Secretario de Finanças e Superintendente do HMP deixam o governo Dixon (PP)

Da Redação
20/10/2017 21:10:21
Secretario de Finanças e Superintendente do HMP deixam o governo Dixon (PP)

O ex-secretário de Finanças de Paulínia, Silvio César Vieira Andrade

Silvio Cesar Vieira sucedeu Valmir Ferreira da Silva, exonerado do cargo por não assinar o contrato da RC Nutry, que está na Justiça por suposto superfaturamento

Embora o nome dele ainda conste como Secretário de Finanças, no site oficial da Prefeitura de Paulínia, o contador Silvio César Vieira Andrade não responde mais pela pasta municipal, conforme portaria de exoneração, publicada no Semanário oficial do Município desta quinta-feira (19).

Vieira é o oitavo secretário a deixar o governo Dixon Carvalho (PP), desde fevereiro. Antes dele, pediram exoneração ou foram exonerados: Elisete Quadros (Negócios Jurídicos), Valmir Ferreira da Silva (Finanças), Rubens Ewald Filho (Cultura), Aristides Aparecido Ricatto (Governo), David Rodrigues (Turismo e Eventos), George Burlandy (Saúde) e Fernanda Alves da Silva  (Recursos Humanos).

O Hospital Municipal de Paulínia (HMP) está sem superintendente desde segunda-feira (16), quando Juliano Cesar Botero, nomeado por Dixon (PP) no dia 1º de agosto, entregou o cargo. O Correio apurou que, por enquanto, quem está despachando na antiga sala de Botero, no HMP, é o próprio secretário de Saúde, Claudio Ernani Marcondes de Miranda. A exoneração de Miranda também foi comentada nos últimos dias, mas acabou não se confirmando.

Segundos informações, Vieira e Botero entregaram seus cargos por fortes divergências internas com o governo pepista. “Pediram para ele (o ex-superintendente do hospital) assinar uns papéis, mas ele se recusou e preferiu pedir exoneração”, disse uma fonte do HMP. 

A saída de Vieira já era esperada, pois, ele não fazia questão de esconder seu descontentamento com o jeito Dixon (PP) de governar. Já o antecessor dele, Valmir Ferreira da Silva, declarou à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara que foi exonerado da pasta por não atender o pedido do prefeito para assinar o contrato emergencial (sem licitação) com a empresa RC Nutry, que fornecia a merenda escolar do município.

A contratação de R$ 13 milhões foi realizada, mas encontra-se na Justiça, que proibiu a administração Dixon (PP) de realizar novos pagamentos à empresa, até o fim da ação que apura suposto superfaturamento de preço, entre outras irregularidades. 

O Correio não conseguiu contato com o ex-secretário e o ex-superintendente do HMP. 

Foto: Correio Imagem/Arquivo

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