Correio Paulinense

Paulínia, 25 de maio de 2024
A família de Luan Santos da Silva foi buscar o alimento na tarde de hoje (17), mas voltou de mãos vazias; o garoto só tem a dieta para mais seis dias

Última atualização em 18 de julho de 2014

[imagem] A Prefeitura de Paulínia não tem dieta enteral para fornecer à mais um paciente que precisa de nutrição especial. Luan Santos da Silva, de 9 anos, sofre de fibrose cística e se alimenta através de uma sonda, implantada abaixo de seu umbigo. Na tarde de hoje (15), a família do menino foi buscar a dieta na Secretaria de Saúde, mas voltou de mãos vazias.

A informação foi a mesma dada às famílias de Dênis Ismard Marciano e Rogério Nunes, ou seja, que a Prefeitura não tem o produto para fornecer. “Estou muito preocupada e nervosa, porque só tenho seis caixas em casa. O Luan toma a dieta quatro vezes por dia e o que temos só dá para seis dias”, relata Glauciene Silva, mãe do menino.

De acordo com ela, a Prefeitura nunca deixou de fornecer a dieta. “Esta é a primeira vez que eles dizem que não podem dar a dieta do meu filho”, afirmou. “Agora não sei como vai ser”, complementou. Devido a doença, o menino Luan é internado algumas vezes por ano, para receber tratamento. Uma das internações no Hospital Municipal de Paulínia ocorreu em abril deste ano e durou cerca de quinze dias.

Na ocasião, a mãe de Luan denunciou ao Correio Paulinense Online que o HMP não tinha o antibiótico Azitromicina para dar ao filho dela e nem agulha especial para o cateter que ele carrega. “Como o hospital não tem a agulha os enfermeiros ficam furando ele até encontrar uma veia, para aplicar a medicação”, afirmou ela, na época.

Após a denúncia, a Secretaria de Saúde providenciou o medicamento e a agulha. “Os médicos colocaram o cateter nele, justamente para evitar esse sofrimento. É muita judiação”, lamentou a dona de casa, que mora com a família no bairro São José II. Na ocasião, tentamos falar com o secretário de Saúde, Renato Cardoso, mas ele não atendeu nossa reportagem.
Segundo o secretário, a falta da dieta enteral foi provocada pelo sumiço da empresa vencedora da licitação para fornecer o produto à Prefeitura. Com os casos de mais três pacientes em estado vegetativo e que precisam da nutrição clínica, mas não estão recebendo, o secretário Cardoso prometeu uma compra emergencial para segunda-feira, dia 14, entretanto, até o presente momento a aquisição não foi realizada.
O prefeito Edson Moura Junior (PMDB), que pode autorizar a compra direta do produto, para atender os pacientes, até que o caso seja resolvido em definitivo, encontra-se nos Estados Unidos e não há informações de quando ele retorna ao Brasil. 
Foto: Arte CP Imagem

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