Correio Paulinense

Paulínia, 22 de maio de 2024
Apae e Dinossauros; O furacão na Saúde; Novos boicotes; As bandalheiras do passado; Os problemas atuais; Tá sobrando lençol; Tem leitos; Cadê a Comissão de Saúde?; Nervos à flor da pele!

Última atualização em 20 de maio de 2013

Bom diaaaaaaaaaaa meus amores.  Mais uma semana que começa com todo mundo na expectativa do julgamento do Respe 54440. Bem, mesmo que a passos de tartaruga, o “Caso Paulínia” tá caminhando no TSE. Faltavam os votos de quatro ministros, agora só faltam de três  (Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Laurita Vaz). O novo ministro Castro Meira assumiu a relatoria do caso, mas não votará, porque a ministra Nancy Andrighi deixou o voto dela, antes de ser substituída por ele. Como sempre, as sessões de julgamento do TSE acontecem todas as terças e quintas-feiras, a partir das 19hs. Paulínia inteira de olho nas pautas dos dias 21 e 23 e no placar, que por enquanto está em 2 a 1. “Senhora Presidente, peço vênia para votar ….”
No próximo dia 22, mais uma versão da maravilhosa e tradicional  Festa Junina da Apae de Paulínia. Show de prêmios, muitas comidas típicas e a alegria contagiante dos meninos e meninas da ilibada entidade, dirigida atualmente pelo queridíssimo Valmir Brustolin.  Já no dia 25, será a vez da Chácara do Mizão  receber a festa junina “hollywoodiana” dos Dinossauros, com direito a tapete vermelho e  “paparazis” na entrada. O preço do ingresso é único  R$ 20,00, + 1kg de alimento não perecível) e, além dos alimentos arrecadados,  parte da renda será doada pela organização da festa à entidades da city. Não dá pra perder nenhuma das duas. Anotem aí!
No olho do furacão na Saúde, o Hospital Municipal continua recordista em reclamações da população. Demora no atendimento, falta disso, falta daquilo, médicos que fazem corpo mole pra atender, entre tantas outras coisas que ouvimos por ai, parecem confirmar que o caos está mesmo instalado no HMP. Na outra ponta deste problema estão várias denúncias de supostas negligências de funcionários que estariam boicotando o atendimento à população, simplesmente, por questões políticas. 
Outro dia, fotos de luvas cirúrgicas sendo usadas como bexigas de um “parabéns”, dentro do HMP, circularam no Facebook. No começo do ano, o Jornal da EPTV Campinas mostrou pacientes de Parkinson denunciando a falta de medicamentos imprescindíveis para o tratamento da doença. No mesmo dia, o prefeito Pavan e o Doutor Ricardo, secretário de Saúde, visitaram o Centro de Distribuição e, segundo a assessoria da Prefeitura, constataram que os medicamentos “em falta” estavam disponíveis nas prateleiras. 
Neste fim de semana surgiram novas suspeitas de boicotes no HMP. Segundo a coluna “Política de Bastidores”, do jornalista Miguel Samuel, tem tanto lençol estocado no Centro de Distribuição que foi preciso pedir para o fornecedor suspender novas entregas. Oxente! Sendo assim quando dizem que falta até lençol no HMP é tudo mentira. .  
Também, segundo a coluna, diferente do que se “noticia” por aí não faltam leitos no HMP, “Muito lamentável também é a constatação de que pacientes idosos nas macas pelos corredores não significa falta de leitos e sim falta de vontade ou mesmo de iniciativa de funcionários para preparar uma cama”. Miguel Samuel ainda disse que “a situação foi apresentada em reunião do Conselho de Saúde e confirmada pela cúpula da secretaria” (de Saúde).
Gente tudo isso é gravíssimo. Algo precisa ser feito urgentemente. Pelo menos, até o presente momento não houve uma apuração rigorosa sobre os supostos boicotes na Saúde e, consequentemente, ninguém foi responsabilizado ou punido pelos eventuais danos causados a população. De maneira alguma, isso pode ficar na base do “dito pelo não dito”, pois se trata da vida de centenas de pessoas, com direitos constitucionais a remédios e atendimento digno. O Poder Público municipal precisa apurar “tim-tim por tim-tim” e dar uma resposta  a população, quem mais sofre quando acontece esse tipo de coisa.
Num passado bem recente, a Saúde paulinense foi muito judiada pelo falta e desvio de medicamentos, compras superfaturadas de remédios, contratação de empresa para gerenciar a farmácia municipal por quase  R$  22 milhões, entre outras irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e investigadas pelo Ministério Público da city. Por conta dessas coisas, tem neguinho respondendo processos até hoje.

Nos últimos quatro anos e cinco meses a Policia Rodoviária não apreendeu nenhuma carga de medicamento sendo desviada para Ubatuba ou qualquer outra cidade do estado, o MP não recebeu nenhuma denúncia de superfaturamento na Saúde e nenhuma empresa, suspeita de fraudes em várias partes do Brasil, foi contratada por uma fortuna para fazer o papel que cabe a administração municipal: administrar a farmácia do município e garantir remédios para todos. Ainda bem que essas e outras bandalheiras na Saúde da City são coisas do passado.
Hoje, os problemas são outros. Remédios supostamente escondidos da população, luvas cirúrgicas usadas como bexigas, lençóis à rodo na Central de Distribuição e o HMP sem, leitos à espera de alguém para prepará-los, enquanto pacientes idosos ficam em macas nos corredores, e por aí vai… Sem contar que médicos, enfermeiros  e pacientes com os nervos a flor da pele significa um “bafão” atrás do outro e várias ligações para o 190 da Policia Militar. Realmente uma rotina diária muito triste e estressante.
Digamos que todos esses boicotes sejam mesmo verdadeiros e motivados por questões políticas, não quero nem imaginar o que será da Saúde Municipal durante os três anos e meio que restam do terceiro governo Pavan. Por outro lado, uma eventual mudança de administração pode assegurar a volta “triunfal” das bandalheiras do passado, que tantos prejuízos causaram ao município. Mas, enquanto o TSE não dá a martelada final, o presente grita “heeeeeeeeeelp, heeeeeeeeeelp”. 
E o que a Comissão de Saúde da Câmara Municipal pensa de tudo isso? Os vereadores Dú Cazellato (PP), Marquinho da Bola (PSB) e Zé Coco (PTB), respectivamente Presidente, Vice e Secretário da Comissão, precisam, no mínimo, deliberarem sobre essa suposta onda de boicotes na Saúde. Até hoje não fiquei sabendo de uma reunião da Comissão para discutir os problemas, muito menos soluções, quando a principal função de todas as Comissões Permanentes da Câmara é justamente esta. 
Principalmente o vereador Zé Coco (PTB), que vive criticando duramente a Saúde da city, deveria sair dos discursos altamente políticos e partir para a prática. Ninguém pode ser tão “Alice” a ponto de ficar sonhando com uma Saúde de primeiro mundo, caso o PMDB volte a governar a city, como acredita Zé Coco. Todo mundo tem o direito de sonhar e acreditar no que e em quem quiser, entretanto, a fantasia não pode sobrepor a realidade. E a realidade pede, entre outras coisas, para a Comissão de Saúde arregaçar as mangas. Tem muita coisa a ser feita e a CS pode fazer a diferença no final. 
Falando em final, vou ficando por aqui. Uma semana brilhante e cheia de alegrias para todos nós. Fiquem com o NOSSO SALVADOR JESUS CRISTO e até quarta-feira. Muitos beijos e abraços. Au revoir! 

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