Correio Paulinense

Paulínia, 20 de julho de 2024
Matos adia aposentadoria e assume a chefia dos escrivães da Civil de Paulínia

Última atualização em 15 de maio de 2023

Após 33 anos na Polícia Civil do Estado de São Paulo, completados neste mês de maio, Jurandir Batista de Matos, 57 anos, abriu mão da tão merecida aposentadoria para continuar trabalhando na Delegacia de Paulínia, como chefe dos escrivães da corporação. Segundo ele, o convite para assumir o cargo partiu do atual delegado titular da cidade, Roney de Carvalho Barbosa Lima

“Aceitei mais esse desafio na minha vida, pois eu sei que, infelizmente, o quadro de policiais civis está muito defasado, não só em Paulínia, mas em todo o estado de São Paulo”, disse ele em entrevista ao Correio Paulinense, que você confere mais abaixo.

Além de policial civil de carreira, Matos exerceu importantes cargos públicos em Paulínia.  Foi vereador por três mandatos, sendo dois consecutivos (1993/1996 e 1997/2000) e o terceiro de 2009 a 2012. Como parlamentar, foi o único a presidir o Poder Legislativo Municipal por quatro anos consecutivos, de 1997 a 2000. 

A transição de Presidente da Câmara Municipal (CMP) para Vice-Prefeito da cidade aconteceu em 2001, após ser eleito em 2000 e reeleito em 2004. Nas eleições 2008, era considerado favorito à disputa pela Prefeitura de Paulínia (PMP), mas o lado perverso da política acabou apunhalando Matos e frustrando uma expressiva parcela do eleitorado que torcia por ele.  Sem citar o cargo que pretende disputar, Matos adiantou que quer voltar à cena política da cidade. 

Correio Paulinense – Em que ano e quantos anos você tinha quando entrou para a Polícia Civil do Estado?

Iniciei minha carreira na Guarda Civil Municipal em 1985, e em 1989, com 24 anos de idade, prestei concurso para Escrivão de Polícia, passei e fui nomeado para prestar serviços junto à Delegacia de Polícia de Paulínia, onde estou até hoje, com 33 anos de Policial Civil.

Correio Paulinense – Sua função sempre foi de escrivão?

Sempre.

Correio Paulinense –  Oficialmente, você se aposentou quando?

Me aposentei no mês de março deste ano, mas decidi continuar trabalhando. 

Correio Paulinense – Foi difícil abrir mão da aposentadoria?

Não. Eu já havia decidido continuar prestando serviços junto à Delegacia de Polícia, mesmo depois de aposentado, até porque posso parar de trabalhar no momento em que eu quiser.

Correio Paulinense – Como foi ser promovido a chefe dos escrivães?

Fui convidado para assumir a chefia dos Escrivães de Polícia pelo Delegado de Polícia Titular do Município, Dr. Roney de Carvalho Barbosa Lima, e aceitei mais este desafio na minha vida, pois sei que infelizmente o quadro de policiais civis está muito defasado, não só em Paulínia, mas em todo o Estado de São Paulo.

Correio Paulinense – Quais as principais atribuições do seu cargo?

Como chefe dos escrivães, eu atuo no Cartório Central, onde se concentram todas as demandas da delegacia, desde os boletins de ocorrência elaborados no plantão policial até a abertura dos inquéritos. Junto comigo, trabalham dois escrivães de carreira e mais 10 servidores municipais cedidos pela Prefeitura Municipal.

Além disso, sou responsável também pelo plantão policial, que hoje conta com um funcionário do Estado e sete do Município.  Aliás, o apoio que a Prefeitura tem dado à Delegacia de Polícia, em todos esses anos que estou na unidade, é o que garante o andamento dos inquéritos e o bom atendimento à população.

Correio Paulinense – Após cumprir três mandatos de vereador e dois de vice-prefeito da cidade, quando, exatamente, você voltou para a delegacia de polícia? 

Voltei definitivamente em 2013, após o meu terceiro e último mandato na Câmara Municipal. 

Correio Paulinense – Para você, é mais fácil ser político ou escrivão de polícia?

As duas funções têm algo em comum que eu gosto muito de fazer, que é atender a população. Na política fiquei por 20 anos, ou seja, foram três mandatos de vereador, um deles como presidente, e dois de vice-prefeito. Já como escrivão de polícia são 33 anos, completados neste mês de maio.  

Então, posso dizer que tenho uma grande experiência e conhecimento das demandas da população e do Município. Para mim, foi fácil ser político, pois consegui muitos benefícios para a população. Já na polícia, como escrivão, é um pouco diferente, porque quando uma pessoa procura a delegacia, por qualquer problema que seja, o que podemos fazer é dar uma orientação, uma palavra amiga, para pelo menos amenizar uma determinada situação. 

Correio Paulinense – Em tantos anos de trabalho, tanto na política como na polícia, quais as experiências que mais lhe marcaram?

Ao longo da minha carreira política, além de muitos atendimentos que fiz à população, elaborei vários projetos voltados para as pessoas mais necessitadas, e tantos outros que beneficiaram os paulinenses de um modo geral.  Já na polícia, na maioria das vezes, nos deparamos com pessoas precisando de ajuda e orientação. Então, nesse momento, a nossa experiência e sabedoria têm que falar mais alto, para que possamos dar a elas algo que acolhe a sua ansiedade e a sua necessidade de resolver “uma crise” ou outros problemas no campo policial. 

Correio Paulinense –  E por fim, você pensa um dia voltar para a vida pública, ou seja, disputar outra eleição?

Quero voltar à vida política, sim, disputando outro cargo eletivo, pois, nos 20 anos em que exerci mandatos públicos fiz muitas benfeitorias para a população, e tenho certeza que poderei fazer muito mais.

Mizael Marcelly
Foto: Correio Imagem

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