Correio Paulinense

Paulínia, 23 de maio de 2024
EM TRÊS “BRINCADEIRINHAS”, QUASE R$ 380 MILHÕES PÚBLICOS: processos por improbidade e danos ao erário paulinense andam na Justiça local

Última atualização em 18 de novembro de 2016

Boaaaaaaaaaaaa taaaaaaaaaaarde, meus amoooooooores!!! Antony Garotinho se debatendo em cima de uma maca (maca de hospital público), lutando para não ser levado ao complexo penitenciário de Bangu, e Sérgio Cabral de cabeça raspada, no presidio que ele inaugurou. Quando, imaginaríamos? Dois ex-governadores de um dos Estados mais importantes do País e recentes personagens centrais da implacável empreitada contra a corrupção, pilotada, lá de Curitiba (PR), pelo juiz Sérgio Moro.

De um lado, as famílias dos presos choram a degradação de seus patriarcas, do outro, a população fluminense comemora a queda daqueles que, um dia, mandaram e desmandaram no Estado símbolo da beleza nacional. O Rio de Janeiro continua lindo (como diz a música), mas mergulhado em uma crise sem precedentes.

Será que os políticos brasileiros já entenderam que a Lava Jato é mais potente ofensiva contra a roubalheira do dinheiro público, que mata milhares de pessoas neste País?  Os nacionais talvez, sim. No entanto, para os regionais (principalmente, prefeitos) parece que a ficha ainda não caiu. Será que na cabeça deles, Lava Jato é coisa para Antonio Palocci, Eduardo Cunha, Zé Dirceu, Garotinho, Cabral, e tantos outros tubarões do poder nacional, presos em Curitiba e no RJ? Pode até ser, por enquanto.
Não vai demorar, muitos atuais e ex-prefeitos de várias cidades do interior surgirão em camburões na tela da TV. O efeito Lava Jato está mais próximo deles do que eles imaginam. De repente, mandatários que pensam poder tudo, só porque não passam de “interioranos” fazendo o que bem entende com o dinheiro público, bem longe de um juiz como Sérgio Moro, serão surpreendidos pela “inteligência” contra a corrupção e, buuuuuum, estoura tudo e todos. Ai, Ai!!! Reinaldo Nogueira, prefeito de Indaiatuba, bem aqui perto, passou 49 dias no presídio de Tremembé (SP), suspeito de fraude na desapropriação de terras e lavagem de dinheiro. Quem garante que outros não serão? Ai, Ai!!!
Mudando de assunto. Além do prefeito eleito Dixon Carvalho, alguns vereadores também foram convocados para esclarecer pontos na prestação de suas respectivas contas eleitorais. Uns foram notificados para simples apresentação de documentos, como os de veículos/imóveis cedidos às campanhas, outros para explicar coisas mais sérias, como, por exemplo, recursos supostamente de origem não comprovada e suspeita de fraude em doação estimável em dinheiro – quando o candidato recebe um bem móvel ou imóvel, produto ou serviço profissional para a campanha. Todos já estão prestando, à Justiça Eleitoral, os devidos esclarecimentos e apresentando documentos solicitados. Faltam 31 dias para a diplomação dos eleitos paulinenses, nas eleições de outubro.
Três ações importantes propostas pelo Ministério Público (MP), neste ano, tiveram movimentações recentes. Nos três casos, a Justiça apura improbidade administrativa, danos ao erário público e violação aos princípios administrativos, supostamente praticados por agentes públicos da city. Na lista dos “requeridos” estão o atual prefeito José Pavan Junior (PSDB), os ex-prefeitos Edson Moura e Edson Moura Junior (PMDB), pai e filho, empresas contratadas pela Prefeitura, entre outros. 
Uma decisão liminar, dia 25 do mês passado, determinou a suspensão dos pagamentos à empresa Estúdios Paulínia Construção e Administração de Estúdios SPE Ltda, cabeça do consórcio que administra os Estúdios Paulínia, do polo cinematográfico. Nesta ação, o MP também pediu o bloqueio dos bens de Moura pai, Moura filho, Pavan, e demais acusados, mas a Justiça negou, por entender a medida prematura, já que o processo está em fase inicial. Só neste caso, já se foram quase R$ 330 milhões dos cofres públicos, valor dado a ação judicial. O processo foi encaminhado para decisão do juiz Carlos Eduardo Mendes, anteontem (16). 
Em outra frente, no último dia 8, Mendes determinou busca e apreensão na empresa RBO Assessoria Pública e Projetos Municipais. A medida visa coletar documentos referentes ao concurso para Procurador da Prefeitura da City, realizado em janeiro do ano passado, ainda no governo do prefeito cassado Moura Junior (PMDB), mas que acabou cancelado. Quase 2 mil candidatos disputaram 15 vagas, com salário de quase R$ 7 mil mensais. Em maio, também de 2015, o espirituoso Pavan (PSDB) afirmou que o processo do concurso e outros dois mil administrativos “despareceram” da Prefeitura, no final da administração de seu antecessor. Valor desta causa: R$ 728 mil. 
A terceira ação, proposta pelo MP e aceita pela Justiça, apura supostas irregularidades na contratação da Fundação do ABC para gerenciar o Hospital Municipal de Paulínia (HMP). Valor do contrato, suspenso pela Justiça: R$ 54 milhões, por 12 (doze) meses. Entre outras supostas irregularidades, há suspeitas de direcionamento a favor da empresa vencedora. No último dia 4, o processo voltou à mesa do juiz, para mais uma decisão. Nessas três “brincadeirinhas” quase 380 milhões públicos envolvidos. É muito dinheiro. É muito babado. É muita expectativa. É ação!!!
Quase vendo só cifrões, em vez de letras, na tela do meu PC, vou ficando por aqui. Um fim de semana de muita paz e prosperidade para todos. “QUE AS MÃOS DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTOS NUNCA DEIXEM DE NOS ABENÇOAR E PROTEGER DO MAL, AMÉM”. Beijos. Abraços. Au revoir!!!

Foto: Internet/Ilustração

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