Quase dois anos depois das primeiras denúncias, o caso foi exibido ontem à noite pelo Fantástico e teve hoje a sua primeira...

Da Redação
08/09/2014 20:55:00
Quase dois anos depois das primeiras denúncias, o caso foi exibido ontem à noite pelo Fantástico e teve hoje a sua primeira audiência

[imagem] O promotor eleitoral de Paulínia,  Henrique Simon Vargas Proite, afirmou em entrevista à EPTV/Campinas  que são contundentes as provas contra o ex-prefeito Edson Moura (PMDB) e o filho dele Edson Moura Junior (PMDB), atual prefeito de Paulínia, acusados de compra de votos nas eleições municipais de 2012.

Quase dois anos depois do escândalo estourar na internet, na imprensa local e regional, o caso teve a primeira audiência na tarde de hoje (8), quando foi ouvida uma testemunha de acusação, que, segundo o promotor Proite, afirmou ter recebido 150 reais para votar no candidato peemedebista.


Nossa reportagem teve acesso aos bastidores da audiência de hoje, mas como o processo corre em segredo de justiça não podemos divulgar as informações. Caso pai e filho acabem condenados também neste processo, o atual prefeito e o vice Bonavita (PTB) terão os mandatos cassados pela terceira vez, em menos de um ano. Atualmente, Moura Junior (PMDB) e Bonavita (PTB) se sustentam nos cargos com liminares concedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo.

Fantástico

O programa da Rede Globo exibiu ontem à noite uma matéria especial sobre prefeitos acusados de compra de votos, nas eleições municipais de 2012. O prefeito de Paulínia Edson Moura Junior (PMDB) foi um dos prefeitos denunciados pela reportagem, juntamente com o pai dele, Edson Moura (PMDB), que administrou a cidade de 93 a 96, depois de 2001 a 2008. 

Barrado pela Lei da Ficha Limpa, em 2012, Moura renunciou à candidatura horas antes da votação, colocando o filho em seu lugar. Moura Junior (PMDB) acabou eleito, com 41% dos votos válidos, mas em outubro do mesmo ano teve o registro de candidato indeferido pela Justiça Eleitoral e só conseguiu recuperá-lo cerca de sete meses depois, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. 

Foto: Reprodução/Internet

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