“Será feito o pagamento?”, pergunta Kiko (PRB) sobre “dias parados” em 2011

Da Redação
18/05/2018 21:05:05
“Será feito o pagamento?”, pergunta Kiko (PRB) sobre “dias parados” em 2011

Sete anos depois, a maior greve do funcionalismo de Paulínia continua em debate

O prefeito Dixon Carvalho (Progressistas) está sendo muito criticado por não cumprir um de seus principais compromissos com a categoria pública municipal

De forma curta, direta e objetiva, o vereador Kiko Meschiati (PRB) questiona o prefeito Dixon Carvalho sobre um dos principais compromissos do progressista com a categoria de servidores públicos de Paulínia: o pagamento dos 64 dias de greve, em 2011. 

“Será feito o pagamento?”, pergunta Kiko (PRB), e complementa: “Se sim, qual o planejamento e a partir de quando? As perguntas estão em um dos requerimentos do parlamentar pautados para a sessão da próxima terça-feira (22). Por lei, o prefeito municipal tem prazo de 30 (trinta) dias para responder. 

A greve marcou a gestão 2009/2012 do ex-prefeito José Pavan Junior (PSDB), que, também, foi cobrado pelo ex-vereador Custódio Campos (PT), em 2012, e pelo vereador Danilo Barros (PR), em 2016, sobre o pagamento dos dias parados. O sucessor de Pavan, Edson Moura Junior (MDB) também prometeu pagar, mas ambos deixaram a Prefeitura sem resolver a questão, segundo eles, por impedimentos jurídicos.  

Em primeira instância, a maior paralisação do serviço público municipal foi julgada ilegal. À época, a então juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves  determinou a volta dos servidores ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.  O processo segue tramitando em Brasília. 

No último dia 5, o atual secretário municipal de Recursos Humanos, Pedro José Gonçalves, enviou ofício ao STSPMP (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Paulínia) informando que: “após analisada em apartado (da pauta de Reivindicações 2018) pela Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos, trouxe por conclusão que os dias paralisados em face da deflagração da greve, neste exato momento, não poderão ser pagos pela Administração Municipal  na conformidade dos declaratórios judiciais, aguardando-se pronunciamento futuro”.  Para o STSPMP, “a lei permite o pagamento” dos dias parados. 

Foto: Reprodução/Portal de Paulínia

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