Correio Paulinense

Paulínia, 25 de maio de 2024
Anunciadas por Pavan (PSDB), em maio do ano passado, 1.460 casas no antigo “Acampamento Menezes" ainda não saíram do papel

Última atualização em 1 de julho de 2016

[imagem] Quase R$ 38 milhões destinados à construção de moradias populares foram remanejados para outros fins, entre 2011 e 2016

Em maio do ano passado, durante a inauguração da creche “Jandyra Oraggio Salvador”, no Residencial Vida Nova, o prefeito José Pavan Junior (PSDB) anunciou a construção de 1.460 casas, em parceria com a Caixa Econômica Federal, na área do antigo “Acampamento Menezes”, no bairro Saltinho.

Na ocasião, o prefeito informou que as obras começariam entre dezembro do ano passado e janeiro deste, entretanto, nenhuma moradia ainda foi levantada naquela área. Em novembro do ano passado, Pavan (PSDB) voltou a prometer as casas no “Menezes”, durante entrevista coletiva para anunciar o empreendimento da Sugoi Empreendimentos, no Bom Retiro.

Durante mais de seis anos, cerca de 180 famílias moraram em barracos improvisados na ocupação irregular, que ganhou o nome de “Acampamento Menezes” em referência à Vera Lucia Menezes, ex-coordenadora da invasão. Sem asfalto, rede de esgoto e água de torneira (o local era abastecido por caminhões pipas), as condições de moradia eram muito precárias. 
Em novembro de 2014, a Prefeitura de Paulínia extinguiu o “Menezes”, barracos foram incendiados e outros derrubados por máquinas do município, após o então prefeito Edson Moura Junior (PMDB) transferir várias famílias para o terceiro módulo do Residencial Pazetti, e outras para prédios pertencentes ao município. Ele, também prometeu construir moradias na área desocupada, mas deixou o governo, em fevereiro do ano passado, sem cumprir a promessa. 
Déficit e investimentos
O Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou um déficit habitacional de 10 mil moradias na cidade. De lá para cá, apenas 1.479 novas moradias foram construídas na cidade – 886 do Residencial Pazetti, financiadas pela Caixa Econômica Federal, e 593 do Residencial Vida Nova, pelo programa federal Minha Casa Minha Vida, em terreno doado pelo município.
Segundo dados do Portal de Transparência de Paulínia, entre 2011 e 2016 R$ 39.773.840,00 dos cofres municipais foram reservados para a construção de casas populares, entretanto, desse valor, R$ 37.948.813,52 foram remanejados para outros fins e nenhuma moradia construída. 
Foto: Correio Imagem/Arquivo

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