Jardim do Lar dos Velhinhos pode virar estacionamento da Fisioterapia

Da Redação
01/11/2018 20:11:24
Jardim do Lar dos Velhinhos pode virar estacionamento da Fisioterapia

A possível extinção do cantinho predileto dos idosos do "Lar" está sendo muito criticada

Na manhã desta quinta-feira (1), membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) impediram a derrubada de árvores e pés de frutas, plantados e cuidados pelos idosos

A implantação da nova sede da Unidade de Fisioterapia nas dependências do Centro de Geriatria e Gerontologia de Paulínia,  antigo Lar dos Velhinhos, pode causar a extinção do jardim da entidade, o cantinho predileto dos idosos residentes e da creche dia. O projeto é transformar o local em estacionamento. 

Além de árvores e coqueiros, o jardim é arborizado também por pés de cana, caqui, amora, manga, jabuticaba, acerola, graviola, caju, limão e goiaba, tudo plantado e cuidado pelos próprios idosos. “Eles mesmos regam plantas e frutas com muito amor”, disse uma fonte ouvida pelo Correio.  Os internos também plantaram pequenas hortas em canteiros do jardim. 

A reportagem apurou que, na manhã desta quinta-feira (1), funcionários da empresa responsável pela obra da Unidade de Fisioterapia se preparavam para derrubar coqueiros e plantas, quando foram impedidos por Iria Onira da Silva e Jailton França, membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS). A derrubada foi suspensa e o caso informado à Promotoria de Justiça da cidade. 

Licitação
As obras de implantação da nova Unidade de Fisioterapia de Paulínia custarão R$ 199 mil.  A empresa A2M Serviços e Manutenção Industrial Ltda venceu a licitação, homologada dia 29 de agosto pelo prefeito Dixon Carvalho (Progressistas). No entanto, a colocação da placa da unidade, na noite de terça-feira (30), marcou o início dos trabalhos.

Outro lado
Tentamos, mas não conseguimos localizar a atual diretora do Lar dos Velhinhos, a médica Rosemary de Castro Barreto. Falamos (via WhatsApp) com Waleska Aires, responsável técnica da entidade, mas ela não respondeu nossas mensagens.  Também não conseguimos falar com os conselheiros envolvidos no caso.

Foto: Arquivo

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