Correio Paulinense

Paulínia, 19 de maio de 2024
Por ano, 35 mil estudantes e mais de 4 mil professores participam de programas educativos do Instituto Estre

Última atualização em 26 de setembro de 2013

[imagem] Colocar as crianças como personagens centrais da consciência ambiental, com a disseminação de conhecimentos sobre sustentabilidade e responsabilidade social. Capacitar professores para que integrem essa rede e não deixem de levar o aprendizado às salas de aulas. Com esses objetivos como princípios de sua atuação e fazendo do seu dia-a-dia uma comemoração constante ao Dia do Meio Ambiente, o Instituto Estre de Responsabilidade Socioambiental, uma organização de sociedade civil de interesse público (Oscip) mantida pela empresa Estre Ambiental, é uma referência em sustentabilidade com foco na responsabilidade compartilhada pela gestão dos resíduos gerados pelo homem e as consequências ambientais, culturais e sociais deste processo, interligando a questão do lixo com a sociedade de consumo em que vivemos. 
Fundado em 2006, o Instituto Estre trabalha com escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio e outros espaços educadores que queiram trabalhar a temática do consumo e dos resíduos. “Estamos num processo contínuo de crescimento, começamos em Paulínia, interior de São Paulo, e hoje já estamos no Rio de Janeiro, na região de Itaboraí, no Paraná, em Fazenda Rio Grande, e em outras regiões com atividades em parceria com outras instituições”, comemora Adriana Norte, gerente institucional do Instituto Estre. 
A ampliação deste conceito educacional implantado pelo Instituto Estre culminou com o trabalho com turmas de alunos do noturno, que passaram a ser atendidas este ano graças a uma parceria com a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). “Faz algum tempo que já queríamos ampliar o nosso trabalho de educação para as turmas do noturno, que geralmente são de estudantes de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. É um passo importante para a inclusão de estudantes que geralmente carecem de oferta de projetos extracurriculares por conta do seu horário de aula” relata Fernanda Belizário, Gerente de Educação do Instituto Estre. Com isso, o instituto passará a incluir mais 2 mil alunos do noturno, que se somarão aos outros 23 mil que também participarão das atividades neste ano, além dos 12 mil que participam das atividades internas e externas em outubro, mês das crianças.
Conteúdo e diversão num mesmo lugar
Um dos pontos altos das oficinas pedagógicas é a visita a uma grande maquete para que as crianças possam visualizar a cadeia dos resíduos e o impacto de disposições inadequadas para o meio ambiente e a sociedade. A maquete também representa um aterro sanitário nos moldes daqueles operados pela Estre Ambiental e novas tecnologias de tratamento de resíduos. Mais ainda: a maquete simula de forma perfeita uma cidade, com luzes e outros efeitos, atraindo a atenção da garotada. Os estudantes são levados de ônibus a uma visita ao aterro, vendo ao vivo tudo aquilo que os monitores mostraram através da maquete. 
Para William Souza, coordenador do Centro de Educação Ambiental do Instituto Estre, os programas desenvolvidos no local propõem uma discussão “mais reflexiva sobre o lixo”, ao incentivar os estudantes a pensarem sobre suas responsabilidades ao consumir bens e descartar resíduos. “Os materiais lúdicos que utilizamos, tornam nossa metodologia diferenciada e nosso grande diferencial é que o programa continua depois na escola. As crianças replicam a informação dentro da escola, com a continuação das atividades, e levam para dentro de casa e da comunidade”, ressalta William. 
O envolvimento da sociedade também se dá em outras frentes. O Instituto Estre mantém dois viveiros com capacidade para produzir 80 mil mudas por ano e realiza um programa de doações aos interessados no plantio de árvores em áreas urbanas. 
Mês da Criança
Em comemoração ao dia da criança, o Instituto Estre prioriza o mês de outubro com uma série bem maior de atividades, destinada a crianças de 4 a 5 anos. Tudo é feito de uma maneira bastante lúdica e como atividade principal é realizada a apresentação de uma peça teatral que aborda a temática do consumo e da gestão de resíduos sólidos. Os estudantes se divertem com uma estória que se passa no ambiente escolar, explorando as atividades cotidianas dos alunos, trazendo a percepção da necessidade de atuações mais participativas, visando mudanças de atitudes em relação ao consumo e a aos resíduos. No decorrer das atividades são feitas algumas propostas, como a Feira de Trocas, com a ideia de que as pessoas se encontrem para realizar permutar produtos ou serviços, sem que seja agregado valor financeiro a essa atividade.
Estre aqui
O Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR) da Estre Ambiental, em Paulínia, é considerado referência nacional. O local recebe os resíduos de 40 cidades, 14 delas da Região Metropolitana de Campinas (RMC), e também de centenas de empresas. Além de ter um aterro sanitário considerado referência, uma parte considerável do lixo recebe tratamento especial. Pelo menos mil toneladas por dia são processadas na Unidade de Valorização de Resíduos e cerca de 60% desse volume é transformado em Combustível Derivado de Resíduo (CDR). “Esse combustível pode ser usado para alimentar caldeiras em usinas. É uma alternativa ao carvão”, afirma o diretor Alberto Fissore Neto.
Apesar de aproveitar ao máximo os resíduos, 70% do lixo doméstico não podem ser reutilizados e acabam tendo como destino o aterro sanitário. No processamento dentro do depósito, todo gás proveniente das inúmeras camadas de lixo já compactadas é canalizado e redirecionado para a Central de Biogás e o metano é queimado, gerando créditos de carbono. De acordo com Fissore, está nos planos da empresa usar esse gás para a geração de energia. O resultado dessa operação poderia, hoje, gerar energia suficiente para abastecer uma cidade como Paulínia. 
O aterro sanitário do CGR é construído usando tecnologia moderna e de forma a atender todos os critérios ambientais. Todo o chorume gerado a partir do aterro do lixo é canalizado para um reservatório, sem entrar em contato com o solo. O material é enviado para a cidade de Jundiaí, onde é tratado.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Estre Ambiental
Fotos: Divulgação/Estre

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