ATENÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO: pode estar surgindo um novo ralo para escoar dinheiro de áreas essenciais, como...

Da Redação
02/02/2014 17:50:00
ATENÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO: pode estar surgindo um novo ralo para escoar dinheiro de áreas essenciais, como Saúde e Educação

[imagem] Pelo visto, a administração Moura Junior (PMDB) não tem pressa de encontrar uma nova administradora para o Paulínia Shopping. Sob o comando do interventor Wilson Machado, Secretário de Indústria e Comércio, desde setembro do ano passado, o centro de compras foi repaginado por dentro e por fora. Recontrataram segurança privada (interna e externa), concertaram as cancelas, retiraram os restos da lona e o hall virou espaço de exposições culturais. Tudo limpo e “seguro” para receber o público como se deve. 


Mas a manutenção de qualquer lugar e ainda mais de um shopping center não custa barato, certo? Sendo assim QUEM ESTÁ BANCANDO AS CONTAS DO PAULÍNIA SHOPPING, POR ENQUANTO, É A POPULAÇÃO PAULINENSE, pois desde setembro do ano passado os lojistas não estão pagando aluguel, a principal fonte de renda do centro de compras. Enquanto isso, a CPFL recebe pela energia que fornece, a Sabesp pela água, a Vivo pelas linhas telefônicas, os funcionários do shopping pelos serviços que prestam, a empresa de segurança pelos homens que tomam conta do local e por aí vai... Sem contar as reformas que foram feitas para o Paulínia Shopping voltar à funcionar com segurança, após dias interditado. É muita grana envolvida.

Esta semana descobrimos que apenas a iluminação da estrutura que era coberta por uma lona, na parte externa, custou quase R$ 80 mil aos cofres públicos. O edital do Convite 40/2014, no mínimo suspeito (leia matéria), foi publicado na edição de quarta-feira (29) do Semanário Oficial do Município. No Orçamento da Cidade para este ano, o prefeito Edson Moura Junior (PMDB) destinou R$ 500 mil para o secretário Wilson Machado “operar” o Paulínia Shopping. Devemos esperar que este dinheiro seja utilizado para pagar as contas mensais do shopping ou ele já tem outro “destino” garantido e o povo continuará pagando a conta? 

Já que aprovaram a verba para o shopping, os vereadores Gustavo Yatecola (PTdoB), Danilo Barros (PCdoB), Edilsinho Rodrigues (PPS), João Mota Pinto (PSDC), Doutor João Mota (PT), Custódio Campos (PT), Sandro Caprino (PRB), Tiguila Paes (PRTB), Du Cazellato (PP), Zé Coco (PTB) e Marquinho da Bola (PSB) são obrigados à seguirem o caminho deste dinheiro, afinal, trata-se de meio milhão de reais, que ninguém sabe se sairão dos cofres municipais de uma só vez ou parceladamente.

Pelos valores públicos que a administração Moura Junior (PMDB) vem injetando no Paulínia shopping a intervenção parece ser um “excelente negócio” para os envolvidos. Não é interessante devolver a administração do centro de compras para a inciativa privada, através de concorrência pública, e ficar “pegando” apenas o aluguel mensal. Com o Secretário Machado no comando, fica mais fácil Moura Junior (PMDB) continuar remanejando dinheiro para o shopping, independente se o dinheiro sai da Saúde, Educação ou Segurança. Isso não faz a menor diferença para eles.

Já está na hora do Ministério Público de Paulínia atuar na intervenção do Paulínia do Shopping. Paulínia deve ser a única cidade no mundo que tem um shopping “administrado” pela Prefeitura. Assim como atuou no processo de interdição do centro de compras, por falhas na segurança e falta do AVCB dos Bombeiros, a Promotoria precisa estipular um prazo para o prefeito Edson Moura Junior (PMDB) convocar uma nova licitação e assim entregar a administração do centro de compras nas mãos de quem realmente entende do assunto. 

Não se pode permitir que o Paulínia Shopping seja transformado em mais um ralo para escoar dinheiro público, assim como é o projeto do cinema, que consumiu três milhões e meio de reais em apenas quatro dias de festival, no final do ano passado.  A construção do shopping já consumiu boa parte dos quase R$ 500 milhões gastos pelo ex-prefeito Edson Moura (PMDB) em todo o complexo onde o centro fica localizado. Então chega de desperdício de dinheiro público, enquanto as áreas mais essenciais do município estão gritando por socorro. CHEGA NÉ?

Foto: Lucas Rodrigues/CP Imagem

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