Correio Paulinense

Paulínia, 30 de maio de 2024
Paulínia perde um dos seus mais preciosos filhos: “JOSÍ DA INFORMÁTICA”, “DOUTOR JOSÍ”, JOSÍ ALVES NUNES OU SIMPLESMENTE “JOSÍ”: o homem que tinha orgulho de ser MEU AMIGO!

Última atualização em 15 de agosto de 2014

[imagem] Bom dia meus amores! Infelizmente, acabei de perder um dos meus maiores, melhores e mais importantes amigos: Josí Alves Nunes. O Doutor Josi, como passou a ser conhecido depois que formou-se advogado, faleceu no Centro Médico, nesta amanhã, vítima de câncer no intestino. Ontem, quando fui visitá-lo, não tive coragem de vê-lo. Preferi ficar na antessala do quarto, onde ajoelhei e roguei à Deus para operar um milagre ou abreviar o sofrimento do meu amigo. Muito triste. Estou arrasado e tenho certeza que dezenas e dezenas de pessoas que o conhecia, assim como o conheci, também sentirão muito a partida dele, tão precoce. 


Filho de Paulínia, Josi tinha 53 anos, casado com a Doutora Aparecida, também advogada, com quem teve os trigêmeos  Gabriela, Rafael e Mateus, hoje, com 9 anos. Atualmente morava em Nova Odessa, onde também ficava o seu escritório de advocacia. Além de nascer aqui, Josi fez história na cidade como professor de informática. Ele teve a Escola Nova Informática, na Oscar Seixas de Queiroz, no Centro. “Josi da Informática”, era conhecido assim na época. Quantos garotos e garotas não aprenderam informática básica com Josi? Muuuuuuuuuitos.  Era uma pessoa extremamente querida, de muitos amigos e o xodó da Dona Emília, sua mãe, também já falecida. Josí deixa também uma filha do primeiro casamento, hoje com pouco mais de 20 anos. 

Josí era um amigo/irmão. Quando comecei a minha carreira no jornalismo ele foi o primeiro, literalmente falando, a acreditar no meu trabalho. Na época, eu não tinha carro e ele generosamente me levava, em sua moto Teneré, à todas as coberturas sociais e depois me buscava, sem importa-se se era cedo ou tarde da noite. Muitas e muitas vezes ficava comigo nas festas, até acabar. Não bebia, não fumava, mas curtia se divertia muito. Costumava me dizer: “além de seu amigo, sou seu fã número 1”.  E literalmente era. Mas não fã de celebridade, mas fã de uma pessoa guerreira, assim como ele foi em toda a sua vida. 

Graças a Josi tive a minha primeira redação. Ele generosamente me cedeu uma das salas de sua escola de informática e me disse: “Fique à vontade Miza, mostre o seu talento”. Depois, quando mudei para a redação no mini shopping, em frente ao hoje Paulistão, na época Batajão, ele não saia de lá. Nunca me abandonou, nunca deixou de perguntar se eu precisava de alguma coisa. Detalhe: sem nunca me pedir nada em troca. Na inauguração da nova sede do Correio Paulinense, em 17 de janeiro de 2011, no Jardim Ouro Negro, lá estava ele, festejando comigo mais uma conquista e dizendo todo feliz para os demais convidados: ESTE É MEU AMIGO. Pois é, este foi o “Josí da Informática”, o “Doutor Josí” ou simplesmente o Josi meu amigo, que hoje me deixa profundamente entristecido com a sua partida. É muito doloroso. A minha alma está de luto, não sei por quanto tempo.

“MEU QUERIDO AMIGO, MEU AMADOOOOOOOOOOOOOOOO, OBRIGADO, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, DO FUNDO DA MINHA ALMA, POR TUDO QUE VOCÊ FEZ POR MIM. OBRIGADO POR ACREDITAR EM MIM, OBRIGADO POR ANDAR DE BRAÇOS DADOS COMIGO SEM IMPORTAR-SE UM SEGUNDO QUE FOSSE COM QUE OS OUTROS IRIAM FALAR. NUMA ÉPOCA ONDE O PRECONCEITO ERA INTENSO E AGRESSIVO VOCÊ FAZIA QUESTÃO DE ‘DESFILAR’ COMIGO E DIZER QUE ERA MEU AMIGO. SE O ENTÃO COLUNISTA SOCIAL CONSEGUIU FAZER SUCESSO E O HOMOSSEXUAL O RESPEITO DE UMA CIDADE INTEIRA, DEVO 90% À VOCÊ. QUEM DERA SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ. DESCANSE EM PAZ MEU VERDADEIRO E GRANDE AMOR AMIGO. QUE DEUS LHE RECEBA DE BRAÇOS ABERTOS. ATÉ UM DIA!”

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