Vereador sugere corte de 20% no próprio salário durante a pandemia

Da Redação
25/03/2020 18:03:15
Vereador sugere corte de 20% no próprio salário durante a pandemia

"Eu já dou tudo o que ganho", diz João Mota (DC)

Ideia de Edilsinho (PSDB) ganhou o apoio de Soares e Fiorella: atualmente, o salário bruto dos vereadores de Paulínia é de R$ 6.147,00

Nesta terça-feira (24), durante a quinta sessão extraordinária da Câmara Municipal de Paulínia, foi sugerido um projeto de lei para reduzir em 20% os salários dos vereadores da cidade, durante a pandemia do coronavírus. Segundo o autor da proposta, vereador Edilson Rodrigues Junior, o Edilsinho Rodrigues (PSDB), o dinheiro economizado seria investido pela Prefeitura em ações contra a propagação da doença no município. 

Apenas os vereadores Marcos Roberto Bolonhezi, o Marquinho Fiorella (PSB), e José Soares (Republicanos) pediram a palavra para declarar apoio ao corte provisório nos próprios salários.  “Pode contar comigo”, afirmou Soares. 

“Sou favorável à redução do salário, mas eu queria consultar o diretor da Casa, porque eu acredito que nós não podemos devolver esse dinheiro (para a Prefeitura) agora, mas só no final do ano quando fechar as contas. Então, talvez, pro momento, que é muito urgente, não daria pra fazer esse desconto de salário agora, e ser aproveitado nesse momento”, ponderou Fiorella, e depois sugeriu: “Se fosse o caso, vereador Edilsinho, ao invés de diminuir o nosso salário, que a gente fizesse uma doação de parte desse salário em mãos, quando a gente receber, nessa porcentagem aqui, para a secretaria de saúde, ou até mesmo em equipamentos. Ir lá comprar máscaras, comprar o que for necessário (e entregar à secretaria de saúde)”.

O Correio apurou que a Procuradoria da Câmara Municipal está analisando a viabilidade jurídica da proposta de redução temporária nos salários dos vereadores, além de como seria a devolução do dinheiro para a Prefeitura. 

Já o posicionamento do vereador João Mota (DC), contrário à redução, arrancou risadas no Plenário. “O meu salário, eu já dou tudo o que ganho. Se eu for doar mais, eu não consigo doar mais nada. Tudo o que eu pego de salário eu já dou pros outros. Não dou mais porque eu não tenho. Então, da minha parte, eu não dou mais nada”, disse ele. 

Por outro lado, Mota sugeriu uma compra emergencial (sem licitação) de leite para famílias carentes do município. Segundo o parlamentar, ele tem sido procurado por muitas mães sem condições de comprar leite para seus filhos. “Nós, vereadores, devemos falar com o prefeito para fazer um emergencial e comprar leite para doar às famílias que não têm condições de comprar”, disse ele. 

Foto: Divulgação/CMP

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