Correio Paulinense

Paulínia, 25 de maio de 2024
Denúncia de médica do HMP é registrada na DP como “TENTATIVA DE HOMICÍDIO”. Segundo Mônica Guidotti se o problema não tivesse sido resolvido logo poderia até ter causado a morte de alguém

Última atualização em 23 de maio de 2014

[imagem] Boaaaaaaaaaaaa nooooooite meus amores. Babado fortíssimo. A médica Mônica Cristina Guidotti denunciou à Polícia Civil que cortaram as mangueiras condutoras de oxigênio do aparelho de anestesia do Centro Cirúrgico e o cabo da câmera do vídeo-laparoscópico da sala de equipamentos do Hospital Municipal da City. O caso foi registrado terça-feira (20) como “tentativa de homicídio” já que, segundo a doutora plantonista, caso o problema não tivesse sido detectado e resolvido em tempo poderia até ter provocado a morte de algum paciente.  Mais uma denúncia gravíssima feita por um servidor da própria Saúde Municipal, que precisa ser apurada rigorosamente.

Segundo o boletim feito pela doutora Mônica, que esteve na DP acompanhada das enfermeiras Adriana de Camargo e Renata Belarmino de Araújo, apenas funcionários do HMP têm acesso aos locais onde ficavam os objetos supostamente danificados. “Estranhos só entram acompanhados de funcionários”, consta no B.O. Este babado é mais do que fortíssimo, pois levanta uma série de questões seríssimas (falo sobre isso mais adiante) no HMP. As mangueiras e o cabo foram apreendidos para perícia. Segundo um policial com quem conversei sobre isso, o ideal seria que ninguém tivesse mexido na cena do crime e que a perícia tivesse sido realizada no local. “Acredito que o centro cirúrgico precisou ser usado depois e por isso não preservaram o local”, disse o fardado. Pois é, pois é.
Algumas perguntas devem ser respondidas pelas investigações policiais. Os locais de acesso restrito são vigiados por câmeras de segurança? Qualquer funcionário pode entrar, por exemplo, no centro cirúrgico ou apenas o pessoal que nele trabalha? Quando um estranho entra em um local restrito, acompanhado de um funcionário, fica registrado quem entrou e com quem entrou? 
Essas e outras questões devem ser esclarecidas, pois é inadmissível que alguém pratique um crime dessa natureza, dentro de um hospital como o da city, sem ser visto nem por um olho eletrônico. Outra pergunta que não quer calar: será que um funcionário do próprio hospital cometeria uma “loucura” dessas, como está sendo cogitado? Claro que uma investigação policial trabalha com várias linhas, mas, particularmente não acredito nesta possibilidade – ainda mais por motivação política, como dizem por aí. 
Esta é a segunda denúncia grave feita por integrantes da Saúde Municipal. No mês passado, o secretário da pasta, Renato Cardoso, disse ter encontrado 20 mil fitas para teste de glicemia escondidas na UBS (Unidade Básica de Saúde do Centro). Até agora, não há notícias de investigação policial ou administrativa para apurar quem escondeu o material e quais os prejuízos ao erário público e, sobretudo, para as pessoas que eventualmente tenham deixado de fazer o teste por falta das tais fitas. Além disso, liguei para Cardoso, que não quis falar sobre o que ele mesmo denunciou. Nos dois casos, a CEI da Saúde, que está em reta final, também preferiu calar-se. Solta a vooooooooooooz gente!
O pessoal desta administração é estranho viu. No início do governo Moura Junior (PMDB), em julho passado, o secretário de Segurança Cícero Brito fez o maior estardalhaço na mídia sobre um suposto grampo encontrado no gabinete do “prefeito de direito” e hoje, quase um ano depois, ninguém sabe se o grampo realmente era verdadeiro, quem colocou ou deixou de colocar. Brito não tocou mais no assunto e ficou o dito pelo não dito. Já tentei falar algumas vezes com o delegado Marcos Evangelista, responsável pelo caso, mas não consegui. Portanto, se existiu mesmo esse grampo, o autor que vá “saquear um sex-shop para presentear a sogra” (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas), pois eu tenho mais o que fazer. 
Na sessão de terça-feira (20), o vereador Sandro Caprino (PRB) foi cobrado pela oposição sobre o abastecimento das farmácias do HMP e UBS’ da city. No último dia 6, o líder mourista disse que o abastecimento ocorreria no final daquela semana (Hospital) e durante a semana seguinte, nos postinhos. “Senhor Presidente, se me lembre, disse que, segundo o  nosso secretário os remédios no hospital estariam chegando e chegaram”. Realmente Caprino (PRB) disse “segundo o secretário”, mas a questão central é: e os medicamentos chegaram mesmo? 
Segundo a vereadora Angela Duarte (PRTB), não. “Estive ontem (segunda, 19) no hospital e de 8 medicações prescritas para enfartados só tinha quatro. Segundo alguns funcionários, pois eu não vi, não chegou compra nenhuma”, afirmou.  “Foi comprado mais de R$ 20 milhões de medicamentos. Porém como foram muitas empresas que participaram (da licitação) e ganharam, algumas delas são de fora, pode ser que alguns medicamentos ainda estejam faltando, mas estão chegando sim”, rebateu Caprino (PRB). Alguém na plateia, então, gritou: “Estão vindo da Bahia”. Na mesma semana que deveria ter acontecido o tal abastecimento, apurei que cirurgias foram canceladas por falta de Sevoflurano, inalatório usado antes da anestesia geral. 
O vereador Fábio Valadão (PROS) destacou que continua recebendo ligações de pessoas em seu gabinete, se queixando da falta de medicamentos. “Então se o medicamento chegou nós temos um problema ainda mais grave: ele não está chegando aonde é pra chegar, ou seja, junto à população que mais precisa”, disse ele. Traduzindo para a minha linguagem, Valadão pediu para Caprino (PRB) parar de culpar o espirituoso Pavan (PSB) pelos problemas da administração mourista. E disse mais: “Avanços que eventualmente tenham não são favores do Executivo (Prefeito), é obrigação. Um camarada que administra um orçamento de um bilhão e quatrocentos milhões de reais a cidade, é óbvio, tem que melhorar, é isso que todos nós esperamos, mas infelizmente não é isso que estamos vendo”. Eita peste!
Se não tivesse gravado não acreditaria que o PT Municipal precisou usar a Tribuna da Câmara para anunciar oposição ao governo Moura (PMDB). Dá licença! Só mesmo o primeiro vereador eleito do partido para provocar uma situação dessa. Primeiro Custódio protestou de braços dados com a então vice-prefeita Simone Moura (PMDB) contra a derrubada da falsa concha acústica, que custou milhões públicos e de acústica não tinha era nada. Depois, no dia 1º de janeiro do ano passado, o vereador petista disputou a Presidência da Casa com o apoio de Moura pai, que havia prometido apoiar a então aliada Simeia Zanon (na época PSDC, hoje PROS). A ligação Custódio/Moura quase custou a reeleição do vereador, que entrou em último lugar, nas eleições 2012. 
Antes dos dois prefeitos assumirem, Custódio fazia coro com os outros aliados mouristas (Zé Coco, Caprino, João Mota Pinto) contra os problemas na Saúde, Educação e Segurança. Depois, o petista praticamente calou-se, fazendo de vez em quando uma crítica mixuruca aqui, outra acolá. Por esses e outros fatores, o Diretório Petista achou prudente “declarar” oposição ao pior governo da história político-administrativa da city e o presidente Cícero ainda deixou bem claro: “Os nossos dois vereadores representantes estarão votando  conforme a decisão do PT”. E AGORA CUSTÓDIO? Esta pergunta até já virou bordão, mas insiste em não calar-se. 
Enquanto a resposta do vereador não vem (isso se ele responder) vou ali e volto segunda-feira, ok? UM FIM DE SEMANA ESPETACULAR, REGIDO E PROTEGIDO POR NOSSO PODEROSO E MISERICORDIOSO DEUS. Muitos beijos e abraços. Au revoir!
Foto: Lucas Rodrigues/CP Imagem

<imagem1>ce1e10971bc52f7034fc706b18fccf3e.jpg</imagem1>

<imagem2></imagem2>

<imagem3></imagem3>

<imagem4></imagem4>

<imagem5></imagem5>

<video1></video1>

 

 

Gostou desse conteúdo? Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Rolar para cima