O vereador não quis revelar questionamento e questionador. Além de desmembrar a pasta, o PL cria 63 cargos comissionados na Prefeitura

Da Redação
30/10/2014 21:07:00
O vereador não quis revelar questionamento e questionador. Além de desmembrar a pasta, o PL cria 63 cargos comissionados na Prefeitura

[imagem] Na sessão de terça-feira (28) foi adiada, pela segunda vez, a votação final do Projeto de Lei 35/14, que desmembra a Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Paulínia, além de criar 144 novas vagas, sendo 63 de cargos comissionados, no serviço público da cidade. O primeiro adiamento aconteceu no dia 14, quando o líder mourista Sandro Caprino (PRB) pediu vistas do projeto, segundo ele, para poder analisar melhor a proposta do prefeito Edson Moura Junior (PMDB), que já se encontra na Casa há mais de três meses. 


Dessa vez, o pedido de vistas foi feito pelo vereador Gustavo Yatecola (PT do B), que também faz parte da base mourista na Câmara Municipal. Segundo o vereador, ele teria sido procurado por um funcionário da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, que levantou uma dúvida sobre o projeto. “Achei a dúvida dele bastante coerente e fiz uma solicitação direta ao Executivo, na questão desta dúvida, mas até o presente momento não obtive resposta. Então, gostaria de pedir novamente vista deste projeto”, disse Yatecola.

Antes do pedido ser aprovado por 12 votos, com a ausência do vereador Zé Coco (PTB), o vereador Fábio Valadão (PROS) pediu para usar a palavra, mas o presidente da Casa, Marcos Roberto Bolonhezi, o Marquinho Fiorella (PP), disse que o pedido não seria discutido, apenas votado.

No início desta noite, nossa reportagem perguntou a Gustavo Yatecola (PT do B) sobre o servidor de Obras e qual a dúvida levantada por ele. “Não quero expor a pessoa, pois ela trabalha lá dentro. Já sobre a dúvida dele falarei apenas na sessão em que o projeto for votado”, respondeu o vereador. 

Por fora, nos corredores legislativos e nas mesas políticas da cidade, são cada vez mais intensos os rumores sobre uma suposta pressão que vereadores mouristas estariam fazendo junto ao prefeito Edson Moura Junior (PMDB), para ele liberar parte dos cargos comissionados a serem criados pelo projeto. Os vereadores gostariam de empregar pessoas da confiança deles, principalmente, aquelas que os ajudaram na campanha eleitoral de 2012. 

Foto: Claudia Arantes/CMP

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