Prestação de contas: Valadão inve$tiu em Cazellato, Moura e ex-dono de bingo em Nani, PSL e Cidadania turbinaram Cambuí e Tuta

Da Redação
16/09/2019 16:09:17
Prestação de contas: Valadão inve$tiu em Cazellato, Moura e ex-dono de bingo em Nani, PSL e Cidadania turbinaram Cambuí e Tuta

O vereador e o ex-prefeito colocaram as mãos nos bolsos por seus candidatos

Booooooooooooooooooooa taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarde,  meus amooooooooooooooooooooooores!!! Entre quinta (12) e sexta-feira (13), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou as receitas e despesas eleitorais apresentadas pelos nove candidatos que disputaram a inédita eleição suplementar para prefeito de Paulínia, dia 1º de setembro (LEIA). A primeira prestação de contas a ser julgada (aprovada, reprovada ou aprovada com ressalvas) pela meritíssima eleitoral da city, Marta Brandão Pistelli, será a do vencedor do pleito, Du Cazellato (PSDB) – 1º de outubro, três dias antes da diplomação, é a data limite para o julgamento. 

A contabilidade das campanhas mostrou algumas curiosidades, as quais vale a pena repercutir. Nunca na história da disputa eleitoral paulinense, partidos políticos doaram tanto dinheiro para candidatos como na suplementar: R$ 530 mil, no total (PSL – R$ 250 mil para o Capitão Cambuí; Cidadania (antigo PPS) - R$ 230 mil para Tuta Bosco; e PT - R$ 50 mil para Custódio Campos). Esse dinheiro saiu do fundo partidário, que é alimentado por recursos federais, ou seja, dinheiro dos contribuintes brasileiros, e receitas próprias dos partidos. 

O PRTB, de Angela Duarte, e o PSOL, de Marcelo Barros, bancaram R$ 7.869,00 em material de propaganda para seus candidatos. Os demais candidatos que disputaram a suplementar – Loira (DC), Nani Moura (MDB), Coronel Furtado (PSC) e Du Cazellato (PSDB) -  não receberam nada de seus partidos.

A campanha vitoriosa de Cazellato (PSDB) recebeu R$ 12 mil do advogado Fábio Valadão. DOAÇÃO ILEGAL? Não. Qualquer pessoa física, querendo, pode doar até 10% do total bruto que ganhou – e declarou à receita federal - no ano anterior à eleição em que doou. DOAÇÃO QUESTIONÁVEL? Do ponto de vista político, sim. Valadão é também vereador e, como tal, sua principal função é FISCALIZAR O PREFEITO. 

No dia 6 de agosto, Valadão e seus “jabutis” roubaram a cena na 14ª sessão legislativa, durante a discussão do projeto da minirreforma administrativa da Câmara (RELEMBRE), aprovada por 8 votos a 7. Totalmente contra a reforma, o “jabutizeiro” refletiu em voz alta: O que é que a sociedade espera que eu faça com esse projeto? No caso da doação financeira de Valadão à campanha de Cazellato , a reflexão é: O QUE É QUE A SOCIEDADE PODE ESPERAR DO VEREADOR (o Fiscal) QUE DÁ DINHEIRO PARA A CAMPANHA DO PREFEITO (o Fiscalizado)?

Acostumado a movimentar cifras altíssimas em época de eleição, dessa vez, o ex-prefeito Edson Moura (MDB) conseguiu com muita dificuldade alguns “trocados” para a campanha da esposa, Nani Moura, segunda colocada na disputa suplementar. Quem salvou a lavoura emedebista foi o empresário Inácio Alves dos Santos, que atua no ramo imobiliário e foi dono do extinto Bingo Visconde, em Campinas – ele gastou R$ 350 mil na campanha de Nani Moura também doou – R$ 2.667,00. Mesmo “sem dinheiro” a emedebista quase emplacou, e promete vir com tudo em 2020.

Dessa vez, Tuta Bosco (Cidadania) investiu apenas R$ 65 mil na própria campanha. Uma ninharia, perto dos R$ 836 mil que ele tirou do próprio bolso na disputa de 2016. A colocação foi a mesma (terceiro lugar), mas a quantidade de votos caiu de quase 14 mil para menos de 10 mil. Já o partido de Tuta, que não investiu um centavo na campanha dele em 2016, aplicou R$ 230 mil na suplementar – a maior doação em dinheiro recebida pelo ex-candidato.

A única campanha 100% financiada pelo partido foi a do Capitão Cambuí, que recebeu R$ 250 mil do PSL Nacional. O problema é que o ex-candidato gastou mais do que o partido deu. Segundo a prestação de contas, Cambuí contratou R$ 474.476,79 em despesas, pagou R$ 250 mil, e ficou devendo R$ 224.476,79. Pela legislação eleitoral, o candidato que termina a campanha endividado deve encaminhar um cronograma de pagamento da dívida ao TSE junto com a prestação de contas.  Caso o candidato não pague, a dívida fica para o partido, que pode ter problemas na aprovação das próprias contas. 

Por hoje, é só. Uma semana ESPLENDOROSA e ABENÇOADA POR DEUS. Muitos beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeijos e abraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaços. Au revoir!

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