Vereador Sandro Caprino (PRB) chama povo de bobo e aposta seu carro em plena sessão da Câmara Municipal

Da Redação
02/10/2013 06:00:00
Vereador Sandro Caprino (PRB) chama povo de bobo e aposta seu carro em plena sessão da Câmara Municipal

[imagem] O vereador Sandro Caprino (PRB) não está conseguindo lidar com a forte cobrança popular em relação à administração Edson Moura Junior (PMDB), da qual ele é o líder na Câmara Municipal de Paulínia. Ontem à noite, durante a 17ª Sessão Ordinária do Legislativo Paulinense, Caprino chamou o povo de bobo e apostou o seu carro particular com quem encontrasse alguma coisa contra ele. 


O descontrole do vereador provocou a interrupção dos trabalhos por cinco minutos e está sendo encarado por muitos como quebra de decoro parlamentar. Segundo o cinegrafista do Correio Paulinense Online apurou, Arthur Augusto Campos Freire, Secretário dos Negócios Jurídicos da atual administração foi chamado às pressas e populares ofendidos por Caprino vão representá-lo judicialmente.

“Meia dúzia de bobos aqui tem um rabo maior do que o de uma lagartixa e fica falando da vida dos outros. Eu sou homem e aposto o meu carro com quem encontrar alguma coisa contra mim”, gritou Caprino. Quando a sessão foi retomada pelo presidente Marcos Roberto Bolonhesi, o Marquinho Fiorella (PP), Caprino pediu a palavra. “Quero pedir perdão, pois reconheço que me excedi. Acontece que meia dúzia está me atacando desde fevereiro, mas não temos que sentir vergonha de reconhecer quando exageramos”, disse o vereador.

Sob suspeita

Como dono da SC Consultoria e Eventos Ltda o vereador Sandro Caprino está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por irregularidades na contratação da empresa dele pela Prefeitura de Monte Mor (Veja Matéria). 

As principais irregularidades apontadas pelo TCE são: a empresa de Caprino era de ramo diferente do objeto pretendido, descumprindo o artigo 22, $3º da Lei de Licitações, que determina expressamente a participação entre 03 (três) interessados do ramo; não comprovação da compatibilidade do preço contratado com o de mercado, objeto contratual indefinido e impreciso em desacordo com o $1º do artigo 54 do mesmo diploma legal. O processo corre no Tribunal que fiscaliza as contas públicas das prefeituras do Estado.

Fotos: Claudia Arantes/CP Imagem

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