Câmara arquiva denúncia contra prefeito e vereadores, após Plenário confirmar impedimento de membro da CP

Da Redação
10/09/2018 15:09:02
Câmara arquiva denúncia contra prefeito e vereadores, após Plenário confirmar impedimento de membro da CP

Com a suspeição acolhida, Gustavo Yatecola (PTdoB), presidente da sessão de julgamento, determinou o arquivamento

Por 5 votos favoráveis, dos suplentes Marquinho da Bola, Angela Calegaris, Luiz da Farmácia, Luciano Ramalho e Carlos Alberto Coelho, e 3 contrários, dos suplentes Neco Vieira, Heliton Gibi e Ney da Van, a Câmara Municipal de Paulínia acolheu o pedido de impedimento do também suplente Paulo Camargo Junior, o Sargento Camargo, que atuou como secretário da Comissão Processante (CP), que apurou a suposta troca de favores entre o prefeito Dixon Carvalho (Progressistas) e 13 vereadores. O nono suplente apto a votar, Marcelo de Souza preferiu abster-se, alegando seu envolvimento direto no episódio. 

A suspeição do Sargento Camargo foi levantada pelos vereadores Danilo Barros (PR) e Flávio Xavier (PSDC), após o Correio Popular de Campinas publicar uma matéria sobre uma suposta ajuda que secretário da CP teria recebido do vice-prefeito Sandro Caprino (PRB). O então presidente da CP, Tiguila Paes (PPS), indeferiu o pedido para suspender os trabalhos da comissão por conta do episódio, mas determinou a abertura do processo de suspeição e intimou o Sargento Camargo para que ele se defendesse, por escrito, o que foi feito. 

O relator da CP, Robert Paiva, também teve suspeição levantada pelos vereadores Barros e Xavier, que acusaram Paiva de ser parcial na condução do interrogatório das testemunhas de defesa. O relator também se defendeu por escrito e, depois, o presidente da CP emitiu parecer contrário à suspeição de ambos. Esse parecer foi apreciado pelo Plenário, na sessão desta segunda-feira (10), resultando na rejeição do acolhimento da suspeição contra o relator, e, no recebimento dela contra o secretário da CP.

Com isso, todos os atos do secretário Sargento Camargo, durante o funcionamento da Comissão Processante (CP) restaram nulos e, consequentemente, o arquivamento da denúncia foi determinado pelo presidente da sessão de julgamento, suplente Gustavo Yatecola (PTdoB). 

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