Correio Paulinense

Paulínia, 13 de julho de 2024
O TSE não aprovou um novo governo para a city, mas sim a volta de um modelo predador dos cofres públicos, muito conhecido de quem o acompanhou, desde 1993.

Última atualização em 24 de maio de 2013

Bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa meus amores! Principalmente tendo terminado do jeito que terminou o julgamento do Respe 54440, a coluna de hoje, talvez, fique marcada como a mais esperada de toda a minha carreira. Claro que me sinto altamente lisonjeado, profissionalmente falando, pois essa expectativa gigantesca comprova que ao longo desses anos todos conquistei crédito no cenário político, até entre as pessoas que, depois de lerem esta edição ou até mesmo antes de terminarem de ler, vão me enviar e-mails e comentários dizendo o contrário, “só pra contrariar” (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas) – a gilete já está até amolada (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas). 
Nessas duas décadas e um pouquinho de jornalismo, aprendi, entre outras coisas, a conviver numa boa com o amor e o ódio, ingredientes fundamentais para o sucesso de um jornalista. Por isso, não é a toa que estou no ar há tanto tempo. Então, vamos aos bafos, pois adoooooooooro ser amado e odiado (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas).
Que mudanças o resultado do julgamento trará para a minha vida pessoal e profissional? NENHUMAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Mudança NENHUMAAAAAAAAAAAAAAAA.  Não dependo de Edson Moura pai ou Edson Moura filho pra naaaaaaaaaaaaaada. Pra naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada. Eles conseguiram o direito de administrar a cidade e não a minha vida, pessoal e financeiramente falando. Muito menos a de ninguém, é bom frisar.
Ou a “mourista” derrotada pra vereadora, que disse no Facebook que muitos seriam escorraçados da city, acredita mesmo que “os dois prefeitos” vão pedir “educadamente” que eu me mude para Tanquinho (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas)? Tadinha dela! Eles ainda não atingiram essa raia da loucura e prepotência.  É ruim, hein! 
Continuarei trabalhando, comendo, vestindo e tomando a minha Brahma do meeeeeeeeeeeeeeeeeesmo jeito. Desafio qualquer Prefeito, ficha limpa ou ficha suja, ousar me enfrentar, neste sentido. DE-SA-FIO.  Oxente! Onde já se viu um “empregado” demitir o “patrão”? Portanto, para “os dois prefeitos” e as almas sebosas que vivem me escrevendo um monte de bobagens, neste sentido, vou baixar o Zagalo: VOCÊS VÃO TER QUE  ME ENGOLIR. Só tomem cuidado para não engasgar (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas).
Que mudanças o resultado do julgamento trará para a cidade? Aí sim! Essa é a pergunta que interessa e a mais importante de todas, pois, sobretudo, temos que pensar no coletivo. Resposta:  MUIIIIIIIIIIIIITAS mudanças. MUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIITAS. O TSE não aprovou um novo governo para a city, mas sim a volta de um modelo predador dos cofres públicos, muito conhecido de quem o acompanhou, desde 1993.  
Um modelo que ficou marcado por obras faraônicas inúteis e um verdadeiro oceano de denúncias de corrupção, superfaturamentos e dezenas de ilegalidades, que fizeram o “prefeito de fato” (Edson Moura pai) ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Mas, especificamente sobre isso, continuaremos tricotando na próxima coluna, segunda-feira. 
“O sol já brilhou e voltará à brilhar”. O peso do refrão preferido dos “mouristas” agora é outro.  Agora, cada uma das 132 promessas do “prefeito de direito” (Edson Moura, filho) representa um “sol”, que obrigatoriamente terá que brilhar.  Lógico que já estou preparando uma série especial sobre cada promessa registrada no TSE pelo “reserva” que virou prefeito, mas não poderia deixar de comentar pelo menos uma: a do “MAISPAZ”, que garante R$ 678,00 (um salário mínimo atual) por mês para famílias carentes.  
Vão lendo. O pai “ficha suja” (e nem adianta ficar bravo comigo, pois ele próprio assumiu que é ficha suja, durante o debate da VTV/SBT …lembram?) , enquanto fingia que seria candidato até o dia da eleição, prometeu um beneficio de R$ 1.360,00 por mês para as famílias carentes. LEMBRAM DISSO? Pois é,  o filho reduziu esse valor pela metade. Huuuuuuuuum!!!  Mesmo assim, temos que ficar de olhos bem abertos, pois não se sabe que remanejamento de verba o “prefeito de fato” (Edson Moura pai) vai ordenar que o “prefeito de direito” (Edson Moura filho) faça para cumprir essa promessa.  Sei não, mas acho que conseguir esse MAISPAZ será como ganhar na loteria: um privilégio para poucos (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas).
Falando em remanejamento de verba, o “prefeito de fato” (Edson Moura pai) volta ao comando da city numa situação bem diferente de outrora.  Nos três primeiros mandatos (93/96, 2001/2004, 2005/2008), ele podia remanejar 100% do dinheiro público, como bem entendesse, sem dar a mínima satisfação à Câmara Municipal. Os vereadores aliados da época assinaram o “cheque em branco” e entregaram nas mãos do faraônico. Por isso ele deitou e rolou com o dinheiro de Paulínia e deu no que deu. 
Hoje, não. Ele terá que rebolar para agir “livremente”, através do filho, com apenas 25% do Orçamento Municipal.  Parece muito, diante da arrecadação do município, mas não é. Moura (pai) sentirá na pele as consequências dos atos que praticou, durante o tempo em que foi “prefeito de direito” de Paulínia.  Quero somente ver a reação popular quando ele começar a usar o filho para dar desculpas esfarrapadas do tipo “não posso isso, não posso aquilo, porque não tem dinheiro, porque encontrei a prefeitura falida” e por aí vai. Ah, thaaaaaaaaaaaa!!!
O que o resultado do julgamento muda na Câmara? Outra pergunta importantíssima que não quer calar, neste momento.  Em relação à composição do Legislativo não muda nada. Os vereadores continuam os mesmos. O que pode mudar é a atual composição política da Câmara
Vamos lá. Hoje, dos 15 vereadores, 11 são da base pavanista – Siméia Zanon (PSDC), Ângela Duarte (PRTB), Tiguila Paes (PRTB), Edilsinho Rodrigues (PPS), Du Cazellato (PP), Marquinho da Bola (PSB), Doutor João Mota (PT), Fábio Valadão (PTB), Danilo Barros (PC do B), Gustavo Yatecola (PT do B) e Marquinho Fiorella (PP), presidente da Casa.

Uma pergunta puxa outra. Quem vai pular no colo de Moura? Segundo um “chegadissimo” do faraônico ele também quer  10 + 1 o apoiando na Câmara. Pelo menos o apoio de quatro ele já tem. Vai ficar faltando 7. Quem se habilitará? 

Vejam bem, se os vereadores, até então pavanistas, tiverem juízo e respeitarem de verdade os eleitores que lhes confiaram o cargo não aceitarão ser meros serviçais do “prefeito de fato” (Edson Moura pai) nos próximos três anos e seis meses.  Agora, quem quiser se juntar a Sandro Caprino (PRB), Custódio Campos (PT), Zé Coco PTB) e João Mota Pinto (PSDC), me desculpe, mas terá um negro futuro político pela frente.  Eu acho isso, mas ninguém precisa seguir ou acreditar, pois como diz a sabedoria popular: o tempo é o senhor da razão.
Mas, não somente aqueles que eventualmente pularem para o lado” mourista” terão que tomar muito cuidado com suas posturas, daqui por diante. Os já aliados ao faraônico, também.  Por exemplo: será que Sandro Caprino, Zé Coco, Custódio Campos e João Mota Pinto continuarão criticando a Saúde, a Educação e a Segurança do município e cobrando melhorias para esses setores, com a mesma veemência de sempre? Será que esses vereadores estarão atentos e denunciando qualquer tipo de irregularidade que o “prefeito de fato” (Edson Moura pai) obrigue o “prefeito de direito” cometer, durante o mandato? É preciso pensar em tudo isso ou alguém acredita que, em vez da caneta,  os Moura ganharam uma varinha de condão capaz de acabar com todos os problemas nos serviços públicos da city, num passe de mágica?
Em minha opinião, os vereadores pavanistas deveriam se reunir em caráter de urgência, ainda hoje, para decidirem que imagem a maioria quer dar ao Legislativo Municipal, nos próximos anos.  O presidente da Casa, Marquinho Fiorella (PP) tem que tomar a mais importante atitude de sua vida política: proteger o Legislativo e ao mesmo tempo honrar a confiança dos colegas vereadores, que o elegeram para o cargo, dia 1º de janeiro deste ano.  Uma decisão difícil? Não acho. Toda pressão só se torna insuportável, quando o pressionado não aguenta pressão. Com três mandatos e duas Presidências nas costas, o “peixe” está preparadíssimo. Só titubeia se quiser!
Quando os “dois prefeitos”, o de fato (pai) e o de direito (filho), tomarão posse? A partir do momento que a Justiça Eleitoral de Paulínia for informada oficialmente da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Aí, acontecem os procedimentos de praxe: todos os cargos comissionados são exonerados e começa a formação do “novo/velho” governo. Novos Secretários e Diretores Municipais  serão nomeados pelo “prefeito de fato” (Edson Moura pai) e as portarias das nomeações assinadas pelo “prefeito de direito” (Edson Moura filho). Aliás, o que este “menino” vai ter que assinar daqui por diante, não está escrito no gibi. Tenho até pena dele. 
Falando nisso, como vocês acham que o filho vai se comportar diante das ordens do pai? Será que ele vai assinar tudo, cegamente?  Como sócio dos negócios privados do pai, ele já responde a inúmeros processos nas esferas criminal e trabalhista. Como acompanhante do pai na campanha de 2012 ele foi flagrado no vídeo de compras de votos, que bombou na internet, e o colocou na lista dos réus da Justiça Eleitoral.  Dá pena ou na dá?
Mudando para o campo jurídico do “Caso Paulínia”, antes de proferir o seu voto decisivo para o acolhimento do Respe 54440, o ministro Dias Toffoli disse em alto e bom tom não ter dúvidas de que a substituição na cidade foi uma fraude eleitoral. “Isso é um caso muito grave. Gravíssimo”, afirmou ele.  

Para Toffoli, o “Caso Paulínia” servirá para a Justiça Eleitoral brasileira repensar as atuais regras de substituição de candidato a cargos majoritários.  “Ora se um partido sabe que o candidato está inelegível e mesmo assim o aprova em convenção, não pode substituir o mesmo no meio do caminho”, argumentou o ministro. Entretanto, seguindo a atual legislação eleitoral, que permite a troca de candidatos a qualquer momento, Toffoli decidiu a parada a favor do “prefeito de direito”. 

“TSE abre brechas para fichas sujas”, destacou o Uol, um dos maiores e importantes portais de notícias do país sobre o julgamento de Paulínia. O renomado jornalista Fernando Rodrigues dissertou com maestria e propriedade os efeitos da concessão do registro de candidato do filho do faraônico.  “Está escancarada uma brecha legal para políticos fichas sujas em todo o país disputarem a eleição. Podem ficar até a véspera do mandato (se conseguirem uma liminar com algum juiz local, o que não é muito difícil). Em seguida, renunciam e entra no lugar o substituto – muitas vezes alguém da família”, disse o jornalista. Quem sou eu para falar mais alguma coisa. 
Mas quem pensa que a decisão do TSE foi o ponto final da batalha judicial pela Prefeitura City pode está muito enganado. O atual prefeito José Pavan Junior ainda pode recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o fechamento desta coluna tentei falar com os advogados do espirituoso sobre os próximos passos, mas não consegui. 
Bem, na próxima segunda-feira continuarei tricotando sobre os efeitos do julgamento do TSE e trazendo todas as eventuais novidades sobre o caso. Agora, vou me recolher, pois a adrenalina do dia me deixou cansadíssimo. QUE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NOS LIVRE DE TODO O MAL. Muitos beijos e abraços. Au revoir!

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