O jacaré passeava “de boa”, quando foi “escolhido” para “cabo eleitoral”; Que lições deixa uma campanha onde acontece de tudo e um...

Da Redação
25/11/2020 19:11:01
O jacaré passeava “de boa”, quando foi “escolhido” para “cabo eleitoral”; Que lições deixa uma campanha onde acontece de tudo e um pouco mais?

Du Cazellato, Edson e Nani Moura: 2 a 0

Booooooooooooooooooooooooooa nooooooooooooooooooooooite, meus amoooooooooooooooooores. Dez dias depois, a reeleição do prefeito Du Cazellato (PL) continua sendo o babado político mais comentado do ano. Segundo vereador eleito Prefeito da City (o primeiro foi Benedito Dias de Carvalho, em 1985), Cazellato enfrentou e derrotou, duas vezes seguidas, a emedebista Nani Moura, sem se deixar intimidar pelo poderio político do ex-prefeito Edson Moura, marido e maior cabo eleitoral de sua principal adversária. Com isso, muitos afirmam que, além de se reeleger, Cazellato colocou o ponto final que faltava na longa e, até então, bem sucedida trajetória política de Moura. 

O retrovisor eleitoral da city mostra que a diferença de 7.327 votos, entre Cazellato e Nani (26.932 x 19.605), na disputa majoritária deste ano, foi a maior das últimas quatro eleições municipais.  Em 2008, filiado ao DEM, José Pavan Junior derrotou o então petista Dixon Carvalho, por 1.491 votos (17.857 x 16.366). Quatro anos depois, Pavan, já no PSB, perdeu para o emedebista Edson Moura Junior, hoje no PSD, por 2.992 votos (20.385 x 17.393). 

Em 2016, Dixon Carvalho, filiado ao PP (atual Progressistas), venceu Pavan, que trocou o PSB pelo PSDB, com apenas 559 votos a mais (17.798 x 17.239). No ano passado, Cazellato conquistou o primeiro mandato de prefeito por uma diferença de 1.908 votos, em relação à segunda colocada, Nani Moura (13.119 x 11.211). 

A vantagem de votos que marcou a vitória de Cazellato, no último domingo (15), também foi maior do que a registrada nas eleições de 2000, quando Edson Moura (MDB) derrotou Pavan (à época no PFL, atual DEM) por 5.084 votos a mais (17.246 x 12.162). Portanto, os números comprovam que, na Eleição 2020, Cazellato sagrou-se o mais influente político paulinense da atualidade. 

Já a campanha foi a mais baphônica dos últimos 24 anos, teve picos de tensão nunca registrados antes, e como nenhuma outra deixou importantes lições, principalmente, para candidatos e militantes que exageraram na dose contra os adversários. Foi também a primeira campanha que teve um animal "cabo eleitoral": o JACARÉ da Lagoa do João Aranha.

O animalzinho dava mais um de seus passeios pela lagoa, quando atraiu câmeras de celulares da oposição “apavorada” com o que, para o réptil, sempre foi a coisa mais natural do mundo:  andar, pegar um solzinho, e depois voltar lindoooooooooooooooooooooo para a água, sem atacar ninguém - aliás, até o momento, nunca atacou. As cenas bombaram nas redes sociais, o jacaré virou celebrity, mas só rendeu muitas curtidas e compartilhamentos. VOTO MESMO, que era a intenção, NENHUM. Pense num "cabo eleitoral" ruim de voto!!!

Outra cena explorada politicamente nesta campanha foi protagonizada por dois homens e uma mulher, de safadeza em plena luz do dia, nas proximidades da antiga rodoviária da city. Os “51 segundos” de sexo oral explicito viralizaram pelo WhatsApp, e a oposição martelou que a culpa era da atual administração municipal, que não fazia nada para impedir situações deploráveis como aquela. 

Pois é, essa campanha acabou revelando mais uma “obrigação” de quem ocupa o cargo de prefeito: ficar rodando pela city, à procura de desavergonhados transando em público. Bizarro. Se fosse assim, todos os prefeitos anteriores prevaricaram nesse quesito, principalmente os que administraram o município nos tempos em que o entorno do Parque Zeca Malavazzi era um verdadeiro motel a céu aberto, com pernas, bundas e outras coisas expostas para quem quisesse ver. Escrevi na minha página pessoal, e repito aqui: “Gente ESCROTA, fazendo SEXO NA RUA, em plena luz do dia, É CASO DE POLÍCIA (Art. 233 do CP), NÃO DE POLÍTICA”. Na minha opinião, foi mais um balaço no pé, que rendeu zero de votos.

Outras cenas lamentáveis e bizarras, jamais vistas em campanhas anteriores, marcaram a corrida eleitoral paulinense deste ano. Entretanto, a maioria do eleitorado não caiu no ultrapassado “VALE TUDO PELO VOTO”. A Justiça Eleitoral atuou com firmeza contra as fake news, mandando tirar do ar páginas e postagens políticas, bem como recolher jornais impressos, por divulgarem, segundo a magistrada Marta Brandão Pistelli, “fatos inverídicos”.

Entre as muitas lições deixadas pela campanha eleitoral 2020, quero destacar as cinco principais, na minha leitura e ordem. 1- Os eleitores defenderam a ESTABILIDADE POLÍTICO-ADMINISTRATIVA da city, quando reprovaram mais uma tentativa de emplacar o famoso “VOTE EM UM E LEVE DOIS”, que só deu “certo” em 2012, mergulhando Paulínia em uma INSTABILIDADE POLÍTICA sem precedentes. 2 - Foi-se o tempo em que ser filho ou esposa de algum líder político bastava para explodir de votos nas urnas, e ocupar a principal cadeira do Poder Executivo. A cada eleição, as propostas dos(as) candidatos(as) dominam a atenção do eleitorado, mais do que qualquer outra coisa.  

3 - Para disputar o comando de uma cidade, além de ter o mínimo de capacidade e experiência, é preciso morar nela, conhecer de perto os problemas da população, e participar ativamente da luta diária por soluções. 4 - Não existe imbatível nas urnas, e muito menos salvador da pátria. 5 -  Os eleitores não aprovam quem só aponta o dedo para o outro, em vez de falar de si e dizer a que veio. Espero que os políticos locais, novatos e veteranos, tenham aprendido muito com tudo isso e, principalmente, entendido que eleição não se ganha com truques amadores e apelativos.   

Decretar que o mourismo foi enterrado de vez, no domingo (15), na minha opinião, ainda é um tanto precoce. Seria preciso, pelo menos, mais duas derrotas consecutivas para poder afirmar isso, de boca cheia. No entanto, a segunda derrota consecutiva do MDB, dessa vez arrasadora, não deixou um pingo de dúvida sobre o que a população realmente deseja e quer: UMA NOVA  E SÓLIDA ERA POLÍTICO-ADMINISTRATIVA PARA A CIDADE, SEM TRAUMAS, SEM TROCAS DE PREFEITOS E, PRINCIPALMENTE, MAIS JUSTA PARA TODOS. E, as primeiras caras do soberano desejo popular foram eleitas em 2019 e reeleitas em 2020: DU CAZELLATO (PL) e SARGENTO CAMARGO (PSL). 

Agora, é esperar que PREFEITO e VICE-PREFEITO continuem honrando tamanha responsabilidade. Que nos próximos quatro anos eles trabalhem incansavelmente para oferecer à população o melhor em saúde, educação, segurança e transporte público. Que criem programas de geração de emprego e renda, e de moradia popular. Que recuperem e deem um destino social para cada prédio público abandonado. Que terminem e entreguem a nova “Ponte do João Aranha”, essencial para melhorar toda a mobilidade urbana da city. E, que cumpram o programa de governo aprovado por quase 27 MIL PAULINENSES.

Por hoje, é só. Uma noite abençoaaaaaaaaaaaaaaaaada para vocês, amaaaaaaaaaaaaaaaados e amaaaaaaaaaaaaaaaadas. DEUS ABENÇOE A TODOS. Beeeeeeeeeeeeeeijos e abraaaaaaaaaaaaaços. Au revoir!

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

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