Mesmo cortando almoço de funcionários terceirizados, Câmara de Paulínia vai gastar R$ 139 mil a mais com...

Da Redação
01/05/2015 14:48:00
Mesmo cortando almoço de funcionários terceirizados, Câmara de Paulínia vai gastar R$ 139 mil a mais com alimentação este ano

[imagem] A alimentação de vereadores, funcionários efetivos e comissionados da Câmara Municipal de Paulínia custará mais cara ao contribuinte paulinense, em 2015. No dia 18 de março último foi assinado um novo contrato (veja o extrato) com a empresa Alinutri Refeições Industriais, no valor de R$ 758.962,39 (setecentos e cinquenta e oito mil, novecentos e sessenta e dois reais e trinta e nove centavos), contra R$ 619.840,08 (veja o extrato), gastos no ano passado – um aumento de pouco mais de 22% ou R$ 139.122,31 (cento e trinta e nove mil, cento e vinte e dois reais e trinta e um centavos) mais caro. 


Já em relação ao ano de 2013, quando a Câmara gastou R$ 595.198,80 (quinhentos e noventa e cinco mil, cento e noventa e oito reais e oitenta centavos) (veja o extrato) com alimentação, o custo em 2015 subiu quase R$ 164 mil. De 2013 para 2014 o aumento foi de apenas R$ 24.641,28 (vinte e quatro mil, seiscentos e quarenta e um reais e vinte e oito centavos).

Contradição

Em fevereiro deste ano, o atual presidente Sandro Caprino (PRB) anunciou o corte do almoço dos funcionários de empresas terceirizadas, como a Corpus (leia sobre), que prestam serviços na Câmara Municipal de Paulínia. A medida gerou muita polêmica, pois, além de não poder comer a alimentação servida pela Alinutri, o funcionalismo terceirizado foi proibido de usar o refeitório da Casa, onde vereadores, assessores e servidores efetivos almoçam diariamente.

Na época, o presidente alegou estar seguindo uma suposta recomendação do Tribunal de Conta do Estado (TCESP), contrária ao fornecimento de almoço para terceirizados da Câmara, já que os mesmos recebem vale-refeição das empresas, nas quais trabalham.

Na Nota Oficial sobre o corte, o presidente Sandro Caprino (PRB) fez a seguinte afirmação: “Caso a Câmara continuasse a fornecer alimentação a estes profissionais (os funcionários das empresas terceirizadas), sua direção poderia sofrer sanções do Tribunal de Contas por estar realizando uma DESPESA IMPRÓPRIA, ou seja, não justificável juridicamente, que chegaria a casa dos R$ 100 mil ao ano”. Entretanto, em vez de diminuírem, os custos da Câmara com alimentação subiram mais de R$ 139 mil. 

Outro lado

Questionamos a Câmara de Paulínia sobre o aumento no valor do contrato da alimentação servida pela Casa, se novos e quantos funcionários foram contratados, mas a assessoria de imprensa da Presidência Legislativa não nos respondeu. 

Foto:  Arquivo/CP Imagem

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