Lacerda, presidente do Instituto respondeu que estava plenamente satisfeito com os serviços da empresa apontada pela PF como uma...

Da Redação
25/03/2014 14:10:00
 Lacerda, presidente do Instituto respondeu que estava plenamente satisfeito com os serviços da empresa apontada pela PF como uma organização criminosa

[imagem] Após algumas remarcações, o presidente do Pauli Previ, Mário Lacerda, atendeu a convocação feita pela vereadora Angela Duarte (PRTB) para prestar alguns esclarecimentos, entre eles, sobre a atuação da Plena Consultoria no fundo de pensão do funcionalismo público municipal. Servidora de carreira, há mais de 20 anos, demonstrou sua preocupação em relação ao futuro do patrimônio líquido de quase R$ 713 milhões, destinados à aposentadoria do funcionalismo municipal. 


Na época, a vereadora já tinha informações sobre os sócios-diretores da Plena Consultoria e alertou o presidente do Pauli Prev. “Um dos sócios da Plena hoje responde por crime no mercado financeiro”, disse Angela. Na plateia da reunião, que aconteceu dia 21 de outubro do ano passado, estava Henrique Andrade Martins, um dos donos da empresa.

O vereador Fábio Valadão (PROS) ressaltou a sua preocupação com o preço cobrado pela Plena para tomar conta de um fundo de mais de R$ 700 milhões. “Eu fico com um pé atrás”, disse Valadão. O vereador ainda perguntou se antes de contratar a Plena Lacerda havia pesquisado os antecedentes da empresa. “O primeiro critério que usamos foi que a empresa já tinha história em Paulínia. Recebemos um dossiê contra a Plena, verificamos e de pois recebemos um contra dossiê explicando caso a caso. Agora como eu disse aos Senhores, a  Plena não é gestora da Pauli Prev,  e sim uma empresa de consultoria, que nos indica ações, quem decide se essas ações são ou não executadas é a diretoria  e o  conselho do Pauli Prev”, ressaltou Lacerda.

Entretanto, uma auditoria do próprio Ministério da Previdência, que fiscaliza os Fundos de Pensão, concluiu que a Plena “mandava” em todo o processo de aplicação e administração do dinheiro do servidor de Paulínia, depositado no Pauli Prev.

A convocação de Lacerda pela Câmara foi motivada, principalmente, por uma denúncia feita por ele, dias após ter assumido a gestão do Paulí Prev, de que R$ 40 milhões dos servidores teriam sido desviados, durante a presidência de Esdras Pavan. O assunto foi explorado exaustivamente nas redes sociais, por simpatizantes do grupo político do atual prefeito Moura Junior, que nomeou Lacerda para o cargo.

A vereadora Angela perguntou à Lacerda se ela e os seus colegas servidores, que contribuem para o Pauli Prev, teriam perdido mesmo os R$ 40 milhões. “Ainda não perdeu. Ainda não sumiram. Os quarenta milhões viraram títulos que estão nas mãos da BR Foods”, respondeu o presidente. Naquela ocasião, Lacerda já havia resgatado uma das aplicações, consideradas pela Plena Consultoria como sendo de altíssimo risco.

A operação, antes do prazo, gerou prejuízos ao fundo dos servidores de Paulínia. “Em relação ao outro fundo estamos ainda aguardando auditoria pra sabermos exatamente como está esse recurso”, afirmou Lacerda, em outubro. Tentamos contato com o presidente do Pauli Prev para atualizarmos esta informação, mas não conseguimos.

Foto: Cláudia Arantes/CMP

Foto: Cláudia Arantes/CMP

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