Denúncia vai para votação, mas parecer da Procuradoria da Câmara é desconhecido

Da Redação
25/08/2017 21:08:21
Denúncia vai para votação, mas parecer da Procuradoria da Câmara é desconhecido

Por meio da assessoria de imprensa, Câmara disse que não vai comentar sobre "parecer"

Outra denúncia, dessa vez, contra o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB) também foi pautada, “sem parecer”, para a sessão de terça-feira (29)

O presidente da Câmara Municipal de Paulínia, Du Cazellato (PSDB), pautou para a sessão da próxima terça-feira (29) a leitura e votação da 4ª denúncia contra o prefeito Dixon Carvalho (PP), que envolve, pela primeira vez, 13 vereadores da cidade.

De acordo com Luiz Roberto de Lima, sargento aposentado da Polícia Militar de São Paulo, o prefeito teria incorrido em crime de responsabilidade, por ter, segundo ele, oferecido vantagem indevida (cargos comissionados na prefeitura) aos edis, para livrar-se das Comissões Processantes que deveriam apurar supostas irregularidades nos contratos emergenciais da RC Nutry (merenda) e Corpus Saneamento (limpeza e coleta de lixo), no valor total de quase R$ 27 milhões.

Ontem (24), a assessoria de imprensa da Câmara divulgou nota à imprensa, informando que a denúncia foi protocolada e, na sequência, encaminhada à Procuradoria Jurídica, responsável por emitir parecer quanto à legitimidade e legalidade das denúncias apresentadas no Legislativo, contra agentes políticos.

No entanto, ainda não há informações se a Procuradoria já emitiu ou não parecer sobre a nova denúncia contra o prefeito municipal. Por meio da assessoria de imprensa, a Câmara informou, há pouco, que não vai se manifestar sobre o assunto (se a Procuradoria já emitiu ou não seu parecer).

Vice-Prefeito
Márcio Rosa Santos, mais conhecido como Marcos Leão, assessor especial do prefeito Dixon Carvalho (PP), e o PSDC (Partido Social Democrata Cristão) municipal, cujo presidente é Laércio Giampaoli, secretário municipal de Transportes, denunciaram o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB), por suposta quebra de decoro parlamentar.


Em tese, eles acusam Caprino (PRB) de supostas atitudes indecorosas, enquanto frequentava a Prefeitura, como perseguição a servidores; querer comandar a cidade “como se prefeito fosse”; invadir secretarias em busca de documentos, sem utilizar a Lei de Acesso à Informação; reunir-se com entidades de classe e vereadores, sem autorização do prefeito; e, principalmente, envolver-se em uma confusão com o denunciante Marcos Leão.

O assessor especial e o PSDC pedem que a Câmara instaure uma Comissão Processante (CP) para investigar a conduta, segundo eles, antiética de Caprino (PRB). Nossa reportagem não conseguiu ouvir o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB) sobre a denúncia, que, também, será lida e votada na próxima sessão da Câmara, terça-feira (29).

Foto: Arquivo/CP Imagem

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