“Declarações” de servidora terão “medidas judiciais cabíveis”, diz juiz, por meio da assessoria

Da Redação
07/02/2018 15:02:26
“Declarações” de servidora terão “medidas judiciais cabíveis”, diz juiz, por meio da assessoria

Ex-candidata pelo PRTB, Grampôla (primeira à direita) durante a 1ª reunião do partido, no ano passado

“O juiz que decidiu isso tem mais crimes que o Beira Mar”, afirmou Alessandra Grampôla ao criticar afastamento de vereadores determinado por Carlos Eduardo Mendes

A servidora pública municipal Nequicena Alves de Souza, conhecida como Alessandra Grampola, usou a rede social Facebook para criticar o afastamento de 13 vereadores, determinado pela Justiça de Paulínia, na última sexta-feira (2). “Desde 2014, acompanhamos vários golpes pelo Brasil e como sabem Paulínia sofreu um TAMBÉM a semana passada. Não que eu seja contra ou a favor disso tudo....mas começando pelo julgador rs”,  afirmou ela, no início da publicação feita ontem (7). 

“O juiz que decidiu isso tem mais crimes que o Beira Mar”, completou. Neste caso, quem determinou o afastamento de 13 dos 15 vereadores de Paulínia foi o juiz Carlos Eduardo Mendes, da 1ª Vara Cível e também Eleitoral do município. Já “Beira Mar” é o codinome, no mundo crime, de Luiz Fernando da Costa, o famoso traficante carioca, recolhido no presídio federal de Mossoró (RN). 

“O golpe tirou 13 vereadores”, afirmou ela, em outro trecho da postagem. Sem citar nome, a servidora pública escreveu ainda “defender um dos vereadores afastados” pelo juiz Mendes. “Pelo simples fato de (o vereador) olhar minha comunidade”, justificou. Em 2016, Grampola disputou uma cadeira na Câmara de Paulínia pelo PRTB (Partido Republicano Trabalhista Brasileiro).

Grampola  disse ainda estranhar  o fato de vários pedidos de cassação e investigação surgirem na Câmara, logo após o rompimento político entre o prefeito Dixon Carvalho (PP) e o vice Sandro Cesar Caprino (PRB), bem como, a ausência na lista dos afastados pela Justiça do vereador Tiguila Paes (PPS), a quem ela se referiu  como “corrupto, sem palavra ou caráter”.

Procurada pelo Correio, a funcionária pública Nequicena Alves de Souza, que atualmente trabalha na Educação, confirmou ser a autora da postagem, mas esclareceu que não citou o nome do juiz Carlos Eduardo Mendes. “Não me lembro de ter citado juiz algum. Não mencionei nome”, afirmou ela, que deletou a publicação da rede social. 

O que dizem os citados nesta matéria 

Juiz
A assessoria de Calos Eduardo Mendes enviou ao Correio a seguinte nota:  “A respeito de sua solicitação acerca de um posicionamento referente a matéria exposta em rede social, informamos em nome do Magistrado, Exmo. Juiz de Direito Dr. Carlos Eduardo Mendes,  que o mesmo não responde, ou se manifesta, utilizando a imprensa como veículo de recados, sendo que as declarações mencionadas serão devidamente tratadas através das medidas judiciais cabíveis”.

Vereador
O vereador Tiguila Paes (PPS) classificou a polêmica postagem como um ato impensado da  servidora municipal. “Mesmo assim, estamos estudando medidas cabíveis”, afirmou.

Vice-Prefeito
Não conseguimos falar com o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB) para comentar o assunto. 

Partido
“Qualquer posicionamento deselegante ou impertinente em desfavor de Autoridade Policial, Ministério Público ou Judiciário de nossa cidade, Estado ou País, seja por membro do partido eleito ou apenas filiado,  tem nosso veemente repúdio”, declarou Angela Duarte, Presidente Municipal do PRTB (Partido Republicano Trabalhista Brasileiro). 

Foto: Reprodução/Facebook

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