Ao afirmar que "trabalha" para o prefeito, o vereador aumentou ainda mais as especulações em torno de algo muito negativo...

Da Redação
24/08/2014 16:03:00
Ao afirmar que "trabalha" para o prefeito, o vereador aumentou  ainda mais as especulações em torno de algo muito negativo para a Câmara

[imagem] “NÃO TENHO VERGONHA DE FALAR QUE ESTOU JUNTO COM O PREFEITO, TRABALHANDO PRO PREFEITO”, afirmou Zé Coco (PTB), vereador da base de Moura Junior (PMDB) na Câmara Municipal de Paulínia, durante a sessão de terça-feira (19). ESTAR JUNTO e TRABALHAR possuem significados próprios e bem diferentes. 

Na hora, a gente até pensou: “ah, isso é coisa de vereador em primeiro mandato, que não se prepara para falar e muito menos o que falar”. Depois, ouvindo pela segunda vez a polêmica declaração do petebista, concluímos que não foi apenas uma “colocação infeliz”, motivada pelos gritos e palmas de um “auditório” programado, por outro aliado do governo, para aplaudir a base e hostilizar os adversários. Muito pelo contrário. Zé Coco (PTB) CONFESSOU, CONSCIENTEMENTE, PARA QUEM TRABALHA. Só faltou ele terminar perguntando: E DAÍ, QUAL O PROBLEMA?

{Somente o “mourismo” tem essa capacidade de fazer aliados se autodestruírem politicamente, por “amor” e “lealdade” ao “comando”. Um vota contra o próprio projeto, o líder defende tudo o que é indefensável, outro garante que o prefeito vai cumprir todas as promessas e, agora, Zé Coco “confessa o inconfessável”, ao vivo.}

Em uma única fala, Zé Coco(PTB) nos fez entender que é cúmplice de uma administração dolosa (com intenção de fazer tudo que vem fazendo) e não se envergonha de assinar embaixo. Além disso, a declaração do petebista soou como um recado direto à aliados, como Danilo Barros (PCdoB), Du Cazellato (PP), Tiguila Paes (PRTB), Edilsinho Rodrigues (PPS), Fiorella (PP), Gustavo Yatecola (PTdoB), entre outros, que, diferente dele e do líder Sandro Caprino (PRB), não são “corajosos” para assumirem, publicamente, a mesma posição, embora estejam atolados, do mesmo jeito, no governo Moura Junior (PMDB). Entretanto, a confissão de Zé Coco, além de dominar os debates em todos os cantos da cidade, alimentou ainda mais as especulações em torno de algo muito negativo para a imagem do PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL.

Se o próprio vereador afirmou que trabalha para o prefeito, é impossível não perguntar: QUANTO ELE RECEBE PELO TRABALHO? Uma pergunta leva à outra: E OS OUTROS VEREADORES ALIADOS, TAMBÉM RECEBEM PELO TRABALHO? “Trabalhar para o prefeito”, como Zé Coco (PTB) disse que trabalha, significa muito mais do que simplesmente discursar a favor do leite estadual, que ele (o prefeito) conseguiu para a cidade, dizer que o festival de cinema foi cinematográfico ou que o Chefe do Executivo é um ser humano e, como tal, tem direito à viajar, para relaxar. “Trabalhar para o prefeito”, na Câmara, pode ser receber benefícios para APROVAR TUDO O QUE ELE ENVIA À CASA e REPROVAR TUDO DA OPOSIÇÃO, QUE DESAGRADE-O. Lembram quando a oposição propôs um ginásio de esportes para o Bom Retiro e eles, os aliados, votaram contra?

Sozinho, o vereador Zé Coco (PTB), discípulo do ex-vereador e atual vice-prefeito Bonavita (PTB), não conseguiria fazer esse “trabalho”, pois na Câmara “UM VOTO SÓ, NÃO FAZ VERÃO”. Oficialmente, OS VEREADORES SÃO PAGOS (R$ 4.953,62/mês) PELO POVO E DEVEM TRABALHAR PARA O POVO. Por isso, qualquer função extraoficial, voluntária ou remunerada, que os vereadores eventualmente exerçam na Câmara Municipal, para o prefeito Edson Moura Junior (PMDB), contraria todos os princípios da moralidade e legalidade do papel soberano do Poder Legislativo: O DE FISCALIZADOR DO PODER EXECUTIVO. Portanto, qualquer incompatibilidade neste sentido, merece ser muito bem esclarecida ao POVO, o EMPREGADOR OFICIAL DE PREFEITO E VEREADORES, aqui e em qualquer lugar do País.

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