A despesa aparece no Orçamento de 2015, que já está na Câmara de Vereadores e deve ser votado até dezembro

Da Redação
06/11/2014 17:13:00
A despesa aparece no Orçamento de 2015, que já está na Câmara de Vereadores e deve ser votado até dezembro

[imagem] A consulta pública terminou dia 24 de outubro, o processo de escolha da empresa que executará as obras está previsto para começar somente em janeiro próximo, a proposta ainda não foi encaminha à Câmara Municipal, mas a Parceria Público-Privada (PPP) do Parque Brasil 500, na modalidade concessão administrativa (bancada com dinheiro público),  já tem R$ 85.200.000,00 (oitenta e cinco milhões e duzentos mil reais) garantidos no Orçamento 2015, que tramita no legislativo e deve ser votado até dezembro. 


O dinheiro será usado na construção de um centro de convenções, dentro do complexo Brasil 500, cuja área é de 1,7 milhão de metros quadrados. Além do centro, o projeto prevê também a construção de hotéis no local e o valor total estimado das obras é de R$ 233.000.000,00 (duzentos e trinta e três milhões de reais).

No dia 8 de outubro, a administração Edson Moura Junior (PMDB) reuniu cerca de 100 pessoas, entre vereadores, servidores públicos e sociedade civil, durante a audiência pública de apresentação do megaprojeto, que consumirá, no mínimo, mais de R$ 1 bilhão dos cofres paulinenses, nos próximos 30 anos, caso seja aprovado e executado. Pelo projeto apresentado, o sambódromo construído na primeira gestão (1993/1996) do ex-prefeito Edson Moura, pai do atual prefeito de Paulínia, deixará de existir. 

Os estudos técnicos da PPP foram feitos pela empresa de engenharia JC Gontijo, cujo dono, José Celso Gontijo, ficou conhecido no escândalo do “Mensalão do DEM”, em 2009, como o “homem da propina” (leia matéria). Segundo informações da prefeitura, a JC Gontijo não recebeu pela realização dos estudos técnicos, o que só acontecerá se a PPP do Brasil 500 for aprovada e a empresa não vencer a licitação para executar as obras. Embora construídas com dinheiro e em terreno públicos, as obras serão administradas, inclusive financeiramente, por empresas privadas. 

Foto: Divulgação

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