Ricatto repete no MP representação que fez na PGJ contra vereadores

Da Redação
13/09/2017 21:09:05
Ricatto repete no MP representação que fez na PGJ contra vereadores

O MP ainda não se manifestou sobre o caso

Segundo o ex-secretário do governo Dixon (PP), a Procuradoria-Geral de Justiça “cuida só de crimes de prefeitos”

O ex-secretário de Governo Aristides Aparecido Ricatto protocolou, na tarde desta terça-feira (12), no Ministério Público (MP) de Paulínia a mesma representação que havia feito, dia 15 passado, na Procuradoria-Geral de Justiça contra o prefeito de Paulínia, Dixon Carvalho, e 13 dos 15 vereadores. No entanto, dessa vez, apenas os edis foram representados. “Lá (na PGJ) cuida só de crimes de prefeitos. Já de vereadores cabe ao Ministério Público da cidade apurar”, explicou ele.

Segundo Ricatto, Dixon (PP) teria nomeado, em cargos de comissão na Prefeitura, 9 (nove) aliados de cada vereador. Em troca, os edis teriam rejeitado duas Comissões Processantes (CPs) contra o prefeito, no final de março deste ano. “Os vereadores negam veementemente terem aceitado cargos na atual administração em troca de votarem contra as duas denúncias apresentadas no mês de março pelo Legislativo. Mesmo porque os esclarecimentos continuaram em sede da Comissão de Finanças com a oitiva de vários Secretários, cujos depoimentos foram inclusive gravados e se encontram a disposição das autoridades”, afirmaram os acusados em nota conjunta, divulgada nas redes sociais três dias após a denúncia na PGJ.

Por outro lado, Ricatto afirma na representação que, enquanto Secretário de Governo responsável pela interlocução entre Executivo e Legislativo, ele teria sido incumbido por Dixon (PP) de oferecer os cargos aos vereadores, “a fim de obter o compromisso destes barrar” a instauração das duas CPs. No último dia 29, a Câmara rejeitou a abertura de uma outra CP para apurar a mesma denúncia, dessa vez feita pelo policial militar aposentado Luiz Roberto de Lima .

Na manhã desta quarta-feira (13), o ex-secretário de Governo foi ouvido na Procuradoria-Geral de Justiça, mas não conseguimos acesso ao teor do depoimento. O Ministério Público (MP) da cidade ainda não se manifestou sobre a representação contra os vereadores.

Foto: Ilustração

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