O empreendimento será aprovado “no escuro”, como foi a Terceirização da Saúde?

Da Redação
12/10/2014 18:05:00
O empreendimento será aprovado “no escuro”, como foi a Terceirização da Saúde?

[imagem] Pelo tamanho e importância da responsabilidade que a Câmara Municipal de Paulínia terá pela frente, com a Parceria Público-Privada (PPP) do Parque Brasil 500, o número de vereadores na Audiência Pública de apresentação e discussão da proposta de Moura Junior (PMDB), demonstra que a maioria não está muito interessada no assunto, pelo menos, neste primeiro momento. Um assunto que, se vingar, consumirá, por baixo, 1 bilhão de reais do povo paulinense. 


Dos sete presentes (Tiguila Paes, Custódio Campos, Angela Duarte, Fábio Valadão, Doutor João Mota, Gustavo Yatecola e João Mota Pinto), quatro (Angela, Valadão, Doutor João Mota e Custódio) formam a bancada de oposição.  Já Sandro Caprino, Du Cazellato, Zé Coco, Simeia Zanon, Marquinho da Bola, Edilsinho Rodrigues, Danilo Barros e Fiorella, que completam a base mourista, no Legislativo, não deram as caras.

O Secretário Chefe de Gabinete, José Carlos Bueno de Queiróz Santos, que abriu e encerrou a Audiência, foi bem claro: “SERÃO SUBMETIDAS À CÂMARA VÁRIAS QUESTÕES QUE SÃO NECESSÁRIAS PARA O PROSSEGUIMENTO DA LICITAÇÃO. Traduzindo: A “PPP DO PARQUE BRASIL 500” ESTÁ NAS MÃOS DOS VEREADORES. São eles que vão autorizar ou não Moura Junior (PMDB) encher os bolsos da JC Gontijo Engenharia S/A, empresa que realizou “de graça” os estudos técnicos da PPP e é apontada como favorita à vencedora da licitação pública bilionária, além, ainda, da possibilidade de se tornar dona de áreas pertencentes ao município.

Sendo assim, a participação de todos os vereadores em qualquer reunião relacionada à esta PPP se faz indispensável, pois o governo municipal tem pressa (e muita pressa) para aprovar logo isso e a Câmara tem que estar bem preparada para votar, favorável ou não. Mesmo devendo obediência ao prefeito Moura Junior (PMDB), os vereadores aliados não podem agir com a “PPP do Brasil 500” da mesma forma que agiram com a “Terceirização da Saúde”, aprovada por 9 deles: NO ESCURO, pois ninguém sabe o que será terceirizado e quanto custará aos cofres públicos. 

No caso da PPP, os vereadores já sabem que envolve muito (mais muito) dinheiro público, entretanto, ainda desconhecem todos os detalhes do projeto. Evidentemente, a Audiência da PPP, que durou pouco mais de duas horas, não formou especialistas no projeto, mas serviu para discutir o mérito da proposta e provocar uma questão de suma importância: O QUE DEVE SER PRIORIDADE, NESTE MOMENTO: INVESTIR NA RECUPERAÇÃO DE SETORES ESSENCIAIS, COMO SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, MERGULHADOS NUMA CRISE SEM PRECEDENTES, OU EM MAIS UM EMPREENDIMENTO MEGALOMANÍACO, SONHO DO PAI DO ATUAL PREFEITO, QUE, SE APROVADO, VAI RASPAR O TACHO PÚBLICO, PARA TORNAR AINDA MAIS RICOS EMPRESÁRIOS QUE JÁ NÃO SABEM AONDE COLOCAR TANTO DINHEIRO? Sem falar do duvidoso retorno que a cidade terá, conforme dito na Audiência. Se for igual ao retorno que o Polo Cinematográfico trouxe, a cidade será ferrada, mais uma vez. 

Como vem fazendo com todos os projetos que envia à Câmara, desde que foi colocado no cargo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito Moura Junior (PMDB) não vai querer dá muitos detalhes da PPP aos vereadores. No máximo, algumas “conversinhas reservadas” com os aliados, antes de cada votação, poderão ser suficientes para incluí-los nesta “barca furada”, sem que eles se deem conta do alto preço que podem pagar, por isso, nas urnas de 2016. Além da consequência política, não podemos esquecer a moral. 

A PPP do Parque 500 não é simplesmente mais um teste de fidelidade, bem no estilo “João Kleber”, entre vereadores e prefeito., mas sim uma grande oportunidade da Câmara de Paulínia decidir o que é prioridade para a população, que ela representa. Mesmo que sejam verdadeiros, os supostos benefícios desta PPP serão a longo prazo. De imediato mesmo, apenas a saída do dinheiro dos cofres públicos, direto para o caixa da empresa que vencer a licitação e, de lá, parte para os “bolsos de uma minoria privilegiada”. 

Foto: Reprodução/Internet

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