“A tendência é aprovar”, diz fonte da Câmara sobre denúncias contra Dixon (PP)

Da Redação
21/11/2017 00:11:44
“A tendência é aprovar”, diz fonte da Câmara sobre denúncias contra Dixon (PP)

Novamente, o Poder Legislativo de Paulínia tem nas mãos o futuro político-administrativo do atual prefeito da cidade

O estudante Jhonatan Lozado e o sargento aposentado da PM Luiz Roberto de Lima protocolaram, hoje (20), novos pedidos de investigação contra o prefeito de Paulínia

A Câmara Municipal de Paulínia, novamente, terá que decidir se investiga ou não o prefeito Dixon Carvalho (PP), dessa vez, acusado de obstrução da Justiça, pelo estudante Jhonatan William Lozado de Oliveira, e de favorecer o consórcio de empresas que venceu a licitação para coleta do lixo e limpeza urbana do município, pelo 3º sargento aposentado da Polícia Militar Luiz Roberto de Lima,  

Segundo Lozado relata na denúncia, o PRP (Partido Republicano Progressista)  municipal e o ex-presidente da legenda Mario Lacerda teriam abandonado ações eleitorais que ajuizaram contra Dixon (PP),  em troca de cargos no primeiro escalão do atual governo municipal. 

Durante a tramitação das ações na Justiça Eleitoral,  a presidência do PRP, antes dirigido por Lacerda, passou para o advogado Carlos Alberto Coelho, que depois foi nomeado, primeiro, Chefe de Gabinete da Secretaria de Turismo e Eventos e, depois, com a saída do então titular da pasta, David Rodrigues, ele assumiu interinamente a secretaria até 1º deste mês, quando o novo secretário Jarbas Elias Zuri Júnior  foi nomeado para o cargo.

Já Lacerda, que não compareceu a audiência de instrução da AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) 4389, provocando a extinção da ação, sem o julgamento do mérito, teria sido beneficiado pela  nomeação da nora Patrícia Groot Lacerda, para o cargo de Assessora Técnica de Gabinete da Secretaria de Habitação.  Para o estudante, não resta dúvida de que a máquina pública municipal foi usada pelo prefeito Dixon (PP) para impedir que ações, as quais poderiam ameaçar a permanência dele no cargo e os seus direitos políticos, prosperassem na Justiça Eleitoral da cidade.

Em sua segunda denúncia contra Dixon (PP), na Câmara, o sargento aposentado Lima destaca supostas irregularidades que teriam favorecido o Consórcio “Paulínia Sempre Limpa” na licitação do lixo da cidade, estimada em quase R$ 47 milhões e homologada dia 18 do mês passado. A licitação milionária é um dos alvos da investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) de Campinas, sobre um esquema de fraudes em licitações e contratos de lixo em Paulínia e outras cidades de São Paulo e Minas Gerais.

O denunciante relata vários ilícitos, segundo ele, verificados no edital  da licitação e no julgamento da Comissão de Licitações do Município. Lima ressalta que o dono da empresa Cidade Nova Obras e Serviços Urbanos Ltda, uma das integrantes do consórcio vencedor da licitação do lixo de Paulínia, é o empresário Geraldo Antonio Baraldi, apontado pela Justiça Eleitoral como “doador” de mais de R$ 830 mil à campanha de Dixon (PP), no ano passado.

De acordo com a denúncia do PM, a empresa Senepave Saneamento Ambiental contestou judicialmente a habilitação de várias empresas que disputaram a concorrência pública, especialmente as do consórcio “Paulínia sempre Limpa”.

As duas denúncias são finalizadas com pedidos similares: abertura de Comissão Processante para apurar todos os fatos: afastamento preventivo do prefeito Dixon Carvalho e do vice-prefeito Sandro Cesar Caprino, no caso da suposta obstrução da Justiça, e apenas de Dixon Carvalho, no caso da suposta infração político-administrativa, denunciada pelo PM aposentado.

“A tendência é aprovar”, disse uma fonte da Câmara sobre a votação das denúncias pelos vereadores, na sessão legislativa desta terça-feira (21).  Para as Comissões Processantes serem abertas, 8 (oito) vereadores, no mínimo, têm que votar SIM ao recebimento das denúncias.

Contando com as protocoladas hoje (20), o Legislativo municipal já recebeu  7 (sete) denúncias, com pedidos de Comissão Processante, contra o prefeito Dixon Carvalho (PP). As cinco primeiras, entre os meses de março e agosto, foram rejeitadas pela maioria do vereadores.


Foto: Correio Imagem/Arquivo

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