Correio Paulinense

Paulínia, 22 de maio de 2024
Filadelfia compõe o consórcio vencedor da licitação de R$ 46 milhões do lixo de Paulínia

Última atualização em 9 de novembro de 2017

Paulínia acordou sob o impacto da Operação “Purgamentum” , deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público (MP) na cidade, em Ribeirão Preto, Campinas, Sumaré, Barretos e Passos (MG) 
Promotores do Gaeco e policiais do Baep (Batalhão Especial da Polícia Militar) de Campinas chegaram de surpresa na Prefeitura, na Câmara e nas residências do prefeito Dixon Carvalho (PP), dos secretários Valdir Terrazan (Obras e Serviços Públicos) e Reginaldo Vieira (Chefia de Gabinete), e dos vereadores Zé Coco (PV) e Edilsinho Rodrigues (PSDB), para cumprir mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva, quando a pessoa é lavada para depor. Além do prefeito, secretários e vereadores, assessores da Prefeitura e a primeira-dama Tatiana Castro também foram levados para a sede do Ministério Público (MP), na Cidade Judiciária em Campinas. 
A assessoria de imprensa do prefeito Dixon Carvalho (PP) divulgou que ele, Terrazan, Vieira e a primeira-dama prestaram depoimentos e foram liberados em seguida. “O prefeito Dixon Carvalho já está em seu gabinete, cumprindo sua agenda normalmente e despachando com seus secretários desde as 13h desta quinta-feira”, disse a assessoria (leia nota inteira abaixo).
Ainda não se sabe que acusações ou suspeitas pesam sobre Prefeito, Primeira-Dama, Secretários, Vereadores e Assessores de Paulínia, levados coercitivamente pelo Baep.  O Correio apurou que todos tiveram seus telefones celulares confiscados pelo Gaeco.  Na Prefeitura e Câmara de Paulínia, bem como nas residências dos vereadores e secretários,  os policiais apreenderam documentos e computadores. Na casa de Dixon (PP), segundo informações da EPTV Campinas, o Gaeco apreendeu cerca de R$ 26 mil em dinheiro.  Todos os objetos serão periciados.
“Purgamentum”
O Ministério Público (MP) informou que as investigações que resultaram na operação desta quinta-feira (9) iniciaram-se na cidade mineira de Passos, havia cinco meses.  Passos é a cidade onde fica uma das unidades da Filadelfia Locação e Construção, atual responsável pela coleta de lixo e limpeza urbana de Paulínia.  O MP suspeita que a Filadelfia e a Seleta Tecnologia Ambiental fraudaram licitações em prefeitura mineiras e paulistas, e, por isso, R$ 11,6 milhões das empresas foram bloqueados pela Justiça mineira.
Jorge Saquy Neto , dono da Seleta, foi preso em Ribeirão Preto. Já o dono da Filadelfia, cujo nome ainda não foi divulgado pelo MP, teria sido preso no escritório da empresa em Paulínia, durante a operação de hoje. A operação “Purgamentum” envolveu um efetivo de mais de 100 homens do Baep, e começou por volta das 6h da manhã de hoje (9).
Lixo de Paulínia
No atual governo do prefeito Dixon Carvalho (PP), a Filadelfia Locação e Construção, primeiro, foi contratada sem licitação, inicialmente para um contrato emergencial de 90 (noventa) dias, de maio a agosto deste ano. No entanto, como a administração pepista não conseguiu finalizar o regular processo licitatório do lixo, a empresa teve o contrato emergencial renovado por mais 90 (noventa) dias, de setembro a novembro, totalizando R$ 22.611.246,12 (vinte e dois milhões, seiscentos e onze mil, duzentos e quarenta e seis reais e doze centavos).
Já no mês passado, dia 18, o prefeito Dixon Carvalho (PP) homologou a nova licitação para coleta do lixo e limpeza urbana da cidade, no valor total de R$ 46.882.452,48 (quarenta e seis milhões, oitocentos e oitenta e dois mil, quatrocentos e cinquenta e dois reais e quarenta e oito centavos).  
Denominado “Paulínia sempre limpa”, o consórcio formado pelas empresas CIDADE NOVA OBRAS E SERVIÇOS URBANOS LTDA, AGREG CONSTRUÇÃO E SOLUÇÕES AMBIENTAIS LTDA, e, FILADELFIA LOCAÇÃO E CONSTRUÇÃO EIRELI-EPP venceu a disputa pelos dois principais lotes da concorrência pública. Valor total dos lotes, a ser fatiado entre as empresas: R$ 45.669.384,48 (quarenta e cinco milhões, seiscentos e sessenta e nove mil, trezentos e oitenta e quatro reais e quarenta e oito centavos). O 3º e último lote será executado pela empresa Silcon Ambiental Ltda, pelo valor de R$ 1.213.068,00 (um milhão, duzentos e treze mil e sessenta e oito reais).
Outro lado
“Estou absolutamente tranquilo”, informou o vereador Zé Coco (PV). Não conseguimos contato com o vereador Edilsinho Rodrigues (PSDB) e nem com os secretários e empresários citados nesta matéria.  A assessoria de Imprensa da Prefeitura de Paulínia divulgou “Nota de Esclarecimento”, em nome do prefeito, da primeira-dama e dos secretários municipais, alvos da Operação “Purgamentum” (LEIA NOTA ABAIXO)
“O prefeito Dixon Carvalho já está em seu gabinete, cumprindo sua agenda normalmente e despachando com seus secretários desde as 13h desta quinta-feira. 

A Prefeitura Municipal de Paulínia esclarece, ainda, que hoje pela manhã colaborou com uma ação de busca e apreensão realizada pelo Baep e Gaeco. Esclarece, ainda, que o prefeito Dixon Carvalho e a primeira dama Tatiana Castro prestaram depoimento na sede do Ministério Público, em Campinas, e ja foram liberados. 

Os secretários de Obras, Valdir Terrazan, e de Gabinete, Reginaldo Vieira, também se apresentaram para depor. 

O prefeito Dixon está tranquilo quanto as ações do seu governo e ressalta que irá colaborar com as investigações das autoridades para que tudo seja esclarecido”.

Foto: Arquivo/Correio Imagem


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