Última atualização em 29 de janeiro de 2026

Mesmo sendo ano de Eleições Gerais, e não Municipais, a Câmara Municipal de Paulínia (CMP) abriu a primeira sessão de 2026, nesta terça-feira (27), analisando um pedido de abertura de comissão processante (CP) contra o atual prefeito da cidade, Danilo Barros (PL).
Lida pelo vereador Douglas Guarita (DC) e rejeitada pelo Legislativo, por unanimidade, a denúncia apontava suposta irregularidade na contratação de Silas Faria, para a pasta de Governo, e imputava a Barros o cometimento de infração político-administrativa.
De acordo com o texto, Faria, que deixou o cargo na última segunda-feira (26), teria sofrido decisões judiciais colegiadas no passado e, por isso, a nomeação dele estaria em desacordo com a Lei Municipal 3.122/2010.
Os vereadores republicanos José Soares e Juninho Lalupe, além de Fabio Valadão (PL), Fábio da Van (PRTB), Lucas Barros (DC) e Anderson Henrique (MDB), justificaram seus votos contrários ao recebimento da denúncia.
Sem citar nenhum grupo específico, o emedebista Anderson Henrique alertou para uma possível motivação política por trás da denúncia. O parlamentar relembrou os anos de 2012 a 2018, período em que uma grave instabilidade política gerou várias trocas de prefeitos e, praticamente, paralisou serviços públicos essenciais à população.
“A população acompanhou não muito distante no tempo, o caos que se instalou em Paulínia com a instabilidade política. Troca de prefeitos em curto período de tempo, serviços públicos não sendo atendidos e uma cidade rica sem conseguir oferecer o mínimo pra população. Todos nós estudamos o que foi apresentado (a denúncia) e, por respeito a Paulínia, sou contrário ao pedido (de comissão processante)”, disse Henrique, e concluiu:
“Acredito que quem quer governar uma cidade precisa disputar uma eleição. Daqui a três anos tem eleição. Quem quer disputar vá às urnas, ao invés de tentar atrasar o governo. São quatro anos, no primeiro ano já querem tirar a pessoa, desgastar a imagem, tentar travar a administração, pra criar uma situação. Então, repito: quem quer governar a cidade, vá às urnas”.