Correio Paulinense

Paulínia, 25 de maio de 2024
Comandado por servidores, Pauliprev é “outro” Instituto

Última atualização em 16 de outubro de 2021

Responsável por um patrimônio financeiro de 1 bilhão e 300 milhões de reais e cerca de 30 fundos de investimentos, que garantem o pagamento das atuais e futuras aposentadorias/pensões de seus segurados, o Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos de Paulínia, conhecido como Pauliprev, vive a sua melhor fase, em duas décadas de fundação.  
A história do instituto – criado pela Lei Complementar 18, de 9 de outubro de 2001 – começou a mudar no dia 26 de dezembro de 2018, quando a Câmara Municipal de Paulínia (CMP) aprovou, por unanimidade, uma proposta (PLC 5/18) do então prefeito interino Du Cazellato (PL), transferindo o controle administrativo do Pauliprev para os próprios servidores públicos municipais, após dezessete anos consecutivos de ingerência política na entidade.
Com isso, os cargos de presidente, diretores e conselheiros (administrativos e fiscais)  da autarquia previdenciária passaram a ser ocupados por servidores de carreira, eleitos pela própria categoria, e não mais por pessoas – em sua maioria estranhas ao serviço público municipal –  indicadas pelo prefeito no cargo. 
No dia 15 de abril de 2019, quase quatro meses após a votação na Câmara, foi escolhido o primeiro funcionário de carreira da Prefeitura Municipal de Paulínia (PMP) para presidir o instituto: Marcos André Breda, formado em administração com ênfase em economia. Na ocasião, a classe elegeu ainda os novos membros titulares dos Conselhos Administrativo e Fiscal. O mandato do primeiro comando eleito do Pauliprev termina em 2022, quando os servidores voltarão às urnas.   
O novo perfil de gestão foi fundamental na virada de chave que o Instituto Pauliprev deu, em quase três anos de mudanças. Breda assumiu prometendo, entre outras coisas, uma administração transparente, alinhada com os órgãos de controle – Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público (MP) – e focada na recuperação de milhões de reais do servidor público, investidos por antigos gestores em fundos temerários.   
Um balanço divulgado na semana passada aponta que, sob o comando de servidores, o Pauliprev já conseguiu recuperar quase R$ 80 milhões que estavam em fundos de altíssimo risco. Ou seja, uma verdadeira fortuna do servidor, até então, considerada praticamente perdida. Segundo concluiu, em 2017, a chamada CEI do Pauliprev (LEIA RELATÓRIO), investimentos autorizados por ex-gestores causaram um rombo de R$ 260 milhões nos cofres do instituto. 
“Essa tarefa (de recuperar investimentos malfeitos) vem sendo realizada com alto desempenho da diretoria e do Comitê de Investimentos em negociações com os fundos envolvidos, administradores e gestores desses fundos; e também juntos aos cotistas. Há muito a percorrer ainda. Mas o desafio lançado começa a ser enfrentado com respeito aos recursos da coletividade e dentro do espírito de colocar o interesse público em primeiro lugar”, disse a assessoria de imprensa. 
Na nova fase administrativa, o Pauliprev também já conquistou metade dos quatro Selos Pró-Gestão, que a  Secretaria Nacional da Previdência Social, do Ministério da Economia (ME), concede a regimes previdenciários próprios com excelentes resultados de governança. “Aumentamos nossos esforços para o atendimento aos princípios da publicidade, moralidade, eficiência, qualidade, impessoalidade, interesse público, legalidade, transparência e o resultado é que estamos sendo reconhecidos como um instituto de alta gestão”, afirmou o servidor-presidente, André Breda.

De acordo com ele, ao receber o segundo Pró-Gestão, em julho deste ano, o Instituto Pauliprev entrou para a lista dos 100 melhores Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs), dentre os mais de 2 mil existentes no país.

Mizael Marcelly
Foto: Pauliprev/Assessoria de Imprensa. 

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