Correio Paulinense

Paulínia, 30 de maio de 2024
“Freguesa da PF”: depois da “O Trem Pagador”, que apontou os Mouras como supostos “laranjas” de Juquinha, a city está sendo investigada em outra operação: "Fundo Perdido”

Última atualização em 14 de março de 2014

[imagem] Boaaaa taaaaarde meus amooooores. A semana começou fervendo como óleo de dendê que frita acarajé em segundos. Pela segunda vez, Paulínia aparece em megaoperações da Polícia Federal. Na primeira, a “Trem Pagador”, em julho de 2012, a PF sequestrou bens em nome do ex-prefeito Edson Moura (PMDB) e de seu filho Edson Moura (PMDB), atual prefeito da city. Pai e filho foram apontados como “laranjas” do ex-deputado José Francisco das Neves, o Juquinha das Neves, acusado pela PF de desviar R$ 40 milhões da construção da rodovia Norte-Sul, em Goiás.. 

A PF descobriu que os Moura (pai e filho) figuravam como proprietários da Usina Bio, na cidade de Gurupi, Tocantins. Já um terreno no condomínio de alto padrão Rio das Pedras, em Barão Geraldo, estava apenas no nome do pai. Segundo as investigações da PF esses e outros 13 imóveis sequestrados na Região teriam sido adquiridos com parte do dinheiro desviado da rodovia. 
Além de suposto “laranja” de Juquinha, Moura pai, então prefeito de Paulínia em 2008, pagou R$ 4 milhões para uma empresa de informática desenvolver um programa de TV Digital Interativa. O contrato foi feito sem licitação, o TCE-SP considerou irregular e a TV nunca saiu do papel. Investigações na época apuraram que a empresa contratada por Moura pai servia para camuflar o patrimônio pessoal de Juquinha.
Agora, eis que surge a “Operação Fundo Falso”, depois corrigida pela Polícia Federal para “Fundo Perdido”, e Paulínia aparece “linda na fita”, como uma das cidades suspeitas de envolvimento no suposto esquema montado pela Plena Consultoria Financeira para fraudar fundos de pensões de servidores municipais de 107 cidades brasileiras. Pela mãaaaaaaaaaaaae do guaaaaaaaaaaaarda! 
A notícia caiu feito uma bomba no Instituto Pauli Prev, que tem a Plena como consultora (segundo Nota do Pauli Prev o contrato com a empresa foi suspenso e não reincidido), e está causando pânico nos servidores que recolhem todo mês para garantirem a aposentadoria no futuro (leiam matéria)
Na noite de quarta-feira (12) conversei com Mário Lacerda, atual presidente do fundo de pensão do funcionalismo municipal. Lacerda foi nomeado para o cargo pelo prefeito Moura Junior (PMDB) em julho passado. No dia 22 do mesmo mês, durante a primeira reunião do atual prefeito com os servidores da city, Lacerda apresentou um breve levantamento sobre o Pauli Prev e disse ter ficado “assustado com o que encontrou”. 
Lacerda fez várias acusações ao seu antecessor Esdras Pavan e defendeu a Plena Consultoria Financeira, apontada como uma organização criminosa, montada para lesar fundos de pensões, como o Pauli Prev. A Plena foi contratada por Lacerda tão logo ele assumiu o comando do instituto. 
Mais assustado ainda Lacerda disse ter ficado com a operação da Polícia Federal, que prendeu terça-feira, 11, sete integrantes da Plena Consultoria, suspeitos dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta, fraude em licitação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. “Não tínhamos nada que desabonasse a Plena, por isso a contratamos”, disse ele. Paaaaaaaaaara tuuuuuuudo que eu quero uma “aplicação plena” agora, imediatamente (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas). 
Lacerda não tinha mesmo ou fingiu não ter a “capivara” da Plena? Ah dá licença! Em setembro de 2009, a empresa apareceu em outra operação da Polícia Federal, a Miqueias, que também investigou fraudes contra fundos de pensão de servidores municipais e acabou prendendo 23 pessoas. No mínimo, já era um ponto negativo contra esta empresa que agora, segundo a Polícia Federal, trata-se de uma organização especializada em lesar fundos de pensão municipais em todo o país. 
Fiz para Lacerda uma pergunta que todo mundo se faz: como uma empresa “renomada “cobra irrisórios R$ 600,00 por mês (menos de um salário mínimo atual) para indicar as melhores opções de investimentos para o Pauli Prev, que administra um patrimônio na casa dos R$ 700 milhões? “A matemática não é esta”, respondeu ele. Então qual é a matemática? 
O presidente disse também que o Pauli Prev contratou a consultoria financeira da Plena pelo valor de mercado. “A maioria das empresas do ramo cobra isso, então eu não poderia, por exemplo, pagar R$ 5 mil mensais por uma consultoria”, argumentou Lacerda. Então devemos acreditar mesmo que a Plena sugeriu aplicações rentáveis para o Pauli Prev e ganhou apenas R$ 600,00 pela consultoria? Ninguém “levou” ou “leva” nada nisso? Isso é o mesmo que nos forçar à acreditar em Papai Noel. Dá licença! 
Para a Polícia Federal a Plena e muitos gestores (presidentes) dos fundos de pensões municipais investigados levavam muito dinheiro nas transações. Inclusive, na primeira operação, Miqueias, da PF, foram apurados desvios do dinheiro de servidores municipais para financiamento de campanhas eleitorais. 
Tá na cara que as transações intermediadas por esta empresa em Paulínia, desde julho passado, têm feito um “quarteto”, no mínimo, “sorrir” e muito. Aliás, um passarinho me contou que um deles quer ampliar e climatizar a sauna e reformar a piscina de sua casa, tudo com matéria de primeiríssima linha. Quem pode, pode. 
Segundo o próprio Lacerda, cerca de R$ 70 milhões dos servidores de Paulínia foram aplicados em investimentos sugeridos pela Plena. Existem informações que o valor é bem superior à este, mas, por enquanto, vamos ficando com a informação oficial, dada por Lacerda. Aí querem nos convencer que a Plena ganhou menos de um salário mínimo para “gerenciar” esta fortuna.
E o prefeito Moura Junior (PMDB)? Até agora nenhuma Nota Oficial sobre o assunto. Será que ele encara como “bobagem” o fato do fundo previdenciário municipal estar entre os alvos da operação “Fundo Perdido” da PF? Na ocasião em que anunciou o abono parcelado, em julho passado, Moura Junior (PMDB) lembrou emocionado que o pai dele criou o Pauli Prev e defendeu com unhas e dentes o dinheiro da aposentadoria dos servidores municipais. 
Ele e Mário Lacerda detonaram a gestão de Esdras Pavan no Pauli Prev, desceram a lenha no ex-prefeito Pavan, fizeram acusações e mais acusações, defenderam a Plena Consultoria e agora nenhum pio sobre o escândalo envolvendo a empresa e o dinheiro do servidor municipal. Não é estranho? 
Moura Junior (PMDB) dá as cartas no Pauli Prev, a atual diretoria, inclusive o presidente Lacerda, foi nomeada por ele, então, no mínimo deve uma nota  tranquilizando os servidores de Paulínia. Até porque na outra operação, a Polícia Federal constatou a participação de prefeitos e presidentes dos fundos investigados nas fraudes contra o dinheiro dos servidores. Aí já viu, logo começam as especulações. 
Aliás, no dia do primeiro encontro com a categoria, no Pavilhão de Eventos, Lacerda disse que o levantamento feito sobre a gestão Esdras Pavan no Pauli Prev foi determinado por Moura Junior (PMDB). E agora, será que o prefeito também determinou um levantamento sobre as aplicações com o dinheiro do servidor municipal intermediadas pela Plena?
Segundo Lacerda, Moura Junior (PMDB) determinou também que todas as reuniões do conselho administrativo do Pauli Prev, a partir daquele momento (22 de julho passado), seriam aberta à todos os servidores. “A marca do governo será a marca do Pauli Prev: uma gestão transparente”, disse Lacerda. Ai eu pergunto, de lá para cá, os servidores realmente foram convidados à participarem das reuniões do Pauli Prev?
Bem, enquanto espero alguém me responder aciono a tecla “pause” para o almoço e ainda hoje volto em edição extra. Fiquem com NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, beijos, abraços e até daqui a pouco. Au revoir! 

NOTA DA PAULI PREV 

Aos Servidores Públicos de Paulínia
A diretoria do Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos do Município de Paulínia- Pauliprev vem a público, a fim de tranquilizar os servidores, esclarecer a sua posição em relação às matérias veiculadas na imprensa sobre possíveis fraudes realizadas pela Plena Consultoria de Investimentos em fundos de investimentos envolvendo institutos de 107 municípios de nove Estados do país.
A Pauliprev tem o compromisso com os servidores de manter a transparência em todas as suas ações, por isso, a primeira medida adotada pela diretoria foi suspender o contrato com a consultoria por tempo indeterminado, até que todas as informações sejam devidamente esclarecidas pela Polícia Federal.
A diretoria ressalta que a investigação da Polícia Federal iniciou em 2012, ou seja, na gestão anterior e que a empresa apenas prestava serviço de consultoria não tendo nenhum poder de gerência no instituto.
A Pauliprev foi auditada em 2013 pelo Ministério da Previdência Social e pelo Tribunal de Contas do Estado, e nada encontraram de irregular nesta gestão. Além disso, a diretoria do instituto contratou a Price Waterhouse Coopers – PWC (empresa reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho), que vem desde janeiro, realizando uma auditoria no instituto.
Esclarece que todos os compromissos fiscais estão em dia como o CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária) e CND (Certidão Negativa de Débitos Previdenciários).
Quando a nova gestão da Pauliprev assumiu em julho de 2013, o Patrimônio Líquido do Instituto era de R$ 664.238.854,87  hoje, o valor está em R$ 712.966.818,53, resultando no crescimento em suas contas de + R$ 48.727.963,66
Todos os balanços e relatórios de investimentos, além de outras informações sobre as ações da Pauliprev estão disponibilizadas para o servidor Portal Transparência no site do instituto (www.institutopauliprev.com.br).
Comprometida com a verdade e a ética que sempre pautou as ações da Pauliprev, a diretoria está à disposição para esclarecer qualquer dúvida do servidor, na sede do instituto que fica na rua Argentina, 265 – Jardim América ou pelo telefone: (19) 3844-3121

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