Por 11 votos a 4, aliados mouristas continuam no comando do Legislativo Municipal

Da Redação
15/12/2014 12:05:00
Por 11 votos a 4, aliados mouristas continuam no comando do Legislativo Municipal

[imagem] A partir de 2015, sai Marcos Roberto Bonlonhesi, o Marquinho Fiorella (PP), e entra o novato Sandro Caprino (PRB) na Presidência da Câmara Municipal de Paulínia, que disputou o cargo com a vereadora Angela Duarte (PRTB). A votação terminou neste momento e o placar foi de 11 votos para Caprino (PRB) e 4 para Angela (PRTB). Completando a Nova Mesa Diretora, que toma posse dia 1º de janeiro, vem Fiorella (PP) Vice Presidente, Simeia Zanon (PROS) 1ª Secretária e  Tiguila Paes (PRTB) 2º Secretário.

Perfil

O presidente eleito da Câmara Municipal de Paulínia tem 43 anos e está no primeiro mandato de vereador. Disputou a primeira vez em 2008, pelo PPS, e teve 697 votos. Voltou a concorrer em 2012, dessa vez pelo PRB, partido que integrou a coligação “Sorria Paulínia”, encabeçada pelo ex-prefeito Edson Moura (PMDB), conseguindo eleger-se com 1.482 votos.

Em julho do ano passado foi nomeado líder do governo sub judice Edson Moura Junior (PMDB), tendo cumprido com muito afinco a árdua tarefa de defender os desmandos ocorridos na cidade, pelos quais ele tem pago um preço político à altura.  Neste primeiro biênio de mandato, Caprino (PRB) mostrou-se um vereador dado à polêmicas e sem muito equilíbrio para lidar com as críticas da opinião pública.

Na sessão legislativa de 1º de outubro do ano passado, o vereador perdeu o controle com críticos na plateia e xingou todos eles de “bobos e vagabundos”. Em outra sessão chegou a apostar o próprio carro com uma munícipe, que não simpatiza com o mandato dele. Recentemente, ingressou com nove ações contra o Facebook, por supostas ofensas contra a sua honra postadas na rede social. Uma delas é o apelido de “Cabrito”, que ganhou de alguns adversários políticos. 

Caprino pediu para a Justiça mandar retirar da rede as postagens com a referida expressão, mas o juiz de Paulínia Carlos Eduardo Mendes indeferiu o pedido, por entender que a expressão é mais um gracejo do que ofensa. Caprino (PRB) também não gostou de ter sido chamado de evangélico pelo jornalista Mizael Marcelly e está processando esta empresa de comunicação, pedindo quase 30 mil reais de indenização, por danos morais.

Com a eleição de Caprino (PRB) a Presidência da Câmara de Paulínia volta a ser 100% mourista,  mas a oposição promete não dar trégua, o que indica que o mandato do novo presidente não será nada fácil.

Fotos: Claudia Arantes/CMP

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