Os nove candidatos gastaram quase R$ 2,4 milhões na campanha

Da Redação
12/09/2019 23:09:34
Os nove candidatos gastaram quase R$ 2,4 milhões na campanha

A campanha de Tuta Bosco, terceiro colocado na disputa, foi a mais cara até agora

O dinheiro foi doado por pessoas físicas, partidos políticos ou pelos próprios candidatos; veja resumo das contas prestadas

As prestações de contas de sete dos noves candidatos que concorreram à primeira eleição suplementar de Paulínia, dia 1º de setembro, já estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até a publicação desta matéria os gastos de campanha dos ex-candidatos Antonio Miguel Ferrari, o Loira (DC), e Ronaldo Pontes Furtado, o Coronel Furtado (PSC), ainda não haviam sido disponibilizados pelo TSE (a Justiça Eleitoral disponibilizou nesta sexta-feira, 13. Veja atualização no final da matéria). 

O prazo para apresentação da contabilidade eleitoral terminou nesta quarta-feira (11), e a juíza eleitoral de Paulínia, Marta Brandão Pistelli, deverá julgar as contas de campanha do prefeito eleito, Ednilson Cazellato, o Du Cazellato (PSDB), até o dia 1º de outubro, conforme Resolução TRE-SP 474/2019. A diplomação e posse de Cazellato estão previstas para os dias 4 e 7 de outubro, respectivamente. 

Entre doações de pessoas físicas, dos próprios candidatos, ou de seus respectivos partidos, as campanhas de Angela Durate (PRTB), Capitão Cambuí (PSL), Custódio Campos (PT), Du Cazellato (PSDB), Marcelo Barros (PSOL), Nani Moura (MDB) e Tuta (Cidadania) receberam, em dinheiro, um total de R$ 1.995.419,24 (um milhão, novecentos e noventa e cinco mil, quatrocentos e dezenove reais, e vinte e quatro centavos), e gastaram R$ 1.983.415,80? (um milhão, novecentos e oitenta e três mil, quatrocentos e quinze reais, e oitenta centavos). Por lei, as sobras de campanha vão para o fundo partidário. 

Com a atualização (veja no final da matéria) das prestações de contas feita pelo TSE, as nove campanhas receberam e gastaram, respectivamente, R$ 2.456.299,24 (dois milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil, duzentos e noventa e nove reais, e vinte e quatro centavos) e R$ 2.394.386,35 (dois milhões, trezentos e noventa e quatro mil, trezentos e oitenta e seis reais, e trinta e cinco centavos). Com os dados atualizados, a campanha do candidato Tuta Bosco (Cidadania) terminou como a mais cara de todas. 

De acordo com os dados disponibilizados pelo TSE, duas prestações de contas fecharam com dívidas de campanha: a do Capitão Cambuí fechou negativa em R$ 224.476,79 (duzentos e vinte e quatro mil, quatrocentos e setenta e seis reais, e setenta e nove centavos), e, a de Tuta em R$ 2.638,00 (dois mil seiscentos e trinta e oito reais). Após a atualização dos dados, a campanha do ex-candidato Loira (DC) também registrou dívida - R$ 800,00 (oitocentos reais). 

Confira abaixo um resumo das contas apresentadas.

Du Cazellato (PSDB) – Prefeito Eleito

Doações em dinheiro de pessoas físicas: R$ 448.900,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 22.400,00
Recursos próprios do candidato – R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 448.900,00
Despesas pagas: R$ 448.900,00
Sobra de campanha: R$ 0,00

O advogado Flávio Eduardo de Oliveira Martins, do escritório Flávio Martins Advogados Associados, de Paulínia, foi o maior doador da campanha tucana, com R$ 40 mil. Em segundo e terceiro lugares, com R$ 35 mil e 30 mil doados, respectivamente, aparecem os empresários Cesar Henrique Affonso Ward, dono da Faw Transportes e Logística Ltda., no bairro Cascata, e Marco Antonio Menegon, da Tag Incorporadora e Construtora, TAG Sumaré Transportes Ltda., nas cidades de Rafard e Sumaré, respectivamente. 

O vereador Fábio Valadão (PRTB) e Karoline Ferreira Valadão Nasário, irmã do parlamentar, também doaram para a campanha de Cazellato - Valadão R$ 12 mil, e Karoline R$ 7 mil. A futura primeira-dama Fernanda Devitte Penteado Cazellato contribuiu com R$ 14 mil. 

Angela Duarte (PRTB)

Doações em dinheiro de pessoas físicas: R$ 3.648,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 6.589,00
Recursos próprios do candidato – R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 3.614,00 
Despesas pagas: R$ 3.614,00
Sobra de campanha: R$ 34,00

O maior doador da campanha do PRTB foi o diretório nacional do partido, com R$ 5.640,00 em santinhos, cartões, preguinhas, adesivos para carro e elaboração da prestação de contas.  Maurício Moreira da Silva e Sandra Miranda Goraieb foram os que mais doaram em dinheiro –R$ 1.500,00 e R$ 1.148,00, respectivamente.

Capitão Cambuí (PSL)

Doações em dinheiro pessoas físicas: R$ 0,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 0,00
Recursos próprios do candidato – R$ 0,00
Doação do diretório nacional do PSL: R$ 250.000,00
Despesas contratadas: R$ 474.476,79
Despesas pagas: R$ 250.000,00
Sobra de campanha: R$ 0,00
Dívida de campanha: R$ 224.476,79

A campanha do PSL foi financiada exclusivamente pelo diretório nacional do partido. O Correio solicitou ao advogado Diogo Passos Fernandes, representante do ex-candidato Cambuí, um posicionamento sobre a dívida de campanha, mas até a publicação desta matéria não obtivemos resposta.

Custódio Campos (PT)

Doações em dinheiro pessoas físicas: R$ 19.650,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 5.250,00
Recursos próprios do candidato – R$ 7.571,29
Doação do diretório nacional do PT: R$ 50.000,00
Despesas contratadas: R$ 77.209,11
Despesas pagas: R$ 77.209,11
Sobra de campanha: R$ 12,18

O diretório nacional do PT financiou a maior parte (60,63%) dos custos da campanha para prefeito do ex-vereador. O segundo maior doador foi o próprio candidato, e Vagna Braga Fernandes, com R$ 6 mil, a terceira no ranking de doações em dinheiro. 

Marcelo Barros (PSOL)

Doações em dinheiro pessoas físicas: R$ 1.040,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 4.129,00
Recursos próprios do candidato – R$ 0,00
Doação do diretório nacional do PSOL: R$ 2.229,00
Despesas contratadas: R$ 1.004,10
Despesas pagas: R$ 1.004,10
Sobra de campanha: R$ 35,90

O maior doador da campanha do PSOL foi o diretório nacional do partido, com R$ 2.229,00 em panfletos.  Mariana Conti Takahashi e Marlene Matiolli foram as que mais doaram em dinheiro – R$ 500,00 e R$ 200,00, respectivamente.

Nani Moura (MDB)

Doações em dinheiro pessoas físicas: R$ 448.809,85
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 24.501,00
Recursos próprios do candidato – R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 444.225,78
Despesas pagas: R$ 444.225,78
Sobra de campanha: R$ 4.584,07

Do total arrecadado em dinheiro pela campanha emedebista, R$ 350 mil foram doados pelo empresário Inácio Alves dos Santos, dono de várias empresas do ramo imobiliário e ex-dono do Bingo Visconde, que funcionava na no Centro de Campinas. Fabrício Candido Maia e Juliana de Figueiredo T. P. Berenguel foram o segundo e terceiros maiores doadores em dinheiro, com R$ 30 mil e R$ 15 mil, respectivamente. 

O ex-prefeito Edson Moura, marido da candidata, também figura entre os doadores com R$ 2.677,00. O diretório nacional do MDB não doou para a campanha de Nani Moura, segunda colocada na disputa, com mais de 11 mil votos. 

Tuta (Cidadania)

Doações em dinheiro pessoas físicas: R$ 430.550,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 17.550,00
Recursos próprios do candidato – R$ 105.250,00
Doação do diretório nacional do Cidadania: R$ 230.000,00
Despesas contratadas: R$ 761.100,81
Despesas pagas: R$ 758.462,81
Sobra de campanha: R$ 7.337,19
Dívida de Campanha: R$ 2.638,00

O diretório nacional do Cidadania (antigo PPS – Partido Popular Socialista) doou a maior parte do dinheiro arrecadado pela campanha do empresário Ademir Antonio Bosco, o Tuta. Na sequência aparece a empresária no ramo de postos de gasolina Maria Fernanda Candelária Miziara Rodrigues, com R$ 120 mil doados. Em terceiro e quarto lugares aparecem Tuta e seu ex-candidato a vice-prefeito, Gustavo Yatecola, com R$ 65 mil e R$ 40.250,00, respectivamente. 

Atualização (às 13h40 - 13/09/2019)

Coronel Furtado (PSC)

Doações em dinheiro de pessoas físicas: R$ 25.000,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 18.800,00
Recursos próprios do candidato: R$ 10.000,00
Despesas contratadas: R$ 25.000,00
Despesas pagas: R$ 25.000,00
Sobra de campanha: R$ 0,00

O total em dinheiro (R$ 25 mil) contabilizado pela campanha do PSC foi doado por Maria Inês Gonçalves (R$ 15 mil) e pelo próprio candidato, Coronel Furtado (R$ 10 mil). 

Loira (DC)

Doações em dinheiro de pessoas físicas: R$ 45.880,00
Recursos estimáveis em dinheiro (doação de bens ou serviços): R$ 0,00
Recursos próprios do candidato – R$ 0,00
Recursos de Origem não identificada: R$ 390.000,00
Despesas contratadas: R$ 386.770,55
Despesas pagas: R$ 385.970,55
Sobra de campanha: R$ 0,00
Dívida de campanha: R$ 800,00

Até o momento, a maior parte dos recursos doados à campanha do DC  está classificada no site do TSE como de “origem não identificada”. São considerados recursos de origem não identificada aqueles em que, entre outros motivos, o nome ou a razão social, conforme o caso, ou a inscrição no CPF do doador ou contribuinte ou no CNPJ não tenham sido informados; ou se informados, sejam inválidos, inexistentes, nulos, cancelados ou, por qualquer outra razão, não sejam identificados. O secretário de Finanças, Nilson Bonome, e Adair Oliveira ficaram em segundo e terceiro lugares na lista de doadores, com R$ 20.000,00 e R$ 13.880,00, respectivamente.

Foto: Reprodução/Facebook


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