Sem contrato com o município, Sabesp pede área para ampliação da ETA, no João Aranha

Da Redação
11/03/2014 17:06:00
Sem contrato com o município, Sabesp pede área para ampliação da ETA, no João Aranha

[imagem] Tramita na Câmara Municipal o Projeto de Lei 03/2014, de autoria do prefeito Edson Moura Junior (PMDB), para concessão de uso de área pública pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), no bairro João Aranha. A área será utilizada para a ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Paulínia, segundo informou o gerente local da companhia, Marcelo Maioli de Oliveira, na Câmara Municipal, hoje de manhã.

A reunião com o representante da Sabesp foi convocada pela vereadora Simeia Zaonon (PROS) e contou com as presenças dos vereadores Sandro Caprino (PRB), Du Cazellato (PP), Zé Coco (PTB) e vereadora Angela Duarte (PRTB).


O governo Moura Junior (PMDB) alega que a cessão da área à Sabesp, localizada ao lado da ETA no João Aranha, se faz necessária para atender a demanda do Município. Por outro lado, o gerente Oliveira disse aos vereadores que a ampliação é necessária para atender uma demanda futura, entre três e cinco anos.  “Hoje, a ETA atende plenamente a demanda da cidade”, disse Oliveira. 

Durante a reunião a vereadora Angela Duarte (PRTB) destacou vários problemas de responsabilidade da Sabesp e que ainda não foram solucionado, entre eles o mau cheiro que atinge a Região do Monte Alegre. “Não seria mais correto a Sabesp solucionar os problemas atuais para depois pensar no futuro? Desde a sua última visita nesta Casa, no início do ano passado, o mau cheiro na Região do Monte Alegre em vez de diminuir aumentou”, questionou ela.  

Para a líder do PRTB na Câmara Municipal, a Prefeitura sempre contribuiu muito com a Sabesp, mas a companhia tem deixado a desejar na qualidade dos serviços prestados à população. “Até agora, a cidade tem dado muito e recebido pouco”, afirmou Angela. 

A vereadora Siméia Zanon (PROS) reclamou da falta de respostas aos pedidos de informações à Sabesp, através do Executivo Municipal. Segundo ela, de 2013 até hoje são mais de 20 requerimentos sem respostas.  Cópias dos documentos foram entregues ao gerente Oliveira, que prometeu responder todos. “Na próxima reunião apresentarei as respostas aos senhores”, prometeu ele. A vereadora destacou também que 60% do valor cobrado na conta de água é referente ao serviço de esgoto, entretanto, muitos bairros ainda não têm redes tratadas.
 
O vereador Du Cazellato (PP) cobrou do gerente da Sabesp uma previsão para a solução da falta de esgoto no Betel. “A Sabesp pediu aos moradores do Parque Alvorada que adiantassem a parte deles e até hoje não apareceu lá”, questionou Cazellato. O representante da companhia disse que em três anos todos os problemas do bairro serão resolvidos. 

O PL 03/2014 está pautado para a 4ª Sessão Ordinária da Câmara de Paulínia, que acontece logo mais, a parir das 18h00. Na ocasião os vereadores vão decidir sobre a legalidade da cessão à Sabesp.   

Sem contrato

Durante o encontro com os vereadores, o gerente local da Sabesp, Marcelo Maioli de Oliveira, informou que atualmente a Sabesp opera em Paulínia sem contrato de concessão com o Munícipio. “Isso não impede a Sabesp de continuar operando em Paulínia, garantindo o abastecimento à população. Estamos negociando com a Prefeitura para continuarmos atendendo a cidade da melhor forma possível”, disse ele.

Fotos: Lucas Rodrigues/CP Imagem

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