O que é vergonhoso: FICAR INELEGÍVEL POR EXERCER A LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU O “OFÍCIO” DE SURRUPIAR OS...

Da Redação
29/11/2013 03:54:00
O que é vergonhoso: FICAR INELEGÍVEL POR EXERCER A LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU O “OFÍCIO” DE SURRUPIAR OS COFRES PÚBLICOS E SER FILMADO COMPRANDO VOTOS?

[imagem] Olá meus amoooooooooooores! O assunto político desta semana foi o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), terça-feira (26), do recurso contra a sentença da Justiça Eleitoral da City, que me tornou inelegível (sem poder me candidatar a cargo público) por oito anos. A mesma punição foi aplicada ao diretor do Jornal O Cromo, Djalma Moda, ao então diretor deste jornal Ademilson Jeferson Paes e também ao ex-prefeito José Pavan Junior (PSB) e sua vice Vanda Camargo (PSDB). Maaaaaaaaaaaaaaas, esta decisão é PROVISÓRIA, pois a palavra final será dada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em Brasília.


Porém, a questão maior aqui não é o meu impedimento político nos próximos oito anos, até porque não tenho a mínima pretensão de disputar nada – talvez o “Miss Universo” e olhe lá (gargalhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas). O “X da questão” são os motivos pelos quais fui punido provisoriamente pela Justiça Eleitoral. Quem ainda não sabe, ficara sabendo, a partir de agora. 

Fui punido provisoriamente porque denunciei nesta coluna (impressa e online) o primeiro e maior golpe eleitoral aplicado na cidade pelo senhor Edson Moura, ficha-suja confesso e certificado pela Justiça, com uma capivara digna de “poderoso-chefão”. Fui punido provisoriamente porque antecipei que ele mentiria para a população paulinense inteira, até o último minuto, que era candidato e depois colocaria o filho no lugar dele, DO JEITINHO QUE ACONTECEU. Ou não foi? Ele sabia que estava cassado pela Justiça e fez tudo calculado, para poder voltar ao poder, através do filho. A mesma Justiça Eleitoral local e o mesmo TRE que me puniram por antecipar a fraude, reconheceram o golpe da vergonhosa substituição, negando o registro de candidato da peça-chave: o filho Edson Moura Junior, que recorreu ao TSE em Brasília. 

No julgamento final do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dia 23 de maio passado, apenas a ministra Luciana Lóssio reconheceu o golpe aplicado pelo ex-prefeito Edson Moura (PMDB) e votou contra a liberação da candidatura do filho dele.  Os demais magistrados votaram a favor do golpe, baseados na legislatura eleitoral que permite as substituições vergonhosas de última hora, como a que aconteceu em Paulínia. Hoje, a cidade está nas mãos de um prefeito fantoche e refém, literalmente, das loucuras e do espirito vingativo do pai. A partir do ano que vem os candidatos só poderão ser substituídos 20 (vinte) dias antes das eleições. Considero este prazo ainda “em cima da hora”, mas já é um avanço considerável, levando em conta que em Paulínia o pai botou o filho na “fita” poucas horas antes das eleições. Nem a foto na urna deu tempo de trocar. É mentira?

Fui punido provisoriamente porque entrevistei com exclusividade (tenho tudo gravado) a moça que Edson Moura, além de dá R$ 500,00 (quinhentos reais) em troca de voto, ainda a assediou sexualmente, dentro de um quarto numa casa no Bom Retiro, durante a campanha política de 2012. A suposta compra de votos foi filmada e o vídeo postado na internet, onde permanece até hoje. E adivinhem quem estava lá, “auxiliando” o papai? O moleque (politicamente falando) que hoje se “acha”, mesmo sendo fantoche, no cargo de prefeito. É ele mesmo. Edson Moura Junior. Por conta disso, Moura pai, Moura filho e o vice-prefeito Bonavita, que também estava no local, onde ocorreu a distribuição de “oncinhas” (notas de cinquenta reais), estão sendo processados por COMPRA DE VOTOS, legalmente chamada de captação ilícita de sufrágio. 

Fui punido provisoriamente por ter relembrado à população que acompanhou e informado à quem não sabia, parte da extensa capivara do ex-prefeito Edson Moura. Por exemplo: ele tornou- se ficha-suja por ter, segundo a Justiça e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), SUPERFATURADO o show da cantora Ivete Sangalo na inauguração do Complexo Rodoviária Shopping e também por ter contratado com DINHEIRO PÚBLICO advogado para defendê-lo como cidadão comum. Para vocês terem uma ideia do rombo nos cofres públicos da city, em 2004, Moura pagou MAIS DE MEIO MILHÃO DE REAIS (R$ 550 mil, para ser mais preciso) por no máximo duas horas de show da musa baiana.
 
Além disso, quase todas as obras milionárias do ex-prefeito estão na Justiça. Dia 12 deste mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou irregular o gasto de R$ 19.400.000,00 (dezenove milhões e quatrocentos mil reais) na alteração do projeto de construção da nova Prefeitura, articulada principalmente para integrar o Teatro Municipal à obra e assim não precisar abrir uma nova licitação. Ou seja, em tese, o Teatro Municipal de Paulínia foi construído sem licitação, na gestão Moura pai, pra variar.  

Fui punido provisoriamente porque falei da Pirâmide (conhecida como Manto de Cristal) que custou cerca de R$ 114.000.000,00 (cento e quatorze milhões de reais) aos cofres públicos e que até hoje só existe na imaginação do ex-prefeito Edson Moura (PMDB), que em mais um de seus delírios com o dinheiro público achou que podia transformar Paulínia até no Egito. Uma obra fantasma que custou milhões de reais de Paulínia - milhões estes que dariam para construir MIL CASAS no valor de R$ 114 mil cada uma. É mole? Seriam MIL FAMÍLIAS PAULINENSES, hoje, com o sonho da casa própria realizada. Entretanto, nos últimos dois mandatos (2001 a 2008), período em que a Pirâmide foi “concebida”, Moura pai não construiu um casa popular, quanto mais de R$ 114 mil. 

Fui punido provisoriamente por ter denunciado que Edson Moura queria obrigar o então prefeito José Pavan Junior (PSB) à gastar R$ 510 milhões de Paulínia para abrir uma (PASMEM) distribuidora de filmes. Para vocês entenderem muito bem mais esta loucura de Moura preciso contar os principais detalhes, todos verídicos e devidamente documentados. Então vamos lá.

Em 24 de junho de 2008, último ano do último mandato de Moura, ele enviou para a Câmara Municipal de Paulínia o PROJETO DE LEI 34/2008, pedindo autorização aos vereadores para constituir a PAULÍNIA FILMES E PARTICIPAÇÕES S/A. Na época, o presidente da Câmara era o atual vice-prefeito Bonavita (PTB). Pois bem: no projeto inicial, esta loucura do faraônico custaria aos cofres de Paulínia a “bagatela” de R$ 122.500.000,00 (cento e vinte e dois milhões e quinhentos mil reais), correspondentes a 51% das ações da empresa. Os 49% restantes das ações pertenceriam à empresas privadas. ACREDITEM, que sob a regência do então presidente Bonavita, A CÂMARA MUNICIPAL APROVOU ESTE “ASSALTO” AOS COFRES PÚBLICOS, enquanto a cidade estava sem construir uma escola, uma casa, mais mil crianças esperavam vagas nas creches, a saúde estava um caos, a educação uma lástima e por aí vai.  

Mas não posso ser injusto, omitindo que na época conversei com Bonavita e ele classificou o projeto de Moura exatamente como “UMA LOUCURA”. “Quando li o projeto, fiquei até zonzo”, me disse o cearense. E não acredito que ele venha agora, por conveniências, querer dá o truque no faraônico ou na população dizendo que estou mentindo, PORQUE NÃO ESTOU. Aliás, tenho certeza que ele não fará isso, pois todo mundo sabe que se tem uma coisa que Bonavita preza é a sua palavra de homem honrado e verdadeiro.

Continuando. LOUCURA POUCA, COM DINHEIRO PÚBLICO, PARA MOURA É BOBAGEM. Aprovada a abertura da Paulínia Filmes, pela “bagatela” inicial  de R$ 122.500.000,00 (cento e vinte e dois milhões e quinhentos mil reais) públicos, o ex-prefeito resolveu radicalizar o capital da empresa. No dia 19 de dezembro de 2008, o último mês de seu mandato, Edson Moura mandou para Câmara Municipal outro Projeto de Lei, desta vez o 83/2008, aumentando para R$ 510.000.000,00 (quinhentos e dez milhões de reais) o custo da participação de Paulínia no “negócio”.  ACREDITEM, DE NOVO: A CÂMARA MUNICIPAL, SOB A REGÊNCIA DE BONAVITA, APROVOOOOU TAMBÉM ESTE DISPARATE. Qualquer cidadão que duvidar do que estou falando é só pegar os números dos dois projetos e pedir cópias dos mesmos na Câmara Municipal, que é obrigada por lei à fornecer, por tratar-se de documento público. Ou é só entrar no site da Câmara (www.camarapaulinia.sp.gov.br) ir em “Proposituras”, selecionar “Projeto de Lei”, digitar o número e o ano do projeto, depois ir em “Autores” e escolher “Prefeito”. Pronto, aparece o PL inteiro. 

Para “convencer” os vereadores a aprovarem este “assalto” público, Moura profetizou que o petróleo vai acabar e que a cidade precisaria de uma nova e poderosa fonte de renda, para não se transformar em um município qualquer e principalmente desinteressante do ponto de vista econômico. O Legislativo da época caiu no “conto do vigário”, aprovando os dois projetos. Porém, a bucha ficou para o ex-prefeito José Pavan Junior (PSB) implantar e aí foi que a porca torceu o rabo entre espirituoso e faraônico. Pavan não embarcou na loucura de Moura, descartou a Paulínia Filmes e virou traidor para o ex-prefeito.

Fui punido provisoriamente por essas e tantas outras matérias sobre o maior sistema de corrupção já visto em Paulínia. A Justiça Eleitoral daqui e o TRE (Tribunal Eleitoral Regional) de São Paulo entenderam que as minhas matérias influenciaram no resultado das Eleições para Prefeito em 2012 e só me resta respeitar a posição dos magistrados. Respeitar sim, ACEITAR NUNCA. Não retiro uma vírgula de tudo que denunciei, porque NÃO MENTI. No caso da substituição de Moura pai por Moura Filho, a ministra do TSE Luciana Lóssio reconheceu através de seu voto que foi um golpe eleitoral, assim como eu, aqui na city, repeti por inúmeras vezes, antes do julgamento no TSE, dia 23 de maio passado. 

Disse e repito: NÃO SERÁ UMA INELEGIBILIDADE QUE ME CALARÁ. De jeito nenhum. Disse e repito: NÃO TENHO MEDO DE EDSON MOURA, EDSON MOURA JUNIOR E NEM DOS CAPANGAS DELES. NÃO TENHOOOOOOOOOOO. Não posso concordar com um ex-prefeito que fez tudo o que fez e tampouco com um prefeito que está fazendo os absurdos que estamos vendo. Em quatro meses de mandato só molecagem. 

Fecharam o Caco e a AIJ, desempregaram mais de 400 famílias, que só Deus sabe como passarão este Natal. Prometeram PAS de R$ 1.380,00, até hoje nada. Prometeram ônibus de graça pra todo mundo, até hoje nada. Prometeram abono integral para todo o funcionalismo público municipal, até agora nada. Prometeram desenvolver todos os projetos do Caco e AIJ, até agora nada

Prometeram pagar anos e anos de trabalho dos funcionários das entidades, até agora nada. Prometeram casas do Residencial Pazetti para famílias do Assentamento Menezes, até agora nada, nem por decreto. Prometeram que em 180 dias a Saúde de Paulínia seria de primeiro mundo, entretanto, a saúde que estava na UTI agora está em coma. Prometeram Segurança e hoje a marginalidade domina a cidade. Prometeram uma Educação de primeiríssima, mas falta até frutas para as crianças. Enfim, prometeram UM CHOQUE DE GESTÃO e o que vemos é uma cidade CHOCADA DIANTE DE TANTAS MENTIRAS E INCOMPETÊNCIA. Como posso concordar com um governo desses? 

E vou logo avisando: NÃO CONCORDAREI TAMBÉM COM QUEM ACHA A POPULAÇÃO OTÁRIA, FECHA R$ 40 MIL DE MESADA MENSAL COM ORDINÁRIOS POLÍTICOS E DEPOIS VAI COMEMORAR NUMA “FAZENDINHA” QUALQUER. NÃO VOU MEEEEEEEEEEEEEEESMO. E não me arretem, pois não tenho o menor medo de provar o que estou dizendo, com nomes e fotos. Não tenho medo do pagador da mesada, vou ter de quem recebe? É ruim hein! Querem se juntar à eles contra mim? Fiquem a vontade. Vamos pro pau, meus caros. 

Só tem dois jeitos de me calarem: OS CORRUPTOS MANDAREM ME MATAR OU A JUSTIÇA MANDAR ME PRENDER POR DENUNCIAR A CORRUPÇÃO NESTA CIDADE. Enquanto nenhuma das duas opções acontecem (e se Deus quiser, e Ele quer que não aconteça) não darei trégua. Continuarei trabalhando e falando o que eu penso, afinal de contas, antes de jornalista sou um cidadão (21 anos aqui) e eleitor paulinense, que também paga o salário de Vereadores, Prefeito, Vice e seus comissionados de confiança.  

Fiquem todos com NOSSO SENHOR JESUS CRISTO e até segunda-feira. Beijos em vossos corações e abraços verdadeiros e calorosos. Au revoir! 

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