Maria José dos Santos, de 52 anos, vítima de derrame cerebral, aguarda vaga para Unicamp, PUC ou Mário Gatti

Da Redação
26/07/2014 16:24:00
Maria José dos Santos, de 52 anos, vítima de derrame cerebral, aguarda vaga para Unicamp, PUC ou Mário Gatti

[imagem] Na manhã de quinta-feira (24), a doméstica Maria José dos Santos, de 52 anos, moradora no Cooperlotes, foi levada ao Hospital Municipal de Paulínia, aparentemente com acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com Camila Gonzaga, filha da paciente, a mãe deu entrada por volta das 08h20min e foi direto fazer um raio-X da cabeça, solicitado pelo médico Manoel Magri. “Ele disse que o exame não mostrou nenhuma lesão no cérebro da minha mãe e mandou ela de volta para casa. Quando chegamos em casa, ela sofreu uma convulsão seguida de desmaio, sentada no sofá, e aí ligamos para a ambulância ir buscá-la”, conta Camila. A doméstica foi levada de volta para a Emergência do HMP, onde foi colocada numa maca no corredor, onde teve uma segunda convulsão. 


“A enfermagem levou ela para um quanto, onde foi sedada e tomou anticonvulsivo. Quando acordou, cerca de uma hora depois, minha mãe teve a terceira convulsão. Depois disso ela acordou bastante agitada, querendo tirar os aparelhos que colocaram nela e pedindo um travesseiro”, relata a filha e continua. “Uma enfermeira muito estúpida, apontou o dedo na cara da minha mãe e gritou que não tinha travesseiro. Depois jogou minha mãe de novo na maca, tão bruscamente que ela bateu a cabeça e reclamou de dor. Depois disso fecharam a porta da emergência”. 

Quase seis horas depois, segundo Camila, dona Maria José foi submetida à uma ressonância e o médico constatou que uma das veias do cérebro da paciente havia se rompido. “O médico me disse que ela precisava ser transferida urgente para um hospital com neurocirurgião, pois o caso era muito grave, inclusive, com risco de vida”, afirma Camila. Os hospitais da PUC, Unicamp e Mário Gatti são as opções para a transferência, mas até o presente momento a paciente ainda encontra-se na emergência do HMP.

A filha da doméstica ainda relatou que por volta das 14h00 de hoje (26) recebeu um telefonema da diretora do HMP, Aline Tardelli. “A diretora me disse que embora o caso da minha mãe seja grave, ela não está entubada e por isso não acha necessário transferi-la com extrema urgência para um hospital com neurocirurgião”, afirmou Camila, que neste momento encontra-se no hospital, à procura de informações sobre o estado de saúde da mãe. “Eles não permitem acompanhante na emergência, mas também não dão informações nenhuma à família”, finalizou ela.

Outro lado







Nossa reportagem conversou agora há pouco com o médico Manoel Magri, que prestou o primeiro


atendimento à doméstica. De acordo com ele, dona Maria José tem uma lesão


cerebral chamada neurocisticercose. “Esta lesão provocou as crises convulsivas


na paciente, que com a pressão intracraniana aumentada, acabou sofrendo uma hemorragia


no cérebro”,
explicou o médico.







Ainda de acordo com ele, o raio-X da cabeça da paciente, feito logo que ela deu


entrada no HMP, não mostrou nenhuma evidência clínica da lesão (neurocisticercose),


por isso ele mandou ela de volta para casa. “A lesão só foi detectada pela


tomografia feita na cabeça da paciente, no segundo atendimento. Inclusive


ajudei sugerindo este exame”,
afirmou Magri.



 



Procuramos também a diretora Aline Tardelli no HMP, mas fomos informados que


ela não trabalha hoje, sábado, por ser da área administrativa.




Foto: Cedida pela Família

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