Através de denúncias, GM já acabou com cerca de 300 festas clandestinas

Da Redação
23/06/2020 16:06:27
Através de denúncias, GM já acabou com cerca de 300 festas clandestinas

Maick de Souza Lucizano, titular da pasta municipal de Segurança

Segundo secretário de Segurança, número representa 95% das ocorrências de furos da quarentena, registrados em Paulínia desde o início da pandemia

A pedido do Correio, a Secretaria Municipal de Segurança Pública  (SSP) de Paulínia informou que, até domingo (21), a Guarda Municipal (GM) atendeu 319 ocorrências por descumprimento da quarentena obrigatória (Decreto 7.773/2020) em razão da pandemia do novo coronavírus. 

Segundo relatório do Setor de Estatísticas da GM, encaminhado pela SSP, somente nos dois primeiros meses de isolamento social (março e abril) foram 248 denúncias comunicando, principalmente, a realização de festas clandestinas com aglomeração de pessoas, em residências e chácaras de aluguel para eventos.  

De acordo com o secretário de Segurança, Maick de Souza Lucizano, esse tipo de ocorrência representa 95% do total de atendimentos, até o momento. “Na maioria das vezes, a pessoa encerra o evento clandestino, porém, registramos um boletim interno. Tendo uma nova reclamação (do mesmo local) o responsável é conduzido até a delegacia (de Polícia Civil), onde o caso é registrado e, aí, ele responde civil e criminalmente (pelo descumprimento)”, explicou Lucizano.



Ainda segundo o secretário, as denúncias chegaram através dos telefones da GM (153 ou 3874.3646), exceto alguns casos em que moradores pararam viaturas e comunicaram. Na quinta-feira (18), véspera do feriado do “Sagrado Coração de Jesus”, padroeiro da cidade, a GM fez plantão na Praça do São José (foto acima) para evitar a realização de um “pancadão”, que costuma aglomerar centenas de pessoas no local.

Festas ou eventos em locais públicos ou privados (casas de shows, residências, espaços de locação de eventos, entre outros) continuam proibidos no município, bem como o funcionamento de bares, lanchonetes, restaurantes e similares. O artigo 268, do Código Penal, prevê  pena de detenção, de um mês a um ano, e multa, para quem  “infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. 

Fotos: Cedidas

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