A votação do “PL 37” mostrou que Vereador pode sim ter decisão própria, quando a maioria decide pela...

Da Redação
07/09/2014 15:42:00
A votação do “PL 37” mostrou que Vereador pode sim ter decisão própria, quando a maioria decide pela “injustiça e desigualdade”

[imagem] A primeira campanha do sobrinho-neto do saudoso José Mota, cinco vezes vereador da cidade, nas décadas de 60, 70 e 80, foi em 2008. Por uma diferença de apenas 58 votos ele perdeu o posto de primeiro Vereador do Partido dos Trabalhadores (PT) de Paulínia para Custódio Campos, eleito com 702 votos. Quatro anos depois, o publicitário e advogado, formado na PUC Campinas e Universidade São Francisco de Bragança Paulista, respectivamente, foi o mais votado do partido para a Câmara Paulinense, com 628 votos, e iniciou um novo jeito petista de legislar.


Ufa! Ainda bem que João Carlos Mota, o Doutor João Mota, nunca concordou com a ideia furada de que “pessoas boas, honestas e ideológicas têm que ficar longe da Política”. Se a atual legislatura da Câmara de Paulínia terminasse hoje, certamente, o Doutor não seria apenas mais um na Galeria de Vereadores, mas sim o GRANDE ORGULHO DOS PETISTAS PAULINENSES e quiçá da cidade, pois o “jeito João Mota de ser Vereador” vem provando que nem sempre o joio danifica o trigo.

O petista e homem sangue bom não é do tipo que empenha a palavra e depois “foge” para o estrangeiro, se esconde em um centro médico, finge comoção com crianças, faz demagogia com selo de programa social ou se apoia numa decisão equivocada do partido, para não cumpri-la. Ao votar contra o Projeto de Lei 37/2014, Doutor João Mota demonstrou que Vereador pode sim ter decisão própria, quando o Partido, Colega de Partido e a maioria dos Colegas de Câmara decidem a favor da INJUSTIÇA E DESIGUALDADE DE DIREITOS. Doutor João Mota não se rendeu ao poderoso lobby do grupo político que tem sido implacável na destruição da honra pessoal e política daqueles que não estão nem aí para “essas coisas”.

“Ele é um exemplo de caráter, dignidade e compromisso com o coletivo”, definiu o colega de Câmara e profissão Fábio Valadão (PROS), que votou com o Doutor João Mota pela “JUSTIÇA E IGUALDADE DE DIREITOS”. Não sabemos quais as consequências políticas que o petista sofrerá, por não ter seguido a orientação do partido na votação do “PL 37”. Entretanto, só o fato de não ser apontado nas ruas como um covarde, sem palavra, sem vontade própria ou interesseiro fará Doutor João Mota terminar o seu primeiro mandato gritando que “VALEU À PENA”, pois engana-se quem acredita que as convicções e ações de um político não traduzem, necessariamente, como ele pensa e age pessoalmente.  

Foto: Lucas Rodrigues/CP Imagem

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