industrial de caldeireiro, eletricista e mecânico de manutenção. “A nova escola atenderá a demanda por capacitação profissional para as empresas que já atuam no município, e de outras que estão se instalando no polo de petróleo e gás”, disse o prefeito.
Câmara
Em junho do ano passado, o vereador Flávio Xavier (PSDC) pediu informações (Requerimento 303/15) à Prefeitura “sobre o cronograma da obra de construção do Senai Paulínia”. Três meses depois, a administração Pavan respondeu que “tratando-se de obra de responsabilidade do Senai”, a municipalidade não tinha informações concretas para dar ao vereador.
O abandono da obra do Senai também provocou o Requerimento 168/16, de autoria do vereador Danilo Barros (PR), que solicita ao prefeito José Pavan Junior a recuperação da área para o município, bem como a construção de uma Escola Municipal no local. Segundo Barros, o esqueleto de concreto abandonado está servindo de “abrigo para moradores de rua, usuários de drogas, além de acumular água parada”, atrativo para o mosquito transmissor da dengue, zika vírus, e chikungunya. 
Outros vereadores também apresentaram sugestões relacionadas à obra do Senai Paulínia, como o petista Custódio Campos que pediu a limpeza e poda do mato que toma conta da construção. O ex-vereador Palito (Solidariedade) e o vereador Fábio Valadão (PRTB) também já questionaram a Prefeitura sobre a interminável obra.
Foto: Correio Imagem

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