Correio Paulinense

Paulínia, 19 de maio de 2024
O atual auxiliar técnico da escolinha do Paulínia Racing vai em busca do bacharelado, para tornar-se técnico do BMX paulinense

Última atualização em 25 de junho de 2014

[imagem] Por Lucas Rodrigues

A carreira de todo atleta, de qualquer modalidade, sempre é marcada por momentos bons e ruins e com Ebert Silva, um dos mais importantes nomes do BMX brasileiro não seria diferente.   A coluna Puro Esporte foi ao encontro do piloto paulinense, para trazer com exclusividade um pouco sobre a vida deste verdadeiro campeão.
Ebert Rodrigo Silva, 27 anos, começou a praticar BMX aos 13 anos, com o eterno professor Ricardo Alves, que foi seu primeiro técnico. Pouco tempo depois, o talento do então garoto foi comprovado em um único ano, 2007, quando ele conquistou os títulos dos Campeonatos Paulista e Latino Americano, além de ter sido Vice-campeão Brasileiro e Sul Americano, na categoria 17 a 24 anos. 
O sucesso nas pistas elevou Ebert à Elite Man, principal categoria do BMX mundial. Além da dedicação e determinação de um atleta vitorioso, o apoio dos familiares e amigos do piloto foram preponderantes para a sua evolução. Já na elite do BMX, o paulinense foi Campeão da Copa do Brasil de 2008 e no ano seguinte garantiu o Vice-campeonato do Paulista, ficou em terceiro nos Campeonatos Américas Rede Globo e Brasileiro. Em 2010, já integrando a Seleção Brasileia, subiu no pódio mais alto do Campeonato Paulista. Red Bull Pump Riders, no Brasil, e Disney Cup, nos Estados Unidos, foram os principais desafios de Ebert em 2011. Aqui, ele ficou em segundo lugar e lá na “Terra do Tio Sam” ele garantiu a taça de campeão na bagagem de volta ao Brasil.  
Mas, 2011 também foi marcado por  dois dos momentos mais difíceis da carreira do piloto paulinense. Na primeira etapa da disputa pelo bicampeonato Paulista Ebert sofreu uma queda e fraturou um osso da mão direita. Segundo ele, sem apoio da Seleção Brasileira e condições financeiras pessoais para um tratamento de ponta, não teve uma recuperação adequada. Três meses depois, Ebert embarcou para mais uma temporada nos Estados Unidos, onde sofreu uma segunda queda, fraturando o mesmo osso, além de um dos cotovelos e teve que voltar ao Brasil, para recomeçar. 
Hoje, a maior adversária do piloto é a dor constante, consequência das duas lesões consecutivas que acabaram impondo limites à Ebert, dentro das pistas. “Foi muito difícil compreender a minha exclusão da Seleção Brasileira, em 2011, mas hoje sou consciente e confesso que não tenho condições, no momento, de voltar ao grupo. Tem momentos que ainda me sinto injustiçado por não estar na seleção, mas creio que estou abaixo do nível dos atletas principais, por conta dos acidentes que sofri e também pela falta de treinamento, devido a necessidade de estudar e trabalhar”, disse Ebert. 
Com licenciatura em Educação Física, atualmente Ebert atua como auxiliar técnico da escolinha de bicicross do Paulínia Racing e pretende conquistar o bacharelado na área para tornar-se técnico do BMX paulinense.
Curiosidade
Pouca gente sabe, mas  Ebert Silva tem dois períodos de vida muito marcantes, que provocaram ainda mais a sua vontade de lutar e vencer. A sua mãe, Rilma Stella, foi dona de restaurante próximo à Praça da Igreja Matriz, onde Ebert, com apenas 13 anos, ajudava vendendo marmitas na frente das empresas – isso por cerca de um ano. Aos 15 anos, ele começou a trabalhar de ajudante pedreiro e entre uma “batida” e outra de laje se dedicava ao BMX.  

“Com tudo isso que passei, aprendi a dar valor na vida e principalmente às pessoas que estão ao meu redor. Minha mãe e irmã (Joanna Correa, também estrela do BMX) sempre me apoiaram muito, sem elas eu não teria forças para continuar no BMX ”,
finalizou Ebert.

Foto: Arquivo Pessoal

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