Relator recebe foto de “homem morto” e vê como possível ameaça

Da Redação
07/08/2018 18:08:27
Relator recebe foto de “homem morto” e vê como possível ameaça

"Não sei as reais intenções dessas pessoas, mas não vão me intimidar", diz relator

A imagem enviada por um celular de São Paulo foi entregue à Polícia Civil, que vai investigar o caso; Robert Paiva atua na CP que investiga Prefeito e Vereadores

Pela segunda vez, o suplente de vereador Robert Paiva recebe mensagens que sugerem ameaças à sua vida. Na manhã desta terça-feira (7), uma foto de um homem morto foi enviada via WhatsApp para o celular de Paiva, relator da Comissão Processante (CP) que apura suposta troca de favores (votos na Câmara por cargos na Prefeitura) entre o prefeito Dixon Carvalho (Progressistas) e 13 vereadores. 

O número de telefone utilizado para mandar a imagem é de São Paulo, e, a foto que aparece ao lado dele é fake. Além disso, o remetente não está na lista de contatos de Paiva. Ainda na manhã de hoje, o empresário e relator da CP procurou a Polícia Civil para registrar queixa. “É a segunda vez que recebo mensagem com característica de ameaça direta, e, assim como fiz na primeira, informei à autoridade competente para apurar os fatos. Não sei quais as reais intenções dessas pessoas, mas não vão conseguir me intimidar”, comentou Paiva.

No início de março, também pelo celular, Paiva recebeu uma mensagem de texto, cujo autor, além de descarregar xingamentos e palavras de baixo calão, afirmou saber a localização do trabalho e da residência do relator, bem como o carro que ele usava.  Além disso, a mensagem pedia para Paiva sair da Comissão Processante (CP). “Recado tá dado, seu verme”, disse o remetente da mensagem, cujo telefone é DDD 19.

O delegado titular de Paulínia, Rodrigo Luiz Galazzo, determinou um boletim de ocorrência complementar ao que foi registrado em março. “Agora, vamos abrir um inquérito e trabalhar para identificarmos os autores dessas mensagens”, disse ele, sem dar maiores detalhes. “Para não atrapalhar as investigações”, justificou e finalizou. Nos dois casos, as mensagens e os dados dos telefones foram entregues à polícia. 

Foto: Facebook/

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