Última atualização em 16 de julho de 2026

Sob o comando dos delegados Roney Lima e Ricardo Zinn, agentes da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal (GCM) de Paulínia estiveram nesta terça-feira (14) na sede do projeto social “Uma Nova História”, no Parque da Represa. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública (SSP), a ação conjunta teve como objetivo identificar moradores ou frequentadores do local, que acolhe pessoas em situação de rua.
No momento da averiguação, 24 homens estavam no local, todos qualificados como dependentes químicos em recuperação. Entre eles, a polícia identificou vários com antecedentes criminais, sendo investigados por delitos ou respondendo a processos.
“De acordo com a nossa checagem, oito deles possuem passagens criminais, outros seis são investigados em inquéritos criminais e um dos indivíduos tem 49 processos criminais”, afirmou Caique de Oliveira, subcomandante da GCM, que participou da operação.
Ainda segundo a pasta de Segurança, o delegado Ricardo Zinn levantou que os indivíduos com antecedentes possuem anotações por tráfico de droga, roubo, furto, homicídio e até latrocínio (roubo seguido de morte). Não havia mandado de prisão em aberto contra nenhum dos averiguados. A SSP finalizou afirmando que a operação também apurou denúncias de supostas agressões físicas contra acolhidos, bem como possível retenção de valores oriundos de benefícios sociais recebidos por eles.
Outro lado
Procurado pela reportagem do Correio, o projeto social “Uma Nova História” comentou a operação policial.
“Para nós foi muito positiva, porque as autoridades puderam conhecer como trabalhamos. Acolhemos indivíduos que se declaram adictos, mas não somos uma clínica de dependentes. Nossa função é ajudá-los a mudar de vida. Aqui, realizamos cultos e palestras, oferecemos quatro refeições por dia, banho e dormida. Eles ajudam nas tarefas domésticas e contribuem financeiramente com o que podem, sem nenhum tipo de pressão ou retenção de valores. Também, quando necessário, encaminhamos ao Caps e Creas, entre outros órgãos públicos de assistência”, disse a coordenação.