O servidor da Educação, William Santos Rodrigues está no cargo desde maio, com salário mensal de R$ 7.738,00

Da Redação
21/08/2014 18:18:00
O servidor da Educação, William Santos Rodrigues está no cargo desde maio, com salário mensal de R$ 7.738,00

[imagem] Na edição 1068, de 4 de junho, do Semanário Oficial do Município de Paulínia foi publicada a portaria de nomeação do servidor estatutário William Santos Rodrigues, para o cargo comissionado de Diretor de Departamento de Museus, símbolo CC7, cujo salário mensal é de R$ 7.738,00 (sete mil, setecentos e trinta e oito reais). Entretanto, o Museu Municipal, único da cidade, localizado na Avenida José Paulino, foi desativado em 2005 pelo então prefeito Edson Moura (PMDB), pai do atual prefeito Edson Moura Junior (PMDB).


O diretor de Departamentos de Museus de Paulínia, subordinado à Secretaria de Cultura, é, originalmente, servidor da Educação, onde atuava como professor infantil. Em setembro do ano passado, o servidor já havia sido designado para Chefe de Serviço, nível médio, da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, através da Portaria 952/2013, revogada integralmente pela 306/2014.  Rodrigues é considerado um influente militante do grupo político do atual prefeito e preside a Juventude do PMDB de Paulínia. Atualmente, o funcionário está envolvido na mostra “Jubileu de Ouro de Paulínia”, que acontece até fevereiro de 2015, no hall da Prefeitura Municipal.

Nossa reportagem deixou uma mensagem no Facebook do diretor William, mas até a publicação desta matéria ele não havia nos respondido. A Secretária de Cultura, Mônica Trigo, também não foi encontrada, para comentar o assunto. Na administração passada, o cargo chegou ser ocupado, mas depois o prefeito decidiu mantê-lo vago, até a reativação do Museu Municipal, que ainda não aconteceu. 

Museu Municipal

Em 2005, o então prefeito de Paulínia, Edson Moura (PMDB), desativou o Museu Municipal de Paulínia, que funcionava na principal avenida da cidade. A desativação fazia parte do megaprojeto de revitalização da região central do município, que incluía a construção de uma Pirâmide, conhecida como Manto de Cristal, em cima da Igreja São Bento, ao lado do museu.  

Na época, o ONG Ama Paulínia denunciou graves irregularidades no projeto de Moura e a Justiça acabou embargando a obra, que permanece até hoje. Além disso, a comunidade católica foi radicalmente contra a Igreja São Bento ser coberta pela pirâmide de cristal.

Mesmo com a obra embargada pela Justiça, o prefeito Moura (PMDB) autorizou o pagamento de cerca de R$ 114 milhões à construtora responsável. Na campanha eleitoral de 2012, durante um debate promovido pela VTV/TVB, entre os candidatos à Prefeitura de Paulínia, o então candidato Edson Moura (PMDB) justificou que o dinheiro da “pirâmide fantasma” havia sido usado em melhorias na Avenida José Paulino. 

Foto: Lucas Rodrigues/CP Imagem

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