As reduções impostas pelo prefeito de Paulínia causarão sérios problemas às entidades que cuidam de...

Da Redação
29/01/2014 18:33:00
As reduções impostas pelo prefeito de Paulínia causarão sérios problemas às entidades que cuidam de incapazes crianças e adultos

[imagem] O Projeto de Lei 055/2013, de autoria do prefeito Edson Moura Junior (PMDB), foi aprovado ontem pela Câmara Municipal de Paulínia, que não teve outra alternativa. A legalidade (primeira discussão) foi aprovada na sessão ordinária de ontem (28) e logo em seguida os vereadores votaram o mérito (segunda discussão) durante uma extraordinária, convocada pelo presidente da Casa, vereador Marcos Roberto Bolonhesi, o Marquinho Fiorella (PP). 


As reduções impostas por Moura Junior (PMDB) no PL das Subvenções já estão causando sérios problemas as entidades atingidas. A Casa do Menor, que teve a ajuda financeira do município reduzida em quase meio milhão de reais, já está precisando de doações de sabonete papel higiênico, sabonete, pasta de dente, escova e shampoo para as crianças assistidas. A Apae de Paulínia não pagou o vale dos seus mais de 40 funcionários e não conseguirá pagar o salário do mês em dia.

O Centro São Francisco de Assis, que abriga moradores de rua, pode fechar a qualquer momento, pois a verba deste ano não dá para a entidade pagar nem o aluguel do prédio onde funciona. O Paulínia Racing Bicicross, provavelmente, terá que cortar o número de crianças e adolescentes atendidos pela metade. Segundo Daniela Piva, atualmente a entidade atende cerca de 150 pessoas.

O prefeito Edson Moura Junior (PMDB) prometeu, através do vereador Sandro Caprino (PRB), que atenderia as entidades na segunda (27), depois na terça-feira (28), o que não acabou ocorrendo. Segundo uma fonte do Correio Paulinense Online, Caprino disse não saber o que aconteceu para o prefeito desistir de receber as instituições.

Descaso

De acordo com os presidentes das entidades, o prefeito Edson Moura Junior (PMDB) não informou sobre a redução dos valores das subvenções deste ano. “Só ficamos sabendo quando o projeto de lei chegou na Câmara. Ninguém nos chamou ao menos para justificar o porquê de uma medida tão drástica. Foi uma tremenda falta de respeito para com centenas de pessoas, entre elas crianças incapazes, como a que atendemos na APAE, que são as maiores prejudicadas pela a ação do prefeito”, desabafou Genésio Pires, diretor financeiro da APAE.

O prefeito Edson Moura Junior (PMDB) ainda não emitiu nenhuma Nota Oficial sobre o assunto. A Apae de Paulínia disse que acionará o Ministério Público (MP) para exigir os direitos das 137 crianças especiais que estudam na entidade. 

Foto: Lucas Rodrigues/CP Imagem

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