Correio Paulinense

Paulínia, 20 de julho de 2024
Bittar detalha pontos da conversa que teve com o presidente Lula em Brasília

Última atualização em 19 de janeiro de 2024

“Será uma honra contar com o apoio e engajamento de quem considero o maior líder do país”, disse Bittar sobre Lula – Foto: Ricardo Stuckert


No dia 14 de dezembro do ano passado,  a advogada Priscilla Bittar (PSB) foi recebida pelo presidente Lula (PT), no Palácio do Planalto, em Brasília. Procurada pelo jornal Correio Paulinense, a pré-candidata do PSB à Prefeitura de Paulínia disse que a conversa durou cerca de 40 minutos, e detalhou os principais pontos discutidos, especialmente sobre a cidade.

Correio – Como foi o encontro com o presidente Lula?
Priscilla Bittar – Foi verdadeiramente especial. Além do viés político, nossa conexão remonta a uma relação de amizade que atravessa gerações, iniciada com meu pai, Jacó Bittar, que acompanhou o presidente desde os tempos de sindicalista e na fundação do PT e da CUT.

Ter a oportunidade de compartilhar com o presidente Lula minha decisão de entrar para a política, e receber seu apoio com orgulho, é um momento que poucos têm o privilégio de experimentar. É uma honra poder contar com o respaldo do presidente, que reconhece não apenas a minha trajetória, mas também o comprometimento de nossa família com os valores que ele sempre defendeu.

Correio – Isso significa que o presidente pode desembarcar na sua campanha em 2024?
Priscilla Bittar – Sim. Durante nosso encontro, falamos sobre a possibilidade de ele apoiar minha candidatura. Será uma honra contar com o apoio e engajamento de quem considero o maior líder do país, com uma trajetória marcada por lutas em prol da justiça social e dos direitos dos trabalhadores.

Apesar de ser filiada ao PSB,  discutimos a importância de transcender as fronteiras partidárias em busca de um objetivo maior. Nosso foco principal é criar uma frente ampla, unindo forças em prol do resgate de conquistas sociais que foram esquecidas e abandonadas no último governo federal. O presidente Lula compartilha dessa visão e reconhece a importância de unirmos esforços para reconstruir um Brasil mais justo e inclusivo, e Paulínia, claro, é parte importante desse projeto.  

Correio – E como Paulínia foi colocada na mesa presidencial?
Priscilla Bittar – Abordamos diversas questões cruciais para o futuro de Paulínia. Levei ao presidente Lula, por exemplo, uma das minhas principais preocupações: a reforma tributária e a possível redução na arrecadação municipal, que, embora não seja imediata na fase transitória, pode impactar significativamente as finanças da cidade a longo prazo. Expressei a apreensão com relação a essa medida, discutindo estratégias para mitigar seus efeitos negativos em nossa comunidade.

Correio – Então, o governo Lula poderá ajudar a cidade nessa questão?
Priscilla Bittar – Claro. Por isso, destacamos a necessidade de uma aproximação estratégica com o governo federal, visando reduzir os impactos da reforma tributária em nossa cidade e, assim, preservar a capacidade de investimento e desenvolvimento local. Esse diálogo direto é crucial para assegurar que Paulínia não apenas sobreviva, mas prospere diante dos desafios econômicos que se apresentarão nos próximos anos.

Correio – Nesse sentido, qual será o próximo passo?
Priscilla Bittar – Durante o encontro, discutimos a importância de estabelecer diálogos contínuos com o governo para tratar especificamente da reforma tributária em relação a Paulínia. Estou buscando agendar uma reunião com o ministro da fazenda, Fernando Haddad, para expor de forma detalhada as preocupações que temos em relação aos impactos dessa reforma em nossa cidade.

A intenção é não apenas apresentar as preocupações, mas também discutir possíveis caminhos e soluções que possam preparar Paulínia para essa nova realidade tributária. Entendemos que é fundamental estabelecer um canal de comunicação direto com o governo federal, a fim de garantir que as particularidades de nossa cidade sejam consideradas nas decisões que serão tomadas.

Além disso, tenho a intenção de conversar também com o ministro Márcio França, responsável pelas Micro e Pequenas Empresas. A ideia é buscar uma proposta efetiva para essa área, levando em consideração o impacto que a reforma pode ter sobre os empreendimentos locais. Acredito que uma abordagem proativa e colaborativa é essencial para proteger os interesses e a prosperidade da comunidade de Paulínia diante dessas mudanças significativas.

Correio – Recentemente, o governo federal lançou a nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com previsão de investimentos de R$ 240 bilhões. Em que a sua boa relação com o presidente Lula poderá ajudar a cidade nesse campo?
Priscilla Bittar – A minha proximidade com o presidente Lula se revela crucial diante do lançamento do novo PAC, especialmente considerando a atual situação em que Paulínia se encontra. Infelizmente, o governo local não tem observado a importância do PAC, possivelmente por razões partidárias, postura que precisa ser revista.

Com um planejamento estratégico e uma abordagem mais cooperativa, podemos aproveitar os recursos do PAC de maneira mais eficiente. É lamentável que, no último PAC, Paulínia tenha requerido apenas dois CAPS e uma UBS, quando estava apta para receber investimentos mais abrangentes em diversas áreas.

Essa escolha reflete a necessidade urgente de uma mudança na abordagem administrativa da cidade. Estou comprometida em buscar investimentos significativos e projetos que realmente atendam às necessidades da população, contando com a colaboração do governo federal e a experiência do presidente Lula para alcançar esse objetivo.

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