Comissão foi criada em outubro passado para investigar supostas irregularidades na rede municipal, apontar eventuais responsáveis e...

Da Redação
16/06/2014 18:05:00
Comissão foi criada em outubro passado para investigar supostas irregularidades na rede municipal, apontar eventuais responsáveis e soluções para o caos instalado na rede

[imagem] Mizael Marcelly

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada pela Câmara Municipal de Paulínia para apurar supostas irregularidades na Rede Municipal de Saúde encerrará os trabalhos nesta terça-feira (17), durante a 11ª sessão ordinária, a partir das dez horas da manhã.

Apesar de não constar na pauta do dia, o relatório final das investigações, que duraram quase oito meses, será lido em plenário pelo primeiro secretário da Mesa, vereador Edilsinho Rodrigues (PPS), a pedido do presidente da CEI, vereador Tiguila Paes (PRTB). 
 
Após vários embates entre Comissão e Procuradoria Jurídica, a Câmara contratou, na reta final, uma empresa de consultoria para ajudar na elaboração do relatório. A contratação custou pouco mais de R$ 70 mil aos cofres públicos.


Criada em outubro do ano passado, a CEI da Saúde foi composta por Tiguila Paes (Presidente), Du Cazellato (Vice-Presidente), Edilsinho Rodrigues (Sub-relator), Custódio Campos (Relator) e João Mota Pinto (Secretário). Os parlamentares passaram quase 240 dias investigando o setor da saúde, mergulhado em um caos que vem penalizando há vários anos a população usuária da rede, mas que agravou-se drasticamente nos últimos meses.

Inicialmente, a CEI da Saúde foi muito comemorada pela população, que depositou no trabalho da Comissão uma grande esperança de dias melhores nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Hospital Municipal da cidade. Investigar o que realmente estar por trás de todos os problemas que castigam o setor, apontar eventuais responsáveis e apresentar sugestões para tirar a Saúde do “coma” em que ela se encontra, foi a missão abraçada pelos cinco membros da Comissão. 

Entretanto, a CEI da Saúde impediu que a população fosse informada sobre o andamento dos trabalhos, de outubro passado até hoje. A imprensa foi proibida de acompanhar depoimentos, visitas da Comissão à rede e muito menos teve acesso aos documentos coletados pelos vereadores. Oficialmente, durante todo o tempo que funcionou, a CEI da Saúde ouviu apenas o atual secretário municipal de Saúde, Renato Cardoso, mas não divulgou uma linha sequer do depoimento.

A falta de transparência da Comissão foi alvo de muitas críticas nas ruas e redes sociais, porém os vereadores mantiveram-se de bocas fechadas. A reportagem do Correio Paulinense solicitou várias vezes o depoimento do secretário Cardoso, mas a pedido do próprio relator Custódio Campos (PT) o documento não foi liberado. 

Problemas Promessas

A falta de médicos e remédios nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Hospital Municipal, longas filas de espera por exames, cirurgias, consultas e até pronto atendimento, são as principais reclamações da população e temas quase que diários da imprensa local e regional. Um dia após o resultado das eleições 2012, o prefeito Edson Moura Junior (PMDB) afirmou que em 180 dias, após tomar posse, a Saúde de Paulínia estaria no patamar de primeiro mundo. Hoje, exatos onze meses depois do prefeito ser empossado, o setor vive o ápice da crise, que já dura vários anos.

Com um orçamento de 265.577.145,00 (duzentos e sessenta e cinco milhões, quinhentos e setenta e sete mil, cento e quarenta e cinco reais) previstos para este ano, a situação da  Saúde fica cada vez mais difícil. A população continua reclamando a falta de medicamentos nas UBS’s e HMP, Prefeitura não paga em dia fornecedores do setor, como o laboratório que realiza exames de biópsia, médicos e enfermeiras alegam falta de condições de trabalho para atender a população, entre outros complicadores.

O líder de governo na Câmara, vereador Sandro Caprino (PRB) tem tentado minimizar a situação caótica, anunciando que o prefeito teria comprado R$ 20 milhões em medicamentos, para abastecer a rede, mas as reclamações continuam. Por outro lado, o secretário de Saúde, Renato Cardoso, acredita em boicote ao atual governo, por parte de servidores da Saúde e enquanto isso o quadro vai ficando cada vez mais crítico. O QUE O RELATÓRIO FINAL DA CEI DA SAÚDE DIRÁ AMANHÃ (17) SOBRE TUDO ISSO?

Foto: CP Imagem/Arquivo

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