Justiça Eleitoral determina diligências nas contas de Tuta, Adriano e Yamada

Da Redação
21/02/2017 21:02:07
Justiça Eleitoral determina diligências nas contas de Tuta, Adriano e Yamada

A Justiça Eleitoral ainda analisa as contas de Pavan (PSDB) e Kielson (PMB)

Ex-candidatos a Prefeito de Paulínia serão notificados para esclarecimentos e apresentação de documentos

A Justiça Eleitoral de Paulínia analisou as prestações de contas dos ex-candidatos a prefeito, nas eleições 2016, Tuta Bosco (PPS), Adriano Moura (PMDB), Daniel Messias (PCO) e Roberto Yamada (PSOL). Em seu parecer técnico, o analista das contas Ademir Ferreira Lima afirmou não ter encontrado nenhuma irregularidade na prestação de Messias (PCO). “Considerando o resultado da análise técnica empreendida na prestação de contas, manifesta-se este analista pela sua aprovação”, recomendou ele. 

Nas demais prestações de contas, Lima apontou inconsistências, descumprimentos de prazos legais, entre outras supostas irregularidades. Os ex-candidatos serão notificados pela Justiça Eleitoral para esclarecimentos e apresentação de documentos que comprovem a regularidade das operações questionadas. Confira, abaixo, o resumo dos apontamentos.

Tuta Bosco (PPS)
- Recursos arrecadados sem envio à Justiça Eleitoral dos Relatórios Financeiros de Campanha
- Recursos próprios estimáveis em dinheiro não declarados na ocasião do registro de sua candidatura
- Recebimento de doações de imóvel e carros em desacordo com o art. 19, caput, da Resolução TSE nº 23.463/2015
- Divergência nos valores informados a título de receita.
- Despesas contraídas junto a pessoas jurídicas e informadas por meio de outros documentos, e não por notas fiscais.
- Despesas realizadas após a data da eleição, contrariando o disposto no art. 27, parágrafo 1º da Resolução TSE nº 23.463/2015.
-Inconsistências quanto a situação fiscal e dados de fornecedores.
de alguns
- Divergências entre as informações relativas às despesas, constantes da prestação de contas, e aquelas constantes da base de dados da Justiça Eleitoral.
- Gastos eleitorais anterior  à data da primeira prestação de contas parcial.
- Doações de pessoas físicas com indícios de ausência de capacidade econômica para doar.
- Doações realizadas com indícios de fraude na identificação do doador.
- Fornecedores com indícios de incapacidade operacional para prestar o serviço ou fornecer o material contratado.

Roberto Yamada (PSOL)
- Aplicação de recursos próprios superior ao valor do patrimônio declarado no ato do registro de candidatura, revelando indícios de utilização de recursos de origem não identificada.
- Doações de bens e serviços não transitadas pela conta bancária de campanha. 
- Omissão de receitas e gastos eleitorais.
- Divergências na movimentação financeira registrada na prestação de contas e aquela registrada nos extratos bancários.

Adriano Moura (PMDB)
- Falta de instrumento de mandato para constituição de advogado, assinado.
- Receitas sem a identificação do doador.
- Divergências na movimentação financeira registrada na prestação de contas e aquela registrada nos extratos bancários.

PSDB/PMB
A Justiça Eleitoral ainda analisa as prestações de contas dos ex-candidatos José Pavan Junior (PSDB) e Kielson Prado (PMB).

Foto: Ilustração

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